#
Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Cinco boas razões para ver "Assim nasce uma estrela"


1. Bradley Cooper. Realizador e protagonista. Por momentos fiquei na dúvida se Cooper, além de actor, seria cantor. Achei incrível a sua interpretação e bastante admirável o trabalho que teve para se transformar num cantor de country para assim desempenhar este papel de forma irrepreensível.
Nota: vou abster-me de referenciar o facto de ser um gato do caraças.

2. Lady Gaga. Primeiro, adorei "conhecê-la" num registo mais natural, sem a habitual maquilhagem irreverente, aquele loiro platinado, bem como as roupas espalhafatosas (quem não se lembra do vestido de carne usado nos MTV Video Music Awards de 2010?). Se não soubesse de antemão que Lady Gaga era uma das protagonistas do filme, provavelmente, não a reconheceria. Foi uma surpresa boa. É tão comum que acabo por me perguntar se é normal os artistas se "transformarem" quando atingem determinada fama, deixando de ser eles próprios. O próprio filme toca levemente nesta questão quando Jack aconselha Ally a não deixar de ser ela própria, correndo o risco de se tornar "mais uma", uma vez que foi com o jeito dela que conquistou o público. Faz pensar. 
Voltando ao papel de Lady Gaga, temos o seu inegável talento vocal. Que voz!!

3. Narrativa. Infelizmente, o tema do filme é uma realidade comum nos dias de hoje. O filme conta a história de um músico bastante famoso que se deixa levar pelo mundo do álcool e da droga, destruindo a sua carreira, que se apaixona por uma jovem aspirante a cantora que não vê o seu talento ser reconhecido. Uma narrativa que retrata muito bem a realidade dentro do mundo da música/fama.
De referir que a química entre o casal protagonista é fantástica. Jack e Ally são uma dupla com uma sintonia incrível que nos envolvem ao longo da trama e no fim emocionam.

4. Banda sonora. Mágica. Arrepiante de tão bonita. Como é natural, há muita música neste filme, mas...preparem-se para sentir aquele arrepio na espinha!! Pela voz, pela letra, pela representação, pela forma como se adequa a cada parte do filme. A "Shallow" não me sai da cabeça!

5. Desfecho final. Vão chorar. Os mais "durões" vão ficar, pelo menos, com os olhos em água. Não sei qual é a palavra que melhor descreve o final do filme, mas...é arrebatador!!


Este drama musical é a quarta versão da obra realizada em 1937 - com Janet Gaynor e Fredric March nos papeis principais - que também veio a ser produzida em 1954 e 1976 e, para mim, é um forte candidato aos Óscares. Aliás, se não for nomeado e se não conquistar, NO MÍNIMO!, o prémio de melhor banda sonora armo um barraco. Juro que armo um barraco.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Actriz sofre!!

Charlize Theron no filme Tully

Depois das grandes estreias dos filmes nomeados para os Óscares, o cinema entra numa fase um bocadinho "nhé" e não há assim nada de muito bom em cartaz. Se bem que por um balde de pipocas não é preciso muito.

Ontem, a meio da tarde sucede a seguinte conversa:

Ele: Vais treinar hoje?
Eu: Hoje não!
Ele: Vamos ao cinema?
Eu: Simmmmmmmm! (com dois bonequinhos daqueles com corações nos olhos)

Mal sabia ele que lhe estava destinado um filme sobre as "maravilhas" da maternidade com direito a birras, fraldas com cocó e bombas de sugar leite penduradas nas mamas de uma Charlize Theron completamente diferente da boazuda Cypher que se pôde ver em Velocidade Furiosa 8 (wuUuaAAhhHh).

Já no centro comercial...
Ele: de certeza que não há um filme melhor?!?
Eu: não.
Ele: Podemos ir ver o Mundo Jurássico!!
Eu: Podíamos se o filme não começasse dentro de minutos e se não estivéssemos a jantar. (e se eu gostasse de ver filmes com dinossauros!!)
Ele: O filme é uma seca!! É da maneira que durmo. (risinho provocador)
Eu: ... (silêncio e um olhar fulminante)

Ele: A sala está vazia, o filme é mesmo bom!! (tom irónico, entenda-se)
Eu: Olha, chegaram mais duas pessoas!
Ele: Já somos muitos. (tom irónico, entenda-se)
Eu: ... (olhar de lado)
Eu: Olha, mais duas!
Ele: ... (olhar de lado)
Eu: Ahh..hh não, são as empregadas! (ah! ah! ah)

Não querendo dar-lhe total razão, o melhor do filme acaba por ser a transformação a que a actriz se sujeitou e a sua excelente interpretação. Se era mais fácil escolher uma actriz naturalmente gorda? Era, mas não teria com toda a certeza o mesmo impacto no espectador, não criava tanta curiosidade e o filme perderia grande parte do seu valor. Eu cá não consigo imaginar o que é ter de engordar vinte e tal quilos de uma hora para outra e abdicar do meu bem-estar, nem sei até que ponto pode ser mesmo prejudicial.

Obviamente que não foi a troco de cinco tostões, mas acho que, para além de muito amor ao que se faz, também é preciso imensa coragem e determinação para se aceitar engordar desta forma para desempenhar um determinado papel. Não foi a primeira vez que Charlize o fez, no entanto, segundo uma entrevista dada pela actriz, esta confessou que desta vez não reagiu tão bem à mudança drástica, sentindo-se em depressão pela dificuldade em perder peso, o que também acabou por afectar a sua saúde. Pelo que, atitude sensata ou não, é de louvar a coragem e o empenho em dar vida à sua personagem.

Temos então uma comédia dramática, onde Charlize interpreta Marlo, uma mãe com três filhos (sendo um deles recém-nascido e outro muito problemático) à beira de um esgotamento. Noites sem dormir, bebé a chorar, mudar fraldas, amamentar, um pai que não ajuda, vida de casal posta de parte, enfim, Marlo é uma mulher na casa dos 40 que no carrossel de uma vida familiar se esquece de si própria e entra em depressão.

Eu gostei do filme, mas acredito que muito boa gente o vá considerar chatinho e que ainda sejam pessoas para tirar um cochilo a meio. Também acredito que futuras mamãs saiam sem vontade de ter filhos (estou a exagerar!). Vale muito pela interpretação da Charlize, como já disse anteriormente, e pelo facto de retratar um aspecto tão presente e importante na rotina da vida real como é o caso da maternidade e, infelizmente, a depressão pós-parto é uma realidade. O final é um bocado inesperado e deixou-me ali uns segundos pasmada a olhar para o ecrã com o cérebro a processar, mas no geral vale o valor do bilhete.

Um filme que me chamou bastante a atenção naquela apresentação inicial de trailers e que deve valer a pena é o À Deriva (que entretanto estreou hoje). Retrata a história real de um casal de noivos que, em 1983, embarcou numa viagem de navio que viria a ser traumática. Fica a dica!


P.s.: e diz ele "nunca mais escolhes filmes".
Veremos! =D


terça-feira, 4 de abril de 2017

Juntos Para Sempre


Ontem, tive oportunidade de assistir à antestreia do filme "Juntos Para Sempre", que teve lugar no cinema NOS do Norteshopping.

Um dos programas que mais gosto de fazer é, sem dúvida, ir ao cinema, mas nunca me aconteceu fazê-lo a uma segunda-feira. Gosto de começar a semana a treinar, mas começá-la a "cinemar" também não é nada mau pensado, até para quebrar a rotina. Bom, tirando a parte das pipocas que neste momento andam por aqui a sassaricar enquanto não se decidem pelo melhor sitio para viver, tipo no rabo, nas pernas ou no meu pseudo-futuro-e-duvidoso-six-pack (mas logo já lhes conto uma história, wuuaaahhh). A minha conta bancária também preferia que tivesse ido treinar, diz que teria ficado bem mais barato. Digamos que encontrei as sapatilhas de corrida que andava à procura e que até estavam com promoção (20% em cartão) e, bom, o resto da história já vocês imaginam. Era uma necessidade já que as minhas Pegasus azuis lindonas estão com algum desgaste o que, ultimamente, provocava-me algum desconforto durante a corrida (nomeadamente, canelites). Nisto, as sapatilhas de crossfit ficaram para segundo plano até porque o grau de necessidade não é assim tãoooo grande (mas mais mês menos mês lá terá que ser).
Ora, investimento do mês feito significa não-há-mais-nada-para-ninguém-até-ao-inicio-do-próximo e eu gostava muito de me ter lembrado disso antes de entrar na loja da Adidas e da Nike. É pecado sair de lá de mãos a abanar. Ver tanta coisa gira e ficar ali, completamente maravilhada, a augar por todos os lados para depois virar costas e sair com aqueles olhinhos de cachorro abandonado. Pobreza, senhores, que porbreza (snif, snif). 
Mas vá, não vamos dispersar mais (é no que dá não trocar uns dedos de conversa com vocês há bastante tempo) e vamos falar do filme, mas nãoooo, não vou dar uma de spoiler.

"Juntos Para Sempre" é daqueles filmes para toda a família. É para quem adora cães e para quem os trata com o devido respeito, mas também devia chegar a quem os maltrata e é capaz de deixá-los ao abandono, talvez apelasse ao coração.
Admito que há uma ou duas passagens que possam sensibilizar mais por também dar a mostrar a triste realidade dos animais, mas, no geral, é um filme muito bonito e tanto desperta para a gargalhada como nos deixa ali de lágrimas nos olhos de emoção. O final é muito comovente, daqueles para sacar dos lenços da carteira e para nos deixar a pensar. Ficou-me na mente uma frase: "a vida é um mistério". Parece cliché e à primeira vista a frase não diz nada demais. Mas para mim a frase diz tanto de tão pouco que diz. Talvez seja pelo momento em que é dita e pelo desenrolar da história em si que a torna mais significante. Afinal, quantas e quantas são as vezes que questionamos o nosso propósito ou o propósito de algumas situações com que nos deparamos ao longo da nossa vida?

O filme estreia na próxima quinta-feira (dia 6). É um emocionante tributo ao melhor amigo do homem e acho que vale bem o valor do bilhete (e das pipocas). 


P.S.: gostava muito de ver o filme "A Bela e o Monstro" e o "100 metros". Algum de vocês aí já viu? Gostaram? Vale a pena emborcar mais quilo e meio de pipocas?


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

"A Rapariga no Comboio"


Já que estamos numa de review de filmes e já que não consegui terminar o que tinha pensado para hoje (damn!, damn!, damn!), vamos falar do filme "A Rapariga no Comboio"? Então tragam lá o chá, umas bolachinhas e encostem-se aí, mas sem fazer muitas migalhas.

Ora bem, para os mais distraídos, "A Rapariga no Comboio" foi o livro mais vendido de 2015. Tal foi o sururu que não pensei duas vezes na hora de escolher a minha leitura das férias de Verão (que já lá vão, Deus as tenha em bom descanso). E em menos de nada, a história salta do livro para o cinema. Fui ver mal estreou, tal eram as ânsias, mas ainda não me tinha dado para opinar por estas bandas como é o costume. Talvez diga muito sobre o meu nível de satisfação em relação ao filme. O mal é colocar as expectativas lá no alto, por norma, dá sempre cocó mal cheiroso. Além disso, tenho para mim que ir ver um filme depois de já ter lido o livro é o maior erro dos erros. Ou vemos o filme e depois lemos o livro, ou lemos o livro e pronto "está bom, não mexe mais".

De facto, nunca tinha visto um filme depois de ler o livro, aliás, aconteceu-me com "As Cinquenta Sombras de Grey", mas como ainda não tinha chegado ao fim da história, não conta para as estatísticas.
É estranho sentar no banco da sala de cinema e aguardar por um filme que já se conhece a história. Não dá tanta pica, vá. Depois, a velha história do costume, o livro é sempre muiiiiiito mais completo, muiiiiito mais detalhado e muito mais envolvente por isso mesmo. Mesmo tendo tudo isso em mente, criei bastantes expectativas e estava mesmo curiosa para ver como é que iam dar vida às personagens, às cenas mais perigosas e ao lado obscuro da história. Resultado? Nheeeeeeck.

Suspense?, que foi uma das coisas que mais me agarrou ao livro, ZERO. Depois, talvez metade das passagens do livro passaram completamente ao lado do filme. A própria Cathy (amiga e colega de casa da Rachel) mal falou/apareceu no filme quando até é uma personagem com a sua importância na história. Ok, imagino que não seja propriamente fácil passar uma obra inteira do papel para o écran e que é inevitável não deixar escapar cenas, mas, meus senhores, nem oito nem oitenta. Aliás, acredito que o filme se torne um pouco confuso para quem não conhece a história. Houve um momento que eu própria fiquei baralhada ao tentar situar-me na história do livro, tal foi o avançar de páginas.

Temo estar a ser injusta e pode ser influência do facto de conhecer a história, mas não achei o filme minimamente empolgante e surpreendente, e já nem comparo ao livro, porque esse dá mesmo quinze a zero. Valeram as pipocas. Agora estou aqui na dúvida se leio o livro "Viver Depois de Ti" ou não. Como já conheço a história, tenho receio de não me deixar envolver. Que me dizem? Para já, estou muito bem servida com um livro de Dorothy Koomson, mas queria ver se o despachava até ao Natal, para agarrar-me a outro.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

"Viver Depois de Ti"


Há lá programa melhor do que aproveitar um domingo de chuva para ver um filmezinho no aconchego da nossa casa? Duvideodó. Se for uma história daquelas boas, mesmo boas, melhor ainda. Adoro ver filmes, mas chega este tempinho e parece que adoro ainda mais, pelo que estou prontíssima para ser a maior papa-filmes dos próximos tempos.

"Viver Depois de Ti" chegou às nossas salas de cinema no inicio de Agosto, pelo que já não é propriamente um filme-novidade e, provavelmente, muitos de vós até já viram o filme. Eu só tive oportunidade de ver neste fim-de-semana que passou. Ouvi falar taaaanto e tão bem do filme que não podia deixar passar em vão.

Começo por dizer que o filme entrou para o meu "top" e que não me lembro de ver um que me comovesse tanto como este. Não estava com a TPM nem coisa que o valha, logo, concluo que foi tudo mérito do filme. Ok, o facto da música "Photograph" do Ed Sheeran fazer parte da banda sonora também pode ter tido o seu peso. Bom, o "The Room" também foi um filme que me marcou bastante (falei dele aqui), mas acho que este consegue passar-lhe à frente. Alerto já que não sei se conseguirei partilhar a minha opinião sem dar uma de spoiler, por isso, se ainda não viram o filme e estão a pensar fazê-lo, não continuem a ler este post (se conseguirem, ah! ah! ah!).

O filme é bom tanto pelo tema que ousa abordar (o que não significa que o tenha feito com mestria), como pelas várias mensagens que vai passando ao longo da história, como pelo próprio final. Às vezes, podemos encontrar o amor onde menos imaginamos. Esta é a primeira e mais evidente mensagem do filme, que me faz logo pensar que também o podemos reencontrar quando menos esperamos. Outra mensagem evidente é que de uma hora para outra tudo pode mudar, a nossa vida muda e se hoje está tudo bem, amanhã pode estar tudo mal. Não que precisasse de ver um filme para saber disso, mas muitas vezes esquecemo-nos deste pequeno grande pormenor e perdemos tempo da nossa vida com coisas não tão importantes assim. Ou perdemos ou não damos valor ao tempo que temos e esquecemo-nos de nós mesmos com o lufa-lufa do dia-a-dia.
A própria personagem Louisa mostra como se ser feliz apesar das adversidades e nada parece roubar aquele sorriso e expressão contagiante. Mesmo enfiada nas suas roupas ridículas aos olhos de qualquer um, é assim que ela é feliz e confiante de si própria, o que a torna tão espcial.

Em relação ao desfecho da história - spoiler alert -, não era o que mais desejava, mas gostei e teve o seu lado bonito. Gostei pelo simples facto de fugir ao cliché "depois da tempestade viveram felizes para sempre". Mas há um senão. Mesmo não sendo de forma directa, o filme leva a questionar se vale mesmo a pena viver numa cadeira de rodas, o que, segundo li, até gerou alguns protestos. Sem querer, o filme pode estar a passar a mensagem errada e sendo um tema tão sensível pode ferir susceptibilidades.

Resumindo e concluindo, é um filme feito para criar emoções e para deixar uma pessoa lavada em baba e ranho, mas também tem um toque divertido que torna o filme ainda mais especial. Fiquei encantada com a actriz Emilia Clarke e adorei a forma como deu vida à Lou. É um filme que recomendo sem margem de duvida.

♥ 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Eighth round: Demolição



Juro que o Jake Gyllenhaal não teve nada a ver com a escolha do filme. Pode parecer que não, já que é o segundo filme seguido com o mesmo actor principal, mas não passa tudo de mera coincidência (o facto dele ser podre de bom e de ter aquela barba de três dias irresistível não teve n-a-d-a a ver, nadica, zero). Uma coincidência feliz já que a única coisa boa que o filme tem é, precisamente, o Jake - não desfazendo a Naomi Watts. Oh cum caralhinho, que filme mais sem jeito nenhum!! Se não é o filme mais estúpido do ano, para lá caminha.
E vocês, oiçam bem o que vos digo, poupem as vossas pipocas para outro filme. Depois não digam que não vos avisei.

"Demolition"

O Jake não merecia que destacasse o seu pior lado, mas eu também não merecia ter levado com a pior comédia dramática de todos os tempos. Portantos, estamos quites.


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Seventh round: Southpaw - Coração de Aço


No fim-de-semana passado não houve Feira de Março, não houve C4 Pedro, não houve pão com chouriço nem tripa com chocolate, mas houve sessão de lambe-montras, cineminha do bom, pipocas e um choco-kebab de comer e chorar por mais. Nunca tínhamos ido à Nut em Aveiro, desconhecia as maravilhas que lá faziam e, para bem dos meus pseudo-abdominais, preferia continuar na ignorância, mas está feito, está feito (espero não ter de ir a Aveiro tão cedo, wuuuaaaahhhh).
Quanto ao filme...
Intenso.
Duro.
Dramático.
Lição de vida.
De ficar com a lágrima pendurada no olho e com um nó no estômago.
Um drama de acção que vale muiiiiito a pena ver.




P.S.:
Não vamos falar sobre o Jake Gyllenhaal (e o seu six-pack).