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terça-feira, 19 de junho de 2018

BOOK | "O Adversário Secreto" de Agatha Christie


um casal de detectives amador e hilariante!!

Da saga policial de Agatha Christie, este é o primeiro livro protagonizado pelo casal de detectives amadores: Tommy e Tuppence. Sendo amadores, estes, em nada se assemelham ao experiente Hercule Poirot, no entanto, não deixam de cativar o leitor, sendo evidente a capacidade da autora em criar personagens carismáticas, cada qual à sua maneira. Se por um lado temos um Poirot todo metódico, classudo e capaz de resolver um caso apenas sentado na sua poltrona, por outro, temos um casal com uma personalidade super audaz, com espírito de aventura e prontos para o que der e vier, o que cria uma dinâmica completamente diferente e dá outra jovialidade à história.

Explicando um pouquinho o enredo... Tommy e Tuppence são amigos de infância e pouco depois do fim da Primeira Guerra Mundial reencontram-se, por acaso, numa estação de metro. Desempregados, sem grandes perspectivas futuras e sedentos por ganhar dinheiro, colocam o seguinte anúncio num jornal: " Dois jovens aventureiros oferecem seus serviços. Dispostos a fazer qualquer coisa, prontos para ir de bom grado a qualquer lugar. A remuneração deve ser boa. Nenhuma proposta insensata será recusada.". É desta forma que se vêem envolvidos na busca de Jane Finn, uma rapariga desaparecida após o naufrágio de um navio de passageiros durante a Primeira Guerra Mundial. A sua busca é de extrema importância, uma vez que está na posse de um importante documento que, terminada a guerra, apresenta informações comprometedoras para a Inglaterra e os países aliados.

Fazendo novamente a comparação, com Tommy e Tuppence a dinâmica é muito maior, há mais acção, ele é raptos, ele é perseguições, ele é assassinatos, ele é peripécias à mistura. Já Poirot não é de todo um detective de acção, mas meramente dedutivo, usando como único meio a psicologia humana e as chamadas "pequenas células cinzentas".

Para além do livro chegar ao fim com Tommy a pedir Tuppence em casamento, o desfecho do caso em si também é surpreendente e, uma vez mais, Christie dá provas de grande mestria, sendo capaz de criar personagens completamente diferentes e igualmente cativantes, e enredos pensados ao pormenor e de forma inteligente.

Entretanto, já vêm a caminho os volumes 2, 3 e 4, o que não significa que os vá ler assim de uma assentada só, até porque gosto de variar a leitura, principalmente agora que estou numa de alargar horizontes. Mas apanhei-os no OLX em bom estado e foi bom negócio (7€ os três já com portes), pelo que não podia deixar fugir. Assim, quando me apetecer voltar a Agatha Christie já os tenho comigo.

terça-feira, 12 de junho de 2018

BOOK | "A Primeira Investição de Poirot" de Agatha Christie


"o instinto é uma coisa maravilhosa. Não se pode explicá-lo nem ignorá-lo"

Depois deste post, Agatha Christie dispensa apresentações, certo?
Decidida a conhecer os livros da referida autora, nada melhor do que começar pelo primeiro. O livro "A Primeira Investigação de Poirot" - também conhecido por  "O Misterioso Caso de Styles" - foi publicado em 1920 e decorre em 1917, período da Primeira Guerra Mundial, daí algumas referências aos refugiados belgas.

O romance é narrado na primeira pessoa pelo capitão Hastings e marca a estreia daquele que, a par com Sherlock Holmes, viria a ser um detective muito famoso: Hercule Poirot. Este entra em acção aquando a morte da proprietária da mansão "Styles" dentro do seu próprio quarto. Inicialmente, fala-se em morte natural (ataque-cardíaco), mas depressa conclui-se que se trata de um crime por envenenamento, em que todos os hóspedes da casa parecem suspeitos.

Uma vez que Hastings e Hercule Poirot são personagens que constam em vários livros de Christie,  talvez importe fazer uma breve descrição deles. Então temos o capitão Hastings que é tipo o braço direito de Poirot e, geralmente, é o narrador das histórias em que aparece junto dele. São amigos inseparáveis e de longa data e, embora as suas conclusões sejam muitas vezes o oposto da realidade, as mesmas ajudam no raciocínio de Poirot.
Depois temos Hercule Poirot, de nacionalidade belga, que é descrito como sendo de estatura baixa, com a cabeça do formato de um ovo, de olhos verdes (que brilham quando excitado) e possuidor de  um bigode espesso e hirsuto, apresentando-se sempre de forma bem aprumada. Possui, nitidamente, uma clara obsessão por ordem e método, sendo o aspecto que o melhor define, para além de ser extremamente convencido e de gabar-se bastante da forma como usa as suas células cinzentas (o cérebro, vá).

terça-feira, 5 de junho de 2018

Agatha Christie


a "Rainha do Crime"

Morreu há 42 anos, mas vendeu milhões e é a terceira escritora mais traduzida de sempre (atrás de si, só a Bíblia e Shakespeare). Ainda hoje mantém o titulo de escritora mais rentável de todos os tempos no Guinness World of Records.

Romancista, contista, dramaturga e poetisa, foi no subgénero romance policial que se destacou. Desafiada pela irmã Madge a criar uma trama policial, publica o seu primeiro livro em 1920 - "O Misterioso Caso de Styles" - em que o emblemático (e para sempre lembrado) detective belga Poirot surge pela primeira vez. São vários os livros desta trama, mas foi em 1926 com o "O Assassinato de Roger Ackroyd" que ficou famosa, atingindo o auge da sua carreira em 1934 com outro dos seus livros mais famosos e mais adorados "Crime no Expresso Oriente". E pensar que fui ver este filme ao cinema (adorei, adorei, adorei!) sem ter a mínima noção do peso histórico que lhe deu origem, muito menos da fama do detective dos bigodes (vá, assumo um passado de ignorância literária). Sempre que ler um livro desta trama já tenho uma cara a atribuir a Poirot: Kenneth Branagh (embora a personagem já tenha sido interpretada por David Suchet e Albert Finney). Por acaso, e não me perguntem o porquê, quando penso em detectives imagino sempre um sujeito com um bigodaço do género (ah! ah! ah!), embora seja do tempo do Inspector Gadget e este não ter disso.
Só mais uma curiosidade: de todos, o livro "As Dez Figuras Negras" (publicado em 1939) foi o mais vendido, além de figurar na lista dos livros mais vendidos mundialmente (independentemente do género), a par com o "Don Quixote" de Miguel de Cervantes, "O Pequeno Príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry e "Harry Potter e a Pedra Filosofal" de J. K. Rowling, entre outros.

A escritora viu o seu talento e o seu papel na literatura oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o titulo de Commander of the British Empire. Já em 1971, foi condecorada pela rainha do Reino Unido, Elizabeth II, com o titulo de "Dame" do Império Britânico.
Em 2000, a Bouchercon World Mystery Convention galardoou a escritora com dois prémios: Melhor Escritora de Livros Policiais do século XX e os livros protagonizados por Poirot o prémio de Melhor Série Policial do séc. XX.