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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

"A Rapariga Mais Sortuda do Mundo"


um livro que não cativa desde a primeira página, mas que se revela bastante intenso e prende o leitor no decorrer da história

Para meu próprio espanto, já terminei de ler o primeiro livro deste ano (palminhas) - "A Rapariga Mais Sortuda do Mundo". Um thriller psicológico intenso que aborda temas como a identidade, a violência sexual e o bullying.

Tifani Fanelli ou Ani - a protagonista do livro - é um exemplo de como as aparências iludem. Aliás, a vida perfeita de Ani é uma perfeita aparência. A sua própria futilidade não é mais do que isso e foi a forma que encontrou de se proteger do seu passado obscuro. Ani achava que bastava alcançar o sucesso para mais ninguém a voltar a magoar. Sucesso esse que definia pelos sapatos e roupas dispendiosas, pelo cabelo "com pontas aparadas por 150 dólares" como refere tantas vezes e que passava por um noivo da alta sociedade.

As personagens não cativam e confesso que andei ali os primeiros capítulos meia perdida e a desdenhar do livro. O que mantinha o interesse era a escrita mordaz e a curiosidade em saber o que realmente estava por trás da personagem principal. Só a partir do nono capitulo (são 17) é que me senti a entrar de cabeça na história e com aquela vontade boa de não querer parar de ler.

Não sei se é de mim e da minha imaginação fértil, mas o final da história soube a pouco e um dos acontecimentos (nãoooo, não vou dar uma de spoiler) chega a ser demasiado previsível (não gosto de finais previsíveis). Construí alguns cenários na minha cabeça e nenhum deles aconteceu. Na minha opinião, o final ficou um pouco aquém de uma história com uma carga emocional bastante forte como esta.