#
Mostrar mensagens com a etiqueta Books. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Books. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Retrospectiva Literária 2018


Depois de algum tempo a ler dois/três livros por ano, 2018 foi, sem dúvida, o ano em que fui uma consumidora ávida de livros. Bati todos os recordes. Acho que nem mesmo nos tempos de "Uma Aventura" li assim tantos livros num só ano. Talvez esta entrega à leitura não tenha acontecido por acaso, mas ainda bem que assim foi. Não me sinto mais ou menos inteligente em relação a A, B, C ou D, mas sinto-me mais rica enquanto pessoa. Há toda uma magia na entrega a um livro, que só mesmo um "livrólico" consegue perceber. Quando lemos de corpo e alma, vivemos aquela história, vivemos aqueles personagens, vivemos aquele ambiente/época, vivemos aqueles sentimentos, o que de um modo ou de outro nos pode ajudar a encarar situações do nosso dia-a-dia, a relativizar problemas, a encontrar novas perspectivas e a ampliar horizontes. Os livros dão-nos asas e acredito muito na capacidade que têm de nos moldar enquanto pessoas de forma bastante positiva. Viajar é óptimo, mas viajar sem sair do sofá não lhe fica atrás (sendo bem menos dispendioso!). Espero que este novo ano literário seja tão bom ou melhor do que 2018!

Dois mil e dezoito em livros

25 livros
2 +/- livros por mês
9.979 páginas no total
832 páginas por mês
684 páginas do livro mais longo que li

Melhor livro: "A Verdade sobre o caso Herry Quebert" de Jöel Dicker. Não podia ter acabado de melhor forma o percurso literário de 2018. Jöel Dicker foi uma excelente descoberta. Mal terminei o caso Quebert peguei logo no "O Livro dos Baltimore" do mesmo autor e o "Desaparecimento de Stephanie Mailer" será para ler em breve.
Pior livro: "O Sol de Tânger" de Christine Mangan. Foi das leituras mais aborrecidas que tive em mãos e não recomendo.

Para este ano, o desafio passa por conseguir ultrapassar o recorde de dois mil e dezoito e assim chegar aos trinta livros. A ver vamos. Também pretendo explorar novos autores e sair mais vezes do meu registo habitual: policial/thriller. Não sei se este será o ano de ler Lev Tolstoi, por exemplo, mas estes são alguns dos autores que pretendo explorar: Richard Zimbler, Carlos Ruiz Zafón, Julia Navarro, Kristin Hannah, entre outros. E claro, continuo a contar com vocês para esta partilha de opiniões e sugestões. Combinado?


quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

BOOK | "A verdade sobre o caso HARRY Quebert" de Joël Dicker


não podem deixar de ler!!

Empolgante. Viciante. Brilhante. Envolvente. Surpreendente. Tudo de bom mesmo. Convencidos?

Não se deixem assustar pelas 664 páginas do livro. É um calhamaço do caraças, mas lê-se tão mas tão bem, que serão capazes de ler cem páginas de uma assentada sem dar conta. Temos aqui um enredo fantástico, cheio de mistério e suspense, mas de leitura muito simples e fluída.

Escrito pelo suíço Joël Dicker, este thriller dramático venceu em 2012 o Grande Prémio da Academia Francesa. E a grande questão do livro é: quem matou Nola Kellergan? É em torno deste mistério que gira a história e é a pergunta que nos acompanha até às últimas páginas. Mas não é o único mistério! Todo o enredo é um autêntico mistério. As personagens foram tão bem construídas, que todas elas escondem algo e dão indícios de serem suspeitos do crime.

A acção desenrola-se em dois tempos: no Verão de 1975, quando o escritor Harry Quebert de trinta anos conhece e apaixona-se por uma jovem de quinze anos - Nola; e em 2008, quando Harry é preso por ser suspeito do homicídio de Nola, desaparecida há trinta e um anos.

Dos melhores policiais que já li, senão o melhor, sem dúvida. Quando o caso Nola Kellergan parece estar mais que resolvido e explicado, quando tudo indica que é para ali, eis que surge uma reviravolta e voltamos praticamente à estaca zero. A maneira como o escritor dá a volta à história é impressionante. Assemelho a leitura deste livro à construção de um puzzle, cada capítulo é essencial, traz novos indícios, novas pistas, novas questões, personagens que vão aumentando cada vez mais o mistério.

Como já todos devem saber, este livro ganhou adaptação audiovisual e foi transformado numa mini-série de dez episódios, onde a personagem Harry Quebert é interpretado por Patrick Dempsey (esse gaaaaato!!). Quero já aqui deixar uma enoooorme salva de palmas à caracterização do actor, que teve de envelhecer para vestir o seu personagem e é impressionante como conseguiram realmente fazê-lo parecer bem mais velho do que é. 
Já vi cinco episódios e posso dizer que foi muito giro ter começado a ler ao mesmo tempo que via a série, não só pelo facto de poder dar uma cara às personagens e imaginar um cenário mais "realista" (imaginamos sempre algo, mas assim deixou de ser tão abstracto), mas também porque tornou a leitura ainda mais cativante.

No fim do livro, Harry Quebert diz "um bom livro, Marcus, é um livro que lamentamos ter acabado de ler. Este é de chorar baba e ranho, meus senhores. Valha-me os episódios da série que ainda me faltam ver e um novo livro que já dei inicio deste mesmo autor: O Livro dos Baltimore, que apesar do registo um pouquinho diferente também está a ser muito bom de ler.


P.S.: sim, este livro pode ser uma excelente prenda de Natal.


domingo, 16 de dezembro de 2018

Clube de Leitura?


"i do believe something very magical can happen when you read a book" J. K. Rowling

Eu também acredito. Porque ler, não é só ler. Vai muito além do que possam pensar. Os amantes de livros sabem. É imaginar, é sonhar, é desejar, é viajar, é pensar, é reflectir, é agir, é mudar, é todo um conjunto de verbos e sensações que no fim traduz-se num sentimento interior muito gratificante. Adoro a sensação de estar agarrada a um livro, de estar completamente embrenhada na história daqueles personagens, de quase sentir o que eles sentem e de ser difícil conseguir parar de ler. Não há melhor forma de nos abstrairmos de tudo o resto e está longe de ser uma seca, como muitos acham, mas gostos são gostos.

Este vicio dócil comum de menina sonhadora vem desde nova. Tempos onde o meu auge de leitura passava por coleccionar os livros dos "Arrepios" ou do "Clube das Amigas", por exemplo. O "Clube das Amigas" (suspiros)!!! Essa colecção que tanto me fez sonhar e construir mil e um cenários para a minha vida. A colecção "Uma Aventura" também é aquele clássico da literatura infantojuvenil. Quem não sonhou ser um dos personagens - a Teresa ou a Luísa, ou o Pedro e o Chico - e viver na realidade todas aquelas aventuras que nos eram descritas enquanto líamos? E "A Lua de Joana"? Quem não leu "A Lua de Joana", senhores?! E o "Guarda da Praia"?

Há pouquinho tempo andei a inspeccionar as estantes de casa dos meus pais, onde ficaram todos os livros da minha infância/adolescência, e foi um reviver de memórias muito bom. Lembro-me como se fosse hoje que antes de irmos para a praia pedia sempre aos meus pais para pararmos primeiro num hipermercado, para poder comprar um ou dois livros da colecção que andasse a ler. Às vezes, já nem era necessário pedir!


domingo, 25 de novembro de 2018

BOOK | "Ao Sol de Tânger" de Christine Mangan


desilusão!

Talvez o facto de ter pegado neste livro logo a seguir a uma história como "A Herdeira", o deixe desde logo em desvantagem. Mas a verdade é que a própria capa cria imensas expectativas ao mencionar nomes como Donna Tartt, Gillian Flynn e Patricia Highsmith.

Agora que li o livro, rever as criticas de imprensa faz-me revirar os olhos de tamanha estupefacção. "Um dos melhores romances de estreia do ano"? Se este é o melhor, não quero imaginar o pior. "Uma história singular e de grande tensão"?! Tensão de tédio... "Hipnotizante"?? Hipnotizada fiquei eu quando cheguei ao fim do livro e não foi pelos melhores motivos. Enfim...  

O livro é contado a duas vozes, a de duas amigas, Lucy e Alice, e o enredo centra-se na relação entre elas. O prólogo remete-nos para um hospício onde temos alguém claramente com distúrbios psicológicos, o que nos faz perguntar desde logo o que terá acontecido de tão grave para alguém chegar a tal estado. Com este inicio promissor, esperamos mesmo um enredo à la Hitchcock mas esqueçam lá isso, a história é do mais chatinho que já li. Acho que até um dos romances lamechas do Nicholas Sparks não me fazia bocejar tanto.

Ao longo do livro damos conta que, no passado, aconteceu um acidente que as afastou, mistério esse que é sustentado uma boa parte do livro. O que me manteve agarrada foi precisamente saber que mistério era esse do passado e perceber qual delas é a que acaba no hospício. Porque, de resto, o livro é chato, as personagens são chatas e o final do livro é do mais sem sal que já vi. Não há reviravoltas, não há aquela emoção final e quase não há acção. Tem o seu quê de triller psicológico, mas é uma leitura que não recomendo (acho que é a primeira vez que não recomendo um livro que leio).

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

BOOK | Porque nem só de trapos vive o Homem...

...porque não aproveitar os descontos da Black Friday para comprar aquele livrinho que temos debaixo de olho?

A Bertrand entre hoje e sexta-feira está a fazer descontos de 20% a 50% e inclui as novidades, o que é óptimo porque habitualmente todos os livros publicados há menos de 18 meses só costumam ter 10% de desconto. As promoções da Wook serão durante o dia de amanhã e o desconto é de 25% (20% imediato + 5% em cartão Wookmais), no entanto, as novidades apenas terão desconto de 20% imediato.

Assim de repente, dei conta que o livro "O tempo entre costuras" (link) está com 50% de desconto (uma pechincha!!) e é um livro que vale muito, muito a pena (ver a minha opinião aqui). Não li o livro "O Quarto de Jack" (link), mas se o filme foi excelente imagino que o livro seja qualquer coisa de muito bom, portanto, também será uma boa opção e está também com 50% de desconto. Temos também o livro "Viver sem ti" de Jojo Moyes (link) com 40% de desconto, que é continuação do livro "Viver depois de ti". Não li o livro, mas vi o filme e é uma história muito bonita, pelo que também será uma boa opção para quem gostar de romances e já conhecer o primeiro livro ou filme que lhe deu origem. Para quem for fã dos romances de Danielle Steel também encontra o livro "Hotel Vendôme" (link) com 40% de desconto. Quanto a clássicos, temos Jane Austen com 30% de desconto e Franz Kafka com 40% de desconto, por exemplo. Mas há muito mais, é uma questão de espreitarem o site da livraria.


Estes foram as minhas últimas aquisições. O "Ao Sol de Tânger" já acabei de ler e foi uma desilusão - já estou a preparar um post sobre o livro -, o "Chamavam-lhe Grace" estou a ler e para já estou a gostar da história - o facto de ser baseado em factos reais, por si só, já tem muito para me agradar.

Mas a listinha de desejos da Bertrand não pára de aumentar e são mais que muitos os livros que gostava de ler e autores que tenho curiosidade em conhecer, sendo alguns deles os seguintes:

1- "Uma História Antiga" de Jonathan Littell (link): o autor ficou mundialmente conhecido através do seu romance "As Benevolentes", romance esse que em 2016 venceu o Prémio Goncourt e o Grande Prémio do Romance da Academia Francesa. Doze anos depois publica este novo livro que, ao que parece, está dividido em sete episódios e aborda algumas das emoções humanas como a solidão, a luxúria e o desejo, numa linguagem divertida e muitas vezes irónica.

2- "Os Dez Espelhos de Benjamim Zarco" de Richard Zimler (link): parece-me ser um daqueles romances comoventes tendo o Holocausto como pano de fundo.

3- "A Coisa" de Stephen King (link): sendo eu fã de thrillers tenho imensa curiosidade neste autor porque só ouço falar maravilhas dos livros dele. Este foi o livro mais recente escrito por ele.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

BOOK | "A Herdeira" de Sidney Sheldon


aquele feeling certeiro de ratazana literária!

Digamos que sou o tipo de leitora Maria-vai-com-as-outras. Quero com isto dizer que antes de comprar um livro gosto de conhecer a opinião de outros leitores, recolher o máximo de informação (autor, outros livros lançados, etc e tal) para assim perceber até que ponto o livro poderá agradar-me ou não. Isto porque um livro não é propriamente barato (infelizmente!!) e apostar no "cavalo" errado seria tipo uma facada espetada no peito. É um tédio ler livros que não nos envolvem minimamente, mas, por outro lado, é um crime deixar um livro a meio.

"A Herdeira" foi um tiro no escuro. Não conhecia ninguém que o tivesse lido, pelo que não tinha qualquer referência de outros leitores. Baseei-me unicamente na sinopse (que muitas vezes vale o que vale) e numa ou outra referência sobre o autor. Foi o quanto bastou para despertar o interesse e sentir aquele feeling bom de ratazana literária.

E, caraças, ainda bem que arrisquei neste livro, porque apesar da falta de informação prévia foi um livro que me arrebatou de alto abaixo.

Absolutamente envolvente e muito bem escrito, conta a história de uma família abrangendo quatro gerações. Kate Blackwell acaba por ser a personagem central do livro, mas é a história vivida pelo seu pai que desencadeia todo o enredo. O nascimento de Kate foi fruto de um acto de vingança (muuiiiiiita coisa aconteceu até ela) e a partir dela o futuro da família mais não é do que o resultado das suas próprias acções.

É conotado como sendo um romance, mas não é necessariamente um. A parte inicial do livro correspondente a Jamie McGregor - pai de Kate Blackwell (avô de Tony, bisavô de Eve e Alexandra e trisavô de Robert) é a mais intensa e absorvente da história. Diria, também, a mais violenta. É onde nasce a Kruger & Brent, Lda (o próprio nome tem um significado de peso) e todo o império da família - construído sobre a exploração e o comércio de diamantes na África do Sul -, mas até isso acontecer muito acontece. Jamie começou do nada, sofreu bastante e conquistou o que alguma vez poderia imaginar, portanto, temos uma história de coragem, de luta e de resiliência marcada pela vingança.

Kate é um símbolo de sucesso, mas ao longo do livro vocês vão odiá-la, precisamente por colocar o sucesso da empresa acima de tudo, até mesmo da própria família, sede que cada um deles acaba por sofrer as consequências dessa sede de poder. Eu diria que o sucesso desta família vem sempre acompanhado pela tragédia.

Enfim, gostei imenso e quando terminou ficou aquela sensação de vazio que só os bons livros deixam. Sidney Sheldon foi uma surpresa boa e com este livro construiu uma saga emocionante. É conhecido mundialmente pelos seu enredos arrebatadores, o que posso confirmar com a leitura deste livro. Recomendo vivamente!


Curiosidade: Em portugal, o livro conta com três títulos diferentes. Em 1983 é publicado pela primeira vez sob o titulo "O Preço do Poder", no ano seguinte surge intitulado por "O Jogo da Vida", por ultimo, surge em 1999 com o nome "A Herdeira".
O livro deu origem a uma série de TV nos anos 80 sob o nome de "Master of the Game".

terça-feira, 6 de novembro de 2018

BOOK | "Louca" de Chloé Esposito


Estão a ver o Scary Movie versão comédia do filme de terror Scream?

Este livro acaba por ser do género: uma comédia de thriller. Mas já lá vamos, deixem-me dizer-vos primeiro que tudo que a Alvina - uma das personagens principais - é uma verdadeira louca. Completamente louca, senhores!! Não me recordo de outra personagem assim tão hilariante.

Dizia eu que este livro é conotado como thriller, mas de thriller tem pouco. Ou então, talvez seja o humor e o tom sarcástico bastante presente no livro que acabe por aligeirar a parte do sangue e das mortes. Sim, porque há mortes, muito sangue e até corpos cortados em bocados para enfiar dentro de um saco e serem atirados ao mar. Mas o humor tem uma presença tão forte que mesmo essas partes do livro acabam por passar com alguma leveza, que de outra forma não seria possível.

O livro está dividido em 7 partes e cada uma representa um pecado capital. Até começar a acção propriamente dita - a partida de Alvie para Itália após o convite insistente da irmã gémea - são cerca de cem páginas que se lêem de uma assentada só, com muita gargalhada à mistura. Ficamos tão envolvidos na doidice da personagem que nem damos pela falta de acção. Acreditem, a Alvie é mesmo uma louca, fazendo jus ao nome do livro. Acaba por ser engraçada de tão irritante que é, no entanto, não deixa de ser má além de muito fútil.

Neste livro encontram humor (muito), cenas de sexo e cenas realmente macabras. O final do livro acaba por ser um pouco previsível à medida que nos aproximamos do desfecho final (embora tivesse colocado a hipótese de mais uma morte), e deixa portas abertas para a continuação da história. Sim, há continuação, este é o primeiro livro de uma trilogia. Se recomendo? Pelo humor da escrita, pelo tom sarcástico, pela leitura leve e fluída, e pela personagem hilariante, sim. Não propriamente pela história em si.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

BOOK | "Ao fechar a porta" de B. A. Paris


"só quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro"

Depois de ter ficado fascinada com a leitura do segundo livro da autora B. A. Paris (podem rever a minha opinião aqui), depositei elevadas expectativas neste que foi o seu livro de estreia, que acabaram por sair um pouco defraudadas.

A narrativa é igualmente empolgante e bem construída, com a particularidade de fazer paralelismo entre o passado e o presente, o que nos permite ir desvendando o mistério aos poucos, tornando a leitura mais dinâmica e cativante.

A sinopse acaba por revelar um pouco sobre a história ao lançar a questão "será aquele um casamento perfeito ou tudo não passará de uma perfeita mentira?". De facto, estamos perante a história de um casal aparentemente perfeito aos olhos de terceiros, mas que "ao fechar da porta" a realidade é completamente diferente. O enredo é sombrio e perturbador, mas comparando com o segundo livro da autora, não me despertou o mesmo sentimento na leitura.

Na minha opinião, esta história pedia um final mais...falta-me a palavra, hummm, marcante? Não sei, soube a pouco. Depois de alguma tensão ao longo da leitura, o fim do pesadelo de Grace parece acontecer "fácil" demais. Além disso, acho que o sacana do Jack merecia um desfecho mais electrizante. Faltou emoção no final.

Em suma, o segundo livro da autora dá quinze a zero a este, no entanto, não alcançou o mesmo sucesso.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

BOOK | "Até que sejas minha" de Samantha Hayes


um final completamente inesperado!

Se tivesse que resumir este livro numa palavra seria: inesperado. Em duas? Completamente inesperado. Ao sétimo capítulo tracei toda uma teoria e a própria leitura conduzia (aparentemente) sempre nesse sentido. Foi no capítulo quarenta, a três do final, que caiu-me tudo. TU-DO. Mas algum dia a minha pessoa desconfiava que afinal...humm...bem, não dá para tecer grandes comentários sem dar uma de spoiler, portanto, vão ter de ler este livro!!

Tudo começa quando Cláudia e James contratam uma ama para ajudar a cuidar dos seus filhos gémeos e do bebé que vem a caminho. Zoe foi a eleita, mas há qualquer coisa nela que deixa Cláudia de pé atrás, principalmente, depois de a ter apanhado a remexer nos seu bens pessoais. Afinal, quem é Zoe? A par do que se passa na casa desta família, temos os inspectores Lorraine e Adam a investigar dois crimes que têm algo em comum: grávidas prestes a dar à luz. E qual é a ligação destes crimes a Cláudia e Zoe? Calma, por vezes o óbvio em engana.

Só tenho a dizer que Samantha Hayes ganhou uma fã. Leitura simples, cativa desde o inicio e é impressionante como consegue induzir o leitor num sentido e na recta final brinda-nos com um revirar de história brilhante. Confesso que não é dos meus thrillers favoritos (talvez pelo tema que aborda), mas que o final é surpreendente lá isso é.
A autora escreve na sua maioria thrillers psicológicos ambientados na vida familiar focando assuntos do quotidiano. O "Antes que morras" já está na minha wishlist, mas de momento, estou com o "Fechar a porta" de B. A. Paris em mãos.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

BOOK | "O tempo entre costuras" de Maria Dueñas


recomendo a todos os apaixonados por história!

Constava na minha wishlist há algum tempo, mas na hora de comprar ia sendo trocado por mais um thriller. Até que o apanhei no Continente com 40% de desconto e não pensei duas vezes, apesar de, na altura, estar a meio de um livro e ter outros dois na estante por ler. É certo que ficou em "águas de bacalhau" algum tempo, mas mal peguei nele foi uma (viagem) leitura maravilhosa.

Este livro transporta-nos para a Guerra Civil Espanhola de 1936 ao contar a história de Sira Quiroga, uma jovem modista madrilena que vê a sua vida dar uma volta gigante ao apaixonar-se perdidamente por Ramiro Arribas, um aldrabão de primeira (cabrãozão, vá). Foi a sua maior desilusão, mas, por outro lado, marcou um importante ponto de viragem na sua vida. Ao longo da leitura é perceptível o crescimento de Sira enquanto pessoa, passando de menina frágil e limitada a uma mulher destemida e corajosa, capaz de tomar as rédeas da sua vida. É uma mulher que amadurece com as dificuldades que a vida apresenta. Uma história que prova que quando uma porta se fecha há sempre uma janela que se abre. Que somos nós que temos o poder de fazer algo pela nossa vida. Que, parecendo que não, o melhor está sempre por vir.

De narrativa simples e fluída, para além da personagem Sira, o que mais me cativou neste livro foi a história real que há por trás desta ficção. O viajar no tempo e aterrar noutra época, noutra realidade, noutros costumes. Toda a envolvente histórica bem como alguns dos personagens que foram de facto inspirados em personalidades reais, como por exemplo: Rosalinda Fox (amante de Juan Beigbeder), Juan Beigbeder (um importante militar nos primeiros anos da ditadura franquista), Serrano Suñer (cunhado de Francisco Franco, o responsável pela ditadura franquista), Alan Hillgarth (coordenador britânico dos serviços secretos na Espanha). Acho simplesmente fascinante!

Há uma perfeita harmonia entre a ficção e os factos reais que torna a leitura deliciosa. Já para não falar de todos os ingredientes chave que nos prende ao livro no imediato: amor, traição, guerra e espionagem. Não, não é um romance chato e lamechas. Ou o que me têm a dizer de uma pacata modista que acaba em espia do mais alto nível, hum?

ansiosa por ver a série!



terça-feira, 4 de setembro de 2018

Leituras de Agosto

Ao contrário do que seria expectável, acabei por ler bem menos nas férias comparando com o que tem vindo a ser habitual. Ainda assim, consegui despachar dois livros que me suscitaram desde logo imensa curiosidade: "A mulher à janela" e "Pedido de Amizade". Thrillers, pois claro.
Ninguém me perguntou nada, mas deixo-vos com a minha opinião sobre cada um.
De nada! :D

"A mulher à janela" de A. J. Finn


o final compensa um inicio monótono!

Aqui, temos um livro intrigante e misterioso, mas com uma leitura inicial um tudo-nada monótona. Só a partir do capítulo 22 (são 100 no total) é que a história começa a ganhar ritmo, de tal maneira que, depois de andar dias e dias a "moer", a levá-lo para a praia e nem lhe tocar, bastou um dia de nevoeiro e uma noite a vegetar no sofá para terminá-lo.
Peguei neste livro com as expectativas bem lá no alto, tal foi o surubudu aquando o seu lançamento, pelo que já estava a espumar de impaciência quando ao fim de uma dúzia de capítulos a história não desenvolvia. O suspense e o mistério pairam no ar a cada virar de folha, no entanto, já começava a ser um pouquinho maçador. Mas assim que começa a fluir, senhores, só queremos parar de ler quando chegarmos à última página! E o revelar do que está por trás do comportamento da Anna? Bem, que sensação de choque!!

Muito resumidamente, o livro conta a história de Anna Fox que não sai à rua há dez meses, sendo que as janelas são o único contacto que tem com o mundo real. É quando a família Russell, aparentemente perfeita, se muda para a casa em frente que algo acontece e acaba por ser testemunhado por Anna. Anna que não sai de casa há meses, que se encontra num estado depressivo e que toma imensa medicação pelo que a sua credibilidade poderá ser posta em causa.
Será que alguém irá acreditar nela?
Será que ela própria acredita?
Será que realmente viu o que diz que viu?
E o que levou Anna a fechar-se em casa?
Fica também a certeza de que nunca ninguém sabe o que realmente se passa numa família.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Lista de desejos (literários) - update


Ora, dizia eu que já me via a trocar um par de sapatilhas por cinco ou seis livros (isto vindo de mim e assim à primeira vista parece caso médico). Pois, só para verem bem o estado da coisa, tenho 60 livros na lista de desejos da minha página pessoal na Bertrand. Tendo em conta que ando a fazer uma média de três livros por mês, lá para o final do próximo ano devo ter aviado tudo. Isto, se a curva da função "wishlist literária" não fosse de tendência crescente. Seja lá como for, o mais certo é ter de começar a arrumar livros na casa-de-banho (ah! ah! ah!).

Toda eu sou policiais, mas tenho vindo a alargar horizontes e a minha ideia é mesmo esta: alternar policiais/thrillers (explorando novos autores) com romances, e leituras mais "comerciais" com grandes clássicos. No mês passado, por exemplo, depois de terminar Agatha Christie peguei num thriller lançado há pouquinho tempo que já vos falei no post anterior, e agora estou com um grande clássico em mãos: "Jane Eyre" de Charlote Brontë. Para ler assim de seguida, já tenho comigo e prontinho a ser devorado o livro "Mulher à Janela" de A. J. Finn que tooooooda a gente fala, que toooooda a gente que lê adora e que eu estava mortiiiiiinha por pegar nele. Entretanto, a Wook esteve com descontos e a modos que senti-me obrigada a aproveitar, de maneiras que já vem a caminho o "Pedido de Amizade" de Laura Marshall, outro lançamento recente com feedback muito positivo.

Mas o que não faltam são livros que quero muito, muito, muito ler. A saber:

- "Anatomia de um Escândalo" de Sarah Vaughan;
- "Escaldão" de Laura Lippman;
- "A Mulher do Viajante no Tempo" de Audrey Niffenegger;
- "Cem Anos de Solidão" de Gabriel Garcia Márquez;
- "O Livreiro" de Mark Pryor;
- "A Mulher do Expresso Oriente" de Lindsay Jayne Ashford;
- "Mataram a Cotovia" de Harper Lee;
- "As Intermitências da Morte" de José Saramago;
- "O Monte dos Vendavais" de Emily Brontë;
- "Seis Anos Depois" de Harlan Coben;
- "A Namorada" de Michelle Frances;
- "Pedido de Amizade" de Laura Marshall;
- "O Sonho Mais Doce" de Doris Lessing;
- "A História Secreta" de Donna Tartt;
- Tooooodos de Sandra Brown.

Entre outros tantos e tantos.

E devo confessar desde já que tenho uma grande lacuna na minha estante: os únicos autores portugueses que por lá constam são Daniel Oliveira (que não é propriamente o pináculo da literatura portuguesa) e José Rodrigues dos Santos, sendo que relativamente a este último ainda nem li o livro (talvez um pouquinho influenciada por opiniões não muito empolgantes sobre o mesmo). É verdade que li "Os Maias" de Eça de Queirós e a "Aparição" de Vergílio Ferreira, mas "não contam" porque na altura li por obrigação e já nem me recordo das histórias. Do que vou vendo por aí, sinto que é geral esta tendência para a literatura internacional, mas a verdade é que também há muita coisa boa de origem portuguesa.

E as minhas mesdames? Como é que estamos de leituras? Já sabem o que vão querer ler nas férias?


BOOK | "À Beira de um Colapso" de B. A. Paris


tem tanto de viciante como de arrepiante!

Acho que foi o primeiro thriller que li que me deixou num desassossego do inicio ao fim. Não quer dizer que os anteriores tenham sido maus, mas este teve a particularidade de me deixar inquieta como se eu própria fosse a Cass.

"À Beira de um Colapso" é um thriller psicológico super empolgante que nos mantém agarrados ao livro desde a primeira página. Mostra-nos como nem sempre tudo o que parece o é na realidade. Mostra, também, até onde vai a crueldade das pessoas e como são capazes de tudo para atingir os seus objectivos, não olhando a meios para o conseguirem. O pior de tudo na história do livro é o choque com a realidade: nunca conhecemos quem nos rodeia (coisa que muito acontece na nossa vida).

Com uma narrativa super empolgante do inicio ao fim, é impossível não gostar da história e facilmente se compreende o facto de ter sido considerado o melhor thriller de 2017 pela Barnes & Noble. Gostei tanto que estou bastante tentada a comprar o primeiro livro desta autora - "Ao Fechar a Porta" -, sendo que também é um bestseller com muito sucesso.

Para já, entreguei-me a um clássico de Charlote Brontë, mas a lista de livros que quero ler não pára de aumentar. Ai jasuuuuuuus, que já me vejo a trocar um par de sapatilhas por cinco ou seis livros!!


terça-feira, 26 de junho de 2018

Harry potter, perdoa-me!


a história do feiticeiro que encantou miúdos e graúdos

"Tu benze-te três vezes antes de falares no Harry Potter!!".
"Deves querer que te lancem um feitiço para te nascer uma verruga na cara, só pode!".
Foi esta a reacção fofinha de uma leitora quando há uns tempos partilhei o facto de ter quatro dos sete livros da saga do feiticeiro mais adorado de sempre (oferecidos amavelmente pelo meu papi, isto, em mil novecentos e trocó passo) e de, pasmem-se, nunca os ter lido (sou uma filha ingrata, assumo). E nunca os li nomeadamente porque...(como é que vou dizer isto sem ofender toda uma legião de fãs?)...hummm, tenho a ligeira impressão de ser palhaçada a mais. Pronto, está dito. Magia, feitiços e cenas é demasiada fantasia para o meu gosto. Não passa de uma primeira impressão, é certo, até porque li apenas meia dúzia de páginas, logo, a minha opinião acaba por ser um mero juízo de valor. Mas... Estão a ver quando apanhamos uma pessoa de ponta e ela até pode ser cinco estrelas mas já nem queremos saber? Foi mais ou menos o que me aconteceu com o Harry Potter.

Corria o ano de 1997 quando saiu o primeiro livro daquela que viria a ser saga mais mais vendida na história da literatura. Na altura tinha 9/10 anos, era a irmã mais velha há relativamente pouco tempo, estava a deixar a primária para entrar no ciclo (estava a ficar crescida, portanto), adorava ver os videoclipes na MTV enquanto sonhava vir a ser uma Spice Girl. Como é que eu ia achar giro ler um livro infantil sobre um puto que fazia feitiços?

A verdade é que faz hoje 21 anos que o primeiro livro saiu e a história deste feiticeiro encantou miúdos e graúdos (terá sido feitiço?), sendo dos livros mais vendidos de sempre, poucos podem ser comparados em termos de popularidade. Faz pensar!
Ora, posto isto, e uma vez que estou muito bem embalada nas minhas leituras, estou tentada a dar uma oportunidade ao Harry Potter*. Aliás, a primeira coisa que fiz depois da abordagem da leitora anónima foi, precisamente, trespassar os livros de casa dos meus pais para a minha. Vejam bem, passados dezoito anos fez-se luz.

*na verdade, eu estou é com medo que me nasça mesmo uma verruga na cara, wuuahhhh.


terça-feira, 19 de junho de 2018

BOOK | "O Adversário Secreto" de Agatha Christie


um casal de detectives amador e hilariante!!

Da saga policial de Agatha Christie, este é o primeiro livro protagonizado pelo casal de detectives amadores: Tommy e Tuppence. Sendo amadores, estes, em nada se assemelham ao experiente Hercule Poirot, no entanto, não deixam de cativar o leitor, sendo evidente a capacidade da autora em criar personagens carismáticas, cada qual à sua maneira. Se por um lado temos um Poirot todo metódico, classudo e capaz de resolver um caso apenas sentado na sua poltrona, por outro, temos um casal com uma personalidade super audaz, com espírito de aventura e prontos para o que der e vier, o que cria uma dinâmica completamente diferente e dá outra jovialidade à história.

Explicando um pouquinho o enredo... Tommy e Tuppence são amigos de infância e pouco depois do fim da Primeira Guerra Mundial reencontram-se, por acaso, numa estação de metro. Desempregados, sem grandes perspectivas futuras e sedentos por ganhar dinheiro, colocam o seguinte anúncio num jornal: " Dois jovens aventureiros oferecem seus serviços. Dispostos a fazer qualquer coisa, prontos para ir de bom grado a qualquer lugar. A remuneração deve ser boa. Nenhuma proposta insensata será recusada.". É desta forma que se vêem envolvidos na busca de Jane Finn, uma rapariga desaparecida após o naufrágio de um navio de passageiros durante a Primeira Guerra Mundial. A sua busca é de extrema importância, uma vez que está na posse de um importante documento que, terminada a guerra, apresenta informações comprometedoras para a Inglaterra e os países aliados.

Fazendo novamente a comparação, com Tommy e Tuppence a dinâmica é muito maior, há mais acção, ele é raptos, ele é perseguições, ele é assassinatos, ele é peripécias à mistura. Já Poirot não é de todo um detective de acção, mas meramente dedutivo, usando como único meio a psicologia humana e as chamadas "pequenas células cinzentas".

Para além do livro chegar ao fim com Tommy a pedir Tuppence em casamento, o desfecho do caso em si também é surpreendente e, uma vez mais, Christie dá provas de grande mestria, sendo capaz de criar personagens completamente diferentes e igualmente cativantes, e enredos pensados ao pormenor e de forma inteligente.

Entretanto, já vêm a caminho os volumes 2, 3 e 4, o que não significa que os vá ler assim de uma assentada só, até porque gosto de variar a leitura, principalmente agora que estou numa de alargar horizontes. Mas apanhei-os no OLX em bom estado e foi bom negócio (7€ os três já com portes), pelo que não podia deixar fugir. Assim, quando me apetecer voltar a Agatha Christie já os tenho comigo.

terça-feira, 12 de junho de 2018

BOOK | "A Primeira Investição de Poirot" de Agatha Christie


"o instinto é uma coisa maravilhosa. Não se pode explicá-lo nem ignorá-lo"

Depois deste post, Agatha Christie dispensa apresentações, certo?
Decidida a conhecer os livros da referida autora, nada melhor do que começar pelo primeiro. O livro "A Primeira Investigação de Poirot" - também conhecido por  "O Misterioso Caso de Styles" - foi publicado em 1920 e decorre em 1917, período da Primeira Guerra Mundial, daí algumas referências aos refugiados belgas.

O romance é narrado na primeira pessoa pelo capitão Hastings e marca a estreia daquele que, a par com Sherlock Holmes, viria a ser um detective muito famoso: Hercule Poirot. Este entra em acção aquando a morte da proprietária da mansão "Styles" dentro do seu próprio quarto. Inicialmente, fala-se em morte natural (ataque-cardíaco), mas depressa conclui-se que se trata de um crime por envenenamento, em que todos os hóspedes da casa parecem suspeitos.

Uma vez que Hastings e Hercule Poirot são personagens que constam em vários livros de Christie,  talvez importe fazer uma breve descrição deles. Então temos o capitão Hastings que é tipo o braço direito de Poirot e, geralmente, é o narrador das histórias em que aparece junto dele. São amigos inseparáveis e de longa data e, embora as suas conclusões sejam muitas vezes o oposto da realidade, as mesmas ajudam no raciocínio de Poirot.
Depois temos Hercule Poirot, de nacionalidade belga, que é descrito como sendo de estatura baixa, com a cabeça do formato de um ovo, de olhos verdes (que brilham quando excitado) e possuidor de  um bigode espesso e hirsuto, apresentando-se sempre de forma bem aprumada. Possui, nitidamente, uma clara obsessão por ordem e método, sendo o aspecto que o melhor define, para além de ser extremamente convencido e de gabar-se bastante da forma como usa as suas células cinzentas (o cérebro, vá).

quinta-feira, 7 de junho de 2018

BOOK | "Começar de Novo" de Nora Roberts


"uma historia sobre deixar tudo para trás, desvendar segredos antigos e aprender a amar"

Já estão todos velhos e cansados de saber que sou pessoa de policiais. Se tiver romance à mistura? Óptimo, o twist perfeito. Também não é que diga um redondo "não" a um romance, mas, muito sinceramente, também (ainda) não consigo dizer "A-D-O-R-O-R-O-M-A-N-C-E-S" com todas as letrinhas. Talvez porque ainda não li nenhum verdadeiramente bom, com zero clichés e longe do romancezinho básico à La Nicholas Spark (sem ofensa à sua legião de fãs).

No entanto, o romance é um género literário de grande peso na literatura, além de que grandes livros da história falam de romance e...o que seria de nós sem o amor, não é verdade? Portantos, se vosmecês aí desse lado forem conhecedoras de romances daqueles bons, mas mesmo bons, chutem para cá, sim?

Ora bom, falando em romance, falemos de Nora Roberts, uma das romancistas mais conhecidas que conta com dezenas de best-sellers na lista do New York Times e chega a ser considerada um fenómeno editorial. Para tão boa fama, devo dizer que este primeiro romance que li da sua autoria não me cativou de todo, o que acabou por ser uma facada no coração já que tudo apontava para grande história. De facto, o livro tinha tudo para ser cativante: escrita simples e fluída com bom-humor à mistura, personagens simpáticas e interessantes, um mistério a ser desvendado que desperta de imediato o nosso interesse, no entanto, foi algo que no desenrolar da história ficou um pouco para segundo plano.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Agatha Christie


a "Rainha do Crime"

Morreu há 42 anos, mas vendeu milhões e é a terceira escritora mais traduzida de sempre (atrás de si, só a Bíblia e Shakespeare). Ainda hoje mantém o titulo de escritora mais rentável de todos os tempos no Guinness World of Records.

Romancista, contista, dramaturga e poetisa, foi no subgénero romance policial que se destacou. Desafiada pela irmã Madge a criar uma trama policial, publica o seu primeiro livro em 1920 - "O Misterioso Caso de Styles" - em que o emblemático (e para sempre lembrado) detective belga Poirot surge pela primeira vez. São vários os livros desta trama, mas foi em 1926 com o "O Assassinato de Roger Ackroyd" que ficou famosa, atingindo o auge da sua carreira em 1934 com outro dos seus livros mais famosos e mais adorados "Crime no Expresso Oriente". E pensar que fui ver este filme ao cinema (adorei, adorei, adorei!) sem ter a mínima noção do peso histórico que lhe deu origem, muito menos da fama do detective dos bigodes (vá, assumo um passado de ignorância literária). Sempre que ler um livro desta trama já tenho uma cara a atribuir a Poirot: Kenneth Branagh (embora a personagem já tenha sido interpretada por David Suchet e Albert Finney). Por acaso, e não me perguntem o porquê, quando penso em detectives imagino sempre um sujeito com um bigodaço do género (ah! ah! ah!), embora seja do tempo do Inspector Gadget e este não ter disso.
Só mais uma curiosidade: de todos, o livro "As Dez Figuras Negras" (publicado em 1939) foi o mais vendido, além de figurar na lista dos livros mais vendidos mundialmente (independentemente do género), a par com o "Don Quixote" de Miguel de Cervantes, "O Pequeno Príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry e "Harry Potter e a Pedra Filosofal" de J. K. Rowling, entre outros.

A escritora viu o seu talento e o seu papel na literatura oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o titulo de Commander of the British Empire. Já em 1971, foi condecorada pela rainha do Reino Unido, Elizabeth II, com o titulo de "Dame" do Império Britânico.
Em 2000, a Bouchercon World Mystery Convention galardoou a escritora com dois prémios: Melhor Escritora de Livros Policiais do século XX e os livros protagonizados por Poirot o prémio de Melhor Série Policial do séc. XX.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

BOOK | "Nudez Mortal" de J. D. Robb


uma saga policial que decorre em 2058

J. D. Robb é o pseudónimo de Nora Roberts e "Nudez Mortal" é o primeiro livro da saga mortal. Insere-se no género policial mas também conta a história de um romance entre a tenente Eve Dallas e o bilionário Roarke, o que torna tudo ainda mais interessante (e apimentado também).

Comparo muito com a "onda" de Sandra Brown: crimes, policia, romance, mistério e suspense são os ingredientes chave. Se bem que para mim Brown continua a ser a maior no que respeita a reviravoltas na história. Nos livros de Brown vamos encontrar sempre personagens e histórias diferentes. Nesta saga, os episódios serão naturalmente diferentes, mas vamos ter sempre presentes como personagens principais Eve e Roarke, onde é suposto acompanhar a evolução da relação deles. Tendo em conta que a saga conta com 44 livros (apenas 27 deles publicados em Portugal)...bom, este romance deve ter pano para mangas!!

Eve Dallas é tenente da policia de Nova Iorque. É uma mulher forte e determinada, com um bom instinto que a torna uma excelente profissional, no entanto, há todo um passado que a fragilizou. Este é um dos pontos que torna a história mais cativante e faz a personagem mais interessante ainda. Este primeiro livro não desvenda muito desse passado, mas já revela qualquer coisa que faz querer descobrir mais.
Por sua vez, Roarke é um bilionário irlandês, neste primeiro livro e numa fase inicial é o principal suspeito na investigação do crime que Eve tem em mãos. Maaaaaaas...a magia acontece! É aqui que reside a minha única observação negativa. Acho que o envolvimento deles aconteceu demasiado rápido, principalmente tendo em conta que tratava-se de um suspeito e ainda pairavam dúvidas no ar. Terá sido o instinto (certeiro) a falar mais alto?

segunda-feira, 14 de maio de 2018

BOOK | "Vidas Trocadas" de Sandra Brown


reviravoltas que culminam num desfecho inesperado!

Terminei a primeira leitura do mês e confirma-se: Sandra Brown não desilude na sua escrita de romances policiais. Não admira mesmo que seja autora de dezenas de bestsellers do New York Times.

Como sabem, o último livro que li foi "Rapto Escaldante" e optei por ler logo de seguida um novo livro da mesma autora, tal foi o envolvimento/entusiasmo com a sua escrita.
E se a história de "Rapto Escaldante" foi marcada pelo mistério e por reviravoltas, esta nem se fala!

Muito, muito resumidamente, o livro conta a história de duas gémeas verdadeiras praticamente impossíveis de distinguir - Gylian e Melina -, que decidem fazer uma partida como no tempo de crianças e trocam de identidade, fazendo-se passar uma pela outra. Troca esta que não damos conta no imediato, sendo uma das primeiras passagens surpreendentes do livro. À conta desta brincadeira Gylian é assassinada. Ou terá sido Melina? O que está por trás deste crime?

Mais uma vez a autora surpreende com um enredo cheio de suspense a cada virar de página. A história desenrola-se rapidamente, não é daquelas que anda ali a engonhar, sendo mais um ponto a favor deste livro. Ao longo dos acontecimentos dei por mim a tecer teorias e a tentar descortinar cada mistério. A autora prende eficazmente o leitor desde o primeiro capítulo e é impressionante como consegue relatar os factos de forma a encaminhar-nos para uma determinada situação e de repente pumbas, sai tudo ao contrário.

Agora vou virar-me para Nora Roberts (que já andava em pulgas!!), mas quero muito ler mais livros desta escritora. Aliás, querer mesmo querer, quero a colecção TODA!! E fico super contente por saber que algumas meninas sentiram-se incentivadas por mim e já compraram um livrinho desta autora (e também resolveram optar pelo OLX!). Espero que gostem tanto quanto eu! Se for o caso, sempre podemos combinar comprar um novo livro para lermos ao mesmo tempo e trocarmos impressões ao longo da leitura. Que dizem? =)