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quinta-feira, 7 de junho de 2018

BOOK | "Começar de Novo" de Nora Roberts


"uma historia sobre deixar tudo para trás, desvendar segredos antigos e aprender a amar"

Já estão todos velhos e cansados de saber que sou pessoa de policiais. Se tiver romance à mistura? Óptimo, o twist perfeito. Também não é que diga um redondo "não" a um romance, mas, muito sinceramente, também (ainda) não consigo dizer "A-D-O-R-O-R-O-M-A-N-C-E-S" com todas as letrinhas. Talvez porque ainda não li nenhum verdadeiramente bom, com zero clichés e longe do romancezinho básico à La Nicholas Spark (sem ofensa à sua legião de fãs).

No entanto, o romance é um género literário de grande peso na literatura, além de que grandes livros da história falam de romance e...o que seria de nós sem o amor, não é verdade? Portantos, se vosmecês aí desse lado forem conhecedoras de romances daqueles bons, mas mesmo bons, chutem para cá, sim?

Ora bom, falando em romance, falemos de Nora Roberts, uma das romancistas mais conhecidas que conta com dezenas de best-sellers na lista do New York Times e chega a ser considerada um fenómeno editorial. Para tão boa fama, devo dizer que este primeiro romance que li da sua autoria não me cativou de todo, o que acabou por ser uma facada no coração já que tudo apontava para grande história. De facto, o livro tinha tudo para ser cativante: escrita simples e fluída com bom-humor à mistura, personagens simpáticas e interessantes, um mistério a ser desvendado que desperta de imediato o nosso interesse, no entanto, foi algo que no desenrolar da história ficou um pouco para segundo plano.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Agatha Christie


a "Rainha do Crime"

Morreu há 42 anos, mas vendeu milhões e é a terceira escritora mais traduzida de sempre (atrás de si, só a Bíblia e Shakespeare). Ainda hoje mantém o titulo de escritora mais rentável de todos os tempos no Guinness World of Records.

Romancista, contista, dramaturga e poetisa, foi no subgénero romance policial que se destacou. Desafiada pela irmã Madge a criar uma trama policial, publica o seu primeiro livro em 1920 - "O Misterioso Caso de Styles" - em que o emblemático (e para sempre lembrado) detective belga Poirot surge pela primeira vez. São vários os livros desta trama, mas foi em 1926 com o "O Assassinato de Roger Ackroyd" que ficou famosa, atingindo o auge da sua carreira em 1934 com outro dos seus livros mais famosos e mais adorados "Crime no Expresso Oriente". E pensar que fui ver este filme ao cinema (adorei, adorei, adorei!) sem ter a mínima noção do peso histórico que lhe deu origem, muito menos da fama do detective dos bigodes (vá, assumo um passado de ignorância literária). Sempre que ler um livro desta trama já tenho uma cara a atribuir a Poirot: Kenneth Branagh (embora a personagem já tenha sido interpretada por David Suchet e Albert Finney). Por acaso, e não me perguntem o porquê, quando penso em detectives imagino sempre um sujeito com um bigodaço do género (ah! ah! ah!), embora seja do tempo do Inspector Gadget e este não ter disso.
Só mais uma curiosidade: de todos, o livro "As Dez Figuras Negras" (publicado em 1939) foi o mais vendido, além de figurar na lista dos livros mais vendidos mundialmente (independentemente do género), a par com o "Don Quixote" de Miguel de Cervantes, "O Pequeno Príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry e "Harry Potter e a Pedra Filosofal" de J. K. Rowling, entre outros.

A escritora viu o seu talento e o seu papel na literatura oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o titulo de Commander of the British Empire. Já em 1971, foi condecorada pela rainha do Reino Unido, Elizabeth II, com o titulo de "Dame" do Império Britânico.
Em 2000, a Bouchercon World Mystery Convention galardoou a escritora com dois prémios: Melhor Escritora de Livros Policiais do século XX e os livros protagonizados por Poirot o prémio de Melhor Série Policial do séc. XX.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

BOOK | "Nudez Mortal" de J. D. Robb


uma saga policial que decorre em 2058

J. D. Robb é o pseudónimo de Nora Roberts e "Nudez Mortal" é o primeiro livro da saga mortal. Insere-se no género policial mas também conta a história de um romance entre a tenente Eve Dallas e o bilionário Roarke, o que torna tudo ainda mais interessante (e apimentado também).

Comparo muito com a "onda" de Sandra Brown: crimes, policia, romance, mistério e suspense são os ingredientes chave. Se bem que para mim Brown continua a ser a maior no que respeita a reviravoltas na história. Nos livros de Brown vamos encontrar sempre personagens e histórias diferentes. Nesta saga, os episódios serão naturalmente diferentes, mas vamos ter sempre presentes como personagens principais Eve e Roarke, onde é suposto acompanhar a evolução da relação deles. Tendo em conta que a saga conta com 44 livros (apenas 27 deles publicados em Portugal)...bom, este romance deve ter pano para mangas!!

Eve Dallas é tenente da policia de Nova Iorque. É uma mulher forte e determinada, com um bom instinto que a torna uma excelente profissional, no entanto, há todo um passado que a fragilizou. Este é um dos pontos que torna a história mais cativante e faz a personagem mais interessante ainda. Este primeiro livro não desvenda muito desse passado, mas já revela qualquer coisa que faz querer descobrir mais.
Por sua vez, Roarke é um bilionário irlandês, neste primeiro livro e numa fase inicial é o principal suspeito na investigação do crime que Eve tem em mãos. Maaaaaaas...a magia acontece! É aqui que reside a minha única observação negativa. Acho que o envolvimento deles aconteceu demasiado rápido, principalmente tendo em conta que tratava-se de um suspeito e ainda pairavam dúvidas no ar. Terá sido o instinto (certeiro) a falar mais alto?

segunda-feira, 14 de maio de 2018

BOOK | "Vidas Trocadas" de Sandra Brown


reviravoltas que culminam num desfecho inesperado!

Terminei a primeira leitura do mês e confirma-se: Sandra Brown não desilude na sua escrita de romances policiais. Não admira mesmo que seja autora de dezenas de bestsellers do New York Times.

Como sabem, o último livro que li foi "Rapto Escaldante" e optei por ler logo de seguida um novo livro da mesma autora, tal foi o envolvimento/entusiasmo com a sua escrita.
E se a história de "Rapto Escaldante" foi marcada pelo mistério e por reviravoltas, esta nem se fala!

Muito, muito resumidamente, o livro conta a história de duas gémeas verdadeiras praticamente impossíveis de distinguir - Gylian e Melina -, que decidem fazer uma partida como no tempo de crianças e trocam de identidade, fazendo-se passar uma pela outra. Troca esta que não damos conta no imediato, sendo uma das primeiras passagens surpreendentes do livro. À conta desta brincadeira Gylian é assassinada. Ou terá sido Melina? O que está por trás deste crime?

Mais uma vez a autora surpreende com um enredo cheio de suspense a cada virar de página. A história desenrola-se rapidamente, não é daquelas que anda ali a engonhar, sendo mais um ponto a favor deste livro. Ao longo dos acontecimentos dei por mim a tecer teorias e a tentar descortinar cada mistério. A autora prende eficazmente o leitor desde o primeiro capítulo e é impressionante como consegue relatar os factos de forma a encaminhar-nos para uma determinada situação e de repente pumbas, sai tudo ao contrário.

Agora vou virar-me para Nora Roberts (que já andava em pulgas!!), mas quero muito ler mais livros desta escritora. Aliás, querer mesmo querer, quero a colecção TODA!! E fico super contente por saber que algumas meninas sentiram-se incentivadas por mim e já compraram um livrinho desta autora (e também resolveram optar pelo OLX!). Espero que gostem tanto quanto eu! Se for o caso, sempre podemos combinar comprar um novo livro para lermos ao mesmo tempo e trocarmos impressões ao longo da leitura. Que dizem? =)


sexta-feira, 4 de maio de 2018

Abril em leituras


Foi um mês produtivo, portanto. Acho que depois disto estou com estofo para pegar num Anna Karénina. Naaaaaa, calma gente, ainda não, um quilo de livro ainda assusta eee...digamos que ainda não tenho maturidade suficiente para gastar 30€ num livro (AH! AH! AH!). Mas está na lista, não fosse um daqueles clássicos obrigatórios e considerado um dos melhores e mais importantes romances de todos os tempos. Quem sabe se não fica para uma espécie de desafio literário: meter abaixo a Anna Karénina em 31 dias. Já que estamos numa de desafios...quem sabe! Lá para Outubro penso nisso.

Para já, para já, tenho em mãos um novo livro de Sandra Brown - "Vidas Trocadas" -, porque, como já sabem, fiquei realmente fã da escritora, e o "O Anjo Branco" de José Rodrigues dos Santos (não é um Anna Karénina, mas, cum catano, também é um calhamaço do caraças), porque tenho curiosidade na escrita dele e também é preciso dar valor ao que é nosso.

Estes dois livros já devem dar para o mês inteiro, mas dei conta que a Bertrand - a propósito do Dia da Mãe - está com descontos muito interessantes, pelo que estou bastante tentada em aproveitar. Isto, porque dei conta que três exemplares da escritora Nora Roberts estão com alto descontão em cartão (40% e 50%). Nora Roberts é outra escritora que palpita-me ser das boas e daquelas que vou gostar. Tenho lido óptimas referências e não há como não ficar curiosa, principalmente, por também escrever uma saga policial/mortal sob o pseudónimo J. D. Robb. Penso que será um pouco do género de Sandra Brown: policia, FBI, sangue, mortes, mistério, suspense e romance à mistura. Elucidem-me se estiver enganada. 

E vocês, o que é que andam a ler? Contem-me tudo.


quinta-feira, 3 de maio de 2018

BOOK | "Rapto Escaldante" de Sandra Brown


romance policial, o twist perfeito 

Sandra Brown é uma das mais importantes escritoras de romances policiais dos Estados Unidos, tendo já arrecadado imensos prémios. Já lançou dezenas e dezenas de livros, na sua maioria bestsellers do New York Times.

Ao ler "Rapto Escaldante" - o meu primeiro livro da autora - deu para perceber o porquê de tanto sucesso. É incrível a forma como articula a história. Todo o mistério, o drama, o romance e, OH MEU DEUS, as reviravoltas! Senhores, "As" reviravoltas!! São, sem dúvida, a cereja no topo do bolo. Impressionante. Estão a ver quando estamos tão convictos de algo, tão embrenhados nos acontecimentos e de repente sai tuuuudo ao contrário? Este livro é um claro exemplo disso. 

Uma história onde nada é o que parece e onde o desenrolar dos acontecimentos são tudo menos previsíveis. Existe uma espécie de efeito surpresa que nos agarra ao livro da primeira à última página. Aquele inesperado que cativa, percebem? 

Adoro livros policiais, mas policiais com um pouco de romance à mistura são o twist perfeito. Tão perfeito que fiquei com uma enorme vontade de devorar os seus livros toooodos, pelo que já comprei um novo exemplar, desta feita, "Vidas Trocadas". Vou apenas no segundo capítulo e uma vez mais isto pro-me-te. E é assim que uma pessoa define um objectivo literário de vida: coleccionar (ler) os livros todos desta autora.

Posto isto, se me quiserem oferecer um livro e não sabem qual, qualquer um de Sandra Brown é bem-vindo, sim?


segunda-feira, 23 de abril de 2018

BOOK | "Sobre o Amor" de Daniel Oliveira


um livro que mostra como somos fruto das nossas vivências 

Sempre tive curiosidade em ler algo de Daniel Oliveira. Não o conheço, nem tão pouco o vi ao vivo e a cores, mas todos nós formamos primeiras impressões das pessoas à nossa volta e a minha primeira impressão dele sempre foi positiva. É verdade que as pessoas enganam (oh se enganam!), mas Daniel Oliveira transmite mesmo ser boa pessoa. Habituada a vê-lo no Alta Definição, gosto da forma calma e serena como aborda e entrevista cada convidado, sempre tão emotivo e com aquele olhar que abraça.

E se li "O Prodígio" em duas semanas, este li em dois dias e meio (Bruna Costa és tu?!). Para ter lido em tão pouquíssimo tempo (eu, aquela pessoa que até há bem pouco tempo andava um ano inteiro com o mesmo livro em cima da mesinha de cabeceira), das duas três: ou é muito bom ou é muito mau.
Bom, a história em si - de Frederico e Paola - não me cativou. Talvez o facto da minha leitura anterior ter sido tão forte e absolutamente envolvente, tenha colocado os níveis literários bem lá no alto e tenha acabado por influenciar a forma como peguei neste livro.

"que farei depois de te amar?"

Ainda assim, não consigo dizer um "não recomendo" e não, não é apenas por simpatizar com o autor, mas também pelo seu potencial notório. Daniel Oliveira é muito inteligente com as palavras e foi o que realmente me cativou neste livro, o que acabou por tornar a leitura tão fluída e rápida. Os sentimentos e pensamentos que expôs através dos personagens. A capacidade de nos fazer pensar e reflectir sobre a vida. O seu raciocínio. Cada analogia. Talvez esta capacidade de saber tocar com as palavras tenha muito a ver com o facto de ser conhecedor de tantas e tão diferentes histórias de vida (reais).

O livro retrata o amor não de uma forma lamechas, mas sob um ponto de vista mais profundo e dramático. Talvez mais realista também. Não querendo dar uma de spoiler, o final é bastante emotivo, muito por não ser cliché e este é outro dos pontos a favor do livro.

E prontos, a modos que é isto. Abril é mesmo o mês do livro. Terminei um que comecei no finalzinho de Março ("A Arte de Saber Dizer que se F*da"), li o "O Prodígio", li este e já comecei o "Rapto Escaldante" de Sandra Brown. Volto a lembrar: eu, aquela pessoa que até há bem pouco tempo passava um ano inteiro com o mesmo livro na mesinha de cabeceira.

terça-feira, 17 de abril de 2018

BOOK | "O Prodígio" de Emma Donoghue


agora venha o filme, se faz favor!

Li o livro em duas semanas. Não me lembro da última vez que tivesse lido um livro em tão pouco tempo. Talvez desde o tempo de "Uma Aventura", que num só fim-de-semana era bem capaz de despachar um livro ou dois.

Não sei se se recordam, mas comprei este livro na minha visita à Livraria Lello (ver aqui). Sabia que podia descontar o valor da entrada na compra de um livro, então, tinha levado comigo uma pequena lista com aqueles que gostava de ler e, coincidência das coincidências, não tinham nenhum deles disponíveis. Oh porra! Não gosto nada de comprar um livro sem ter qualquer referência do mesmo, sob pena de "apostar no cavalo errado". Estava o drama instalado, portanto. Foi um "pega livro-poisa livro-pega livro-poisa livro" que só visto. Até que encontrei este e o que me chamou desde logo a atenção foi o facto de ser da mesma autora do bestseller "O Quarto de Jack" que, apesar de não ter lido o livro, vi o filme e amei. Li a contracapa e decidi arriscar.

"O Prodígio" é um romance histórico, duro ao nível emocional, marcado pelo fundamentalismo, envolvendo conceitos religiosos levados ao extremo. Tal como em "O Quarto de Jack", a história também gira à volta de uma criança e é igualmente perturbador e inquietante. Anna O'Donnell é uma menina de 11 anos, filha de uma família fervorosamente católica, que se recusa a comer sem sofrer consequências físicas aparentes. Nisto, surge a enfermeira Lib Wright que é contratada por uma espécie de comité para vigiar a criança e confirmar se se trata mesmo de um milagre ou se não passa de uma fraude. Lib está plenamente convencida de que é tudo uma grande mentira e procura a todo o custo pistas que provem que Anna está a enganar toda a gente ou então a ser vitima de um esquema. Com o passar dos dias, Lib não descobre nada e a saúde da menina vai-se degradando cada vez mais.

Será mesmo milagre ou não passa de uma fraude?
Conseguirá Lib desmascarar o logro?
Estará Anna a ser vitima dos que mais ama?
Esconde algum trauma?
Até onde vai o fanatismo religioso?

O pano histórico é uma Irlanda fragilizada pela Grande Fome - entre 1845-1849 -, e a história é inspirada em factos reais, mais precisamente no caso das chamadas "Virgens-Jejuadoras" aclamadas por sobreviverem sem comida por longos períodos.

Apesar de uma narrativa lenta e de capítulos extensos, senti-me completamente absorvida pela história - os diálogos ajudam - e dei por mim super inquietada com o desenrolar dos acontecimentos e ansiosa pelo desfecho do mistério.

Acho que Emma Donoghue consegue transportar-nos directamente para os seus cenários e transmite eficazmente a natureza sinistra dos factos, criando toda uma atmosfera que nos prende à leitura de forma curiosa e inquietante. Só isso explica a minha pessoa ter lido o livro em tão pouco tempo.
Bom, agora venha o filme (e outro livro, se não for pedir muito)!

terça-feira, 10 de abril de 2018

Lista de desejos (literários)


Diz que Abril é o mês do livro e eu estava aqui a deambular pelo site da Bertrand - ver descontos etc e tal -, até que fui cuscar o que é que eu já tinha adicionado à minha lista de desejos. Então temos o seguinte (não se assustem):

1- O Tatuador de Auschwitz de Heather Morris;
2- O Homem de Giz de C. J. Tudor;
3- Casa de Espiões de Daniel Silva;
4- A Rapariga no Gelo de Robert Bryndza;
5- Ensina-me a Voar sobre os Telhados de João Tordo;
6- Águas Profundas de Robert Bryndza;
7- A  Ordem Oculta de Brad Thor;
8- A Mulher à Janela de A. J. Finn;
9- Hotel Memória de João Tordo;
10- Diz-lhe que Não de Helena Magalhães;
11- O Projeto Rosie de Graeme Simsion;
12- O Efeito Rosie de Graeme Simsion;
13- Vive a Tua Luz de Inês Nunes Pimentel;
14- Louca de Chloé Esposito;
15-Tornado de Sandra Brown;
16- Caminhos Sombrios de Sandra Brown;
17- O Último Minuto de Sandra Brown;
18- A Rapariga que lia no metro de Christine Féret-Fleury;
19- Anjos e Demónios de Dan Brown

Posto isto, apelava à vossa gentileza e, no caso de já terem lido algum destes livros, pedia que deixassem aqui o vosso feedback acerca do mesmo. Sim? Pode ser? Muito agradecida. Ah! Também podem deixar as vossas sugestões ou partilhar o que andam a ler. Eu sou mais de policiais, mas de momento estou a ler uma espécie de romance histórico e estou a gostar bastante.


terça-feira, 3 de abril de 2018

"Mil Vezes Adeus" e um objectivo cumprido!


romance, mas pouco

Terminei o "Mil Vezes Adeus" de John Green na manhã de 2 de Abril. Tendo em conta que dia 1 foi Páscoa e que pelo meio comecei um quarto livro (este), penso que posso dar por cumprido o objectivo da leitura dos três livros para o primeiro trimestre do ano.

Falando do livro... Não sei se é de estar mais habituada a outro género de leituras tipo thriller e cenas mais policiais, ou se é pelo John Green em si (vi o filme "A Culpa é das Estrelas" e amei, mas nunca tinha lido nada dele), ou se é de estar um pouco "queimada" no que toca a romances, mas o livro não me cativou. Aliás, ou estou muito insensível ou arrisco a dizer que o livro de romance tem muito pouco ou nada.

A meu ver, o livro centrou-se maioritariamente (para não dizer unicamente) no transtorno obsessivo-compulsivo de uma das personagens principais - a Aza. No entanto, a sinopse faz menção à investigação por parte de duas jovens - aliciadas por uma recompensa - do enigmático desaparecimento de um bilionário, sendo que uma delas viveria um romance com o filho do desaparecido. Ora, posto isto, e depois de tão boas referências em relação a este autor, estava à espera de algo assim mesmo empolgante. Só que não. Nada de empolgamento. Zero. Nicles batatóides.

De facto, a sinopse destaca um desaparecimento como se fosse o tema principal da história a par de um romance, quando o assunto só é falado no inicio (pouco), pelo meio (pouco também) e no fim para dar então o paradeiro do desaparecido (mal seria). Não há investigação nenhuma, não se enganem. Não há grande mistério, não há suspense e o romance em si também ficou muito aquém, digo eu. Há antes uma rapariga com um transtorno obsessivo-compulsivo e "C. diff." para aqui, "C. diff." para ali, "C. diff." para acolá e, perdoem-me mas, P*TA que pariu lá o "C. diff." e os micróbios todos.

Basicamente, aquilo que é dado como um dos pontos da narrativa acaba por ser posto completamente de parte ao longo do livro.

Portanto, não gostei do livro. Não que a história seja má ou que a leitura não seja agradável, porque é e o autor joga com algum humor que me agrada bastante (a personagem Daisy é super engraçada). O problema é que criei alguma expectativa, estava à espera de outro tipo de enredo, não me identifiquei com os personagens e saí desiludida. Aliás, dei por mim a ler o livro só mesmo naquela de perceber qual o paradeiro do tal bilionário desaparecido (ou se o livro iria mesmo dar um desfecho a esse caso). Não é de todo uma história marcante.

Findo este livro, estou a dar continuidade à leitura do "A Arte Subtil de Saber Dizer que se F*da" (que auguro terminar num ápice), para depois então pegar no "O Prodígio" de Emma Donoghue (que estou mega ansiosa por começar a ler). Também tenho um livro de Daniel de Oliveira que me foi oferecido em lista de espera. Sempre tive curiosidade em ler algo dele, mas palpita-me que seja demasiado lamechas ou demasiado cliché para o meu gosto, no entanto, vou dar-lhe o beneficio da duvida.


segunda-feira, 19 de março de 2018

"Que se f*da"


Comecei a ler este livro e, senhores, não podia ter vindo em melhor hora! E eu sei que há todo um objectivo literário em risco de não ser cumprido (ainda por cima o primeiro a que uma pessoa se propõe), e que em primeiro lugar está o "Mil Vezes Adeus" e ainda só vou no quarto capitulo, mas não consegui deixar a "A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da" na estante à espera da sua vez. Comprei ontem, comecei a ler ontem e já vou para o quinto capítulo.

O título do livro pode gerar más interpretações, porque a mensagem que o autor pretende passar não é propriamente a de "que se foda tudo". Este livro funciona como uma espécie de "abre-olhos" e, resumidamente, o autor pretende mostrar como é importante (e passo a redundância) sabermos dar importância apenas ao que realmente importa e vale a pena (nada que já não saibamos, mas...[existe sempre um "mas"]).

Ainda nem a meio vou e até posso chegar ao fim e achar que afinal o livro é uma bela bosta e que pouco acrescentou, mas para já estou a gostar muito. Leitura fácil e agradável, com boa dose de humor, já deu para dar umas gargalhadas e para interiorizar ainda mais que realmente há lutas que não valem a pena (também deu para me chamar de totó pela quinquagésima vez). Porque sim, a nossa vida é feita de sucessivas lutas, mas umas valem mais o nosso tempo de dedicação do que outras.  Aliás, outras não valem mesmo nada de nada. Num mundo tão cruel, onde estamos sujeitos a constantes lutas é crucial focar a nossa energia na direcção certa, poupar-nos para o que realmente vale a nossa preocupação e o nosso esforço.

Para já, deixo-vos com alguns excertos do livro, mas quando terminar de ler partilho a minha opinião geral.

"O que tu consideras "amizade" não passa de uma tentativa constante de impressionar as pessoas."

segunda-feira, 12 de março de 2018

BOOK | "O Que Ela Deixou" de T. R. Richmond


uma narrativa desde logo invulgar

Se bem se lembram, no inicio do ano estabeleci o objectivo de ler três livros até ao final do mês de Março (um livro por mês, vá). Sei que não é nada de transcendente - há quem leia à vontadinha mais do que um livro por mês -, mas vindo de mim é praticamente um feito histórico.

Pois que ia tudo muito bem encaminhado, os ventos sopravam a favor, os astros também conspiravam para tal, mas a coisa foi andando, andando e entretanto estamos a 12 de Março e só ontem terminei o segundo livro. Mas vá, ainda não está tudo perdido, pode acontecer o milagre de ler um livro em três semanas. Façam fé.

O livro que terminei foi o "O Que Ela Deixou". Uma narrativa desde logo invulgar pelo facto do livro ser composto única e exclusivamente por posts em blogs, excertos de diários, mensagens nas redes sociais, cartas e entrevistas tudo respeitante às várias personagens. Algo que podemos estranhar no inicio, mas rapidamente conseguimos entrar no registo do livro. Pessoalmente, achei bastante interessante esta forma de contar uma história, mas confesso que volta e meia ficava um pouco barafundida das ideias e tinha de recuar algumas páginas para verificar novamente algumas datas e não perder o fio condutor.

O assunto fulcral da história é a misteriosa morte de Alice Salmon e a pergunta que fazemos logo desde a primeira à última página é: quem, afinal, matou Alice? Ou terá sido suicídio?
Num rol de personagens, uns eram mais prováveis do que outros e quando cheguei ao fim do livro fiquei super surpresa com o desfecho da história.
Achei brilhante o desenrolar de cada personagem e todos os indícios que o livro dá no sentido de tentar perceber o mistério: foi A quem matou Alice? Ai não, afinal parece que foi B, mas...e C? também pode ter sido C.

Agora o próximo livro que se segue é "Mil Vezes Adeus" de John Green. Depois de dois thrillers, um romance para desenjoar (ou enjoar, dependendo do ponto de vista, ahahah).


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

A Livraria Lello - simplesmente fascinante


"A mais bonita livraria do mundo."

Podia não ser nada de especial. Podia ser um simples edifício de quatro paredes com livros empilhados dentro dele. Podia até estar com aspecto degradado que só o simples facto de ser um espaço centenário deixa-me completamente deslumbrada. Saber que poetas como Guerra Junqueiro entre outros intelectuais da época estiveram ali, mesmo ali onde eu estava é fascinante. Saber que a autora de Harry Potter - J. K. Rowling - inspirou-se nesta livraria mais propriamente na escadaria vermelha quando imaginou a escola de magia em Hogwarts é espectacular. Saber que já passaram por ali milhares e milhares de pessoas. Mas isto sou eu, que sou aquela pessoa que se deslumbra até com um qualquer edifício abandonado, que gosta de observar cada detalhe enquanto imagina quem terá lá vivido e que histórias contam aquelas paredes que se vão mantendo de pé com o avançar do tempo.