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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Tudo descontroladamente controlado

Na passada segunda-feira foi dia de ter um tête-à-tête com a balança da Maria, isto, depois de seis meses e pouco sem saber como é que andávamos aqui de massas gordas e magras. A última consulta tinha sido em Junho do ano passado e lembro-me que tinha voltado a atingir o mínimo de massa gorda que alguma vez consegui, e estava com 17%. Sendo que desta última vez a perda de gordura reflectiu-se mais nas pernas e não tanto no abdómen como em 2017 pela mesma altura, ano em que voltei a saber o que era ter uma barriguinha super lisa. Foi o resultado de ter introduzido o cycling na minha rotina de treino.

Mas ósdispois meteu-se o Verão, os gelados e as tripas com chocolate, meteram-se muitas pratadas de massas e muitos hambúrgueres artesanais, meteram-se domingos de pizzas e batatas do demónio, meteu-se muito cinema e muitas pipocas, meteu-se o Natal, os chocolates, as rabanadas e outras cenas maléficas, e meteu-se o terrível mês de Janeiro em que só me dá para (continuar) comer como se não houvesse amanhã, qual lontra debulhadora. Posto isto, fui adiando as consultas de nutrição porque tinha noção que não andava a cumprir o plano, PIOR!, que andava completamente em modo lambona, pelo que não valia a pena dar uma de masoquista e ir confirmar o óbvio.

Entretanto, chegou Fevereiro e achei que estava mais do que na altura de deixar-me de merdas, pelo que marquei consulta com a minha Maria-dos-cabelos-mailindos a fim de saber qual o ponto de situação e assim voltar ao foco. Claro que para inicio de conversa tive de confessar as minhas facadas na alimentação saudável e foi muito bonito quando chegou a parte de dizer tudo o que comi no dia anterior, tendo em conta que o dia anterior foi um domingo e foi assim uma pequena desgraça desde tomar o pequeno-almoço no lugar do almoço (uma vez que acordei tarde), a lanchar uma bela de uma tripa com chocolate seguida de um balde de pipocas e terminando com uma mega tosta com salsichas pelo meio como jantar. Que vóóónito, hããã, Bruna Filipa!! Lição número um: não marcar consultas de nutrição a uma segunda-feira.
Depois disto, a Maria só dizia "eu espero bem que não tenhas ultrapassado os 20% de massa gorda!!". E puuuuuumbas!!


É caso para dizer: tudo descontroladamente controlado. A gordura corporal não disparou assim tanto e ainda consegui aumentar trezentos preciosos gramas de massa muscular. Treinar regularmente ajuda muito, imaginem, então, se conciliarmos com uma alimentação saudável e minimamente regrada.
Recordo que quando cheguei à Maria em Janeiro de 2016, pesava 61,3 kgs, estava com 25,8% de massa gorda e 43,9 de massa muscular. Sem querer, perdi massa muscular por altura da meia maratona de Aveiro e estava apenas com 41,9. Sentia-me excessivamente magra, mas lá está, não foi por opção e levei bastante tempo para conseguir recuperar o músculo perdido. Como já disse, o mínimo que consegui de massa gorda foi 17%.
Hoje, peso 59 kgs, tenho 18,7% de massa gorda e 46,7 de massa magra, tenho a gordura visceral no mínimo dos mínimos e um IMC de 20,7 considerado saudável, 15 anos de idade metabólica e o caminho passa aumentar um pouco mais a massa magra e reduzir gordura da zona abdominal essencialmente. Ou seja, adeus vidinha de lontra debulhadora!

sábado, 19 de janeiro de 2019

Vouga Trail


Eram sete da manhã e o despertador tocava. Estava quentinha, tinha o Pepe ao fundo da cama e ouvia a chuva a bater forte na janela do quarto. Tinha o meu livro "A Sombra do Vento" a cem páginas do fim mesmo ao meu lado na mesinha de cabeceira. Estavam reunidas todas as condições para dar parte de fraca e desistir do trail. Mas lá fui eu, a maldizer a minha vida, a perguntar porque me inscrevi e porque raio dou ouvidos a gente mais tolinha do que eu, mas fui.

Já na meta, tive a certeza que, de facto, inscrever-me neste trail não foi de todo a ideia mais iluminada de sempre. Não que ainda tivesse dúvidas, mas uma coisa é imaginar ai vai estar tanto frio, ai que vou levar com chuva da grossa, ai que as articulações nem vão aquecer e vou torcer um pé, ai que vou escorregar na lama e partir-me toda, outra é começar a sentir mesmo no corpo. Choveu o percurso tooooodo, ora mais miudinha ora mais forte, foram dezasseis quilómetros debaixo de chuva. 

Mas está feito. E agora que estou aqui, bem mais quentinha, completamente enrolada até ao pescoço na manta no conforto do sofá, penso e, apesar de toda a resmunguice e ratazanice aguda, não me arrependo nada de ter ido. Foi uma prova de muita força mental e no fim quase entrei em hipotermia, mas é mais uma experiência que levo comigo. O percurso é muito bonito, passámos pela Cascata da Cabreira, por exemplo, e por outros lugares igualmente bonitos que se não fosse este trail, provavelmente nunca iria conhecer. Depois, é aquele sabor bom da superação, de quem sai da zona de conforto. De qualquer forma, DUUUUUUVIDO que alguma vez me apanhem novamente num trail em pleno dia de Inverno. Frio? Ainda vá que não vá, mas chuva?? CREDO, senhores, CREDO!!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

São Silvestre Cidade do Porto


Depois de temas fracturantes como a Primeira Grande Guerra dos Programas das Manhãs Portuguesas, aposto que estava tudo em pulgas para que voltasse ao tema das corridas, confessem. Vamos lá então!

Antes da São Silvestre no Porto (que já lá iremos), a última vez que tinha calçado as sapatilhas para ir correr tinha sido em Setembro, no terceiro trail organizado pelos escuteiros de Águeda. Foram dezanove quilómetros tão sofridos que devo ter ficado com um pós-trauma qualquer, o que me levou a deixar passar ao lado algumas provas durante o resto do ano, apesar da insistência dos meus parceiros de corrida. Não foram dores musculares nem falta de resistência como por vezes acontece, nem tão pouco cansaço, foi mesmo uma valente dor de burro que não me largou desde o terceiro quilómetro, mais coisa menos coisa, até ao último dos últimos. Foi horrível!!! Correr com aquele desconforto ali a latejar do lado direito da barriga é pura tortura, senhores, TOR-TU-RA. Os entendedores entenderão. No inicio, quando ainda era uma principiante, era frequente sentir essa dor mas era uma coisa de minutos e passava. Uma hora nisto? Quilómetros e quilómetros a fio?! Fónix, parecia macumba.

Macumba ou não, não podia continuar armada em cocó e a deixar-me dominar pelo fantasma da dor de burro, então, assim na loucura e cheia de confiança, inscrevi-me na São Silvestre do Porto marcada para a véspera de fim-de-ano. Sempre ouvi maravilhas desta corrida, cheguei a inscrever-me em 2017 mas acabei por não ir, pelo que não ia deixar passar mais um ano. Amigas, foi qualquer coisa de espectacular! E confesso que já tinha saudades da sensação de correr e de alcançar a meta.

Embora nos últimos tempos ande mais envolvida nos trails, foi pelas ruas da cidade que ganhei o gosto pela corrida. E correr no meio de plena Invicta à noite foi só lindo. Já tinha participado na São Silvestre de Aveiro, mas ESQUEÇAM, a do Porto dá quinze a zero. O espírito é totalmente diferente, já para não falar no percurso em si que é bem mais interessante e desafiante. Não sei se é por sermos centenas e centenas de participantes e ser ali entre o Natal e o fim-de-ano, em que as pessoas ainda estão com aquele sentimento mais especial e as ruas ainda espelham o brilho da época, mas esta prova conquistou-me por completo. O ambiente é mesmo incrível, tem mooooontes de gente nas ruas a puxar pelos corredores, muita animação e muita música, o que dá um boost enorme. A chegada ao túnel de Ceuta, já nos últimos quilómetros, foi para mim o ponto alto da prova. AC/DC a ecoar no máximo entre aquelas paredes, malta a dançar, cartazes motivadores, enfim... Épico! Foi sem duvida o meu combustível para dar aquele gás final e conseguir cumprir o objectivo que tinha estabelecido: terminar abaixo de uma hora (58', não idem vocês pensar que despachei aquilo em 35'). E não há nada melhor do que a sensação de cumprirmos os nossos objectivos pessoais.


Quero dar mais uma vez os meus sinceros parabéns à organização, porque não é fácil mobilizar tanta gente, e, mesmo assim, conseguem criar um ambiente fantástico. Foi a minha primeira São Silvestre no Porto e, se Deus Nosso Senhor quiser, não será a última. E vocês, minhas lontras preguiçosas, não deixem de participar! "Ah e tal mas eu não aguento correr cem metros quanto mais dez quilómetros!!!", pois que têm o ano toooooooodo para treinar e podem começar já amanhã, está bom? Não m'enervem.


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Muffins de Banana Sugar Free


Agora vamos falar de coisas sérias. Contem-me cá, como é que vai o desafio sem açúcar, hum? Muitas alucinações e tentativas de estrangulamento ou tudo muito pacifico até agora? Desistências, QUANTAS (estou com uma faca na mão!!)??

Estamos no dia quinze pelo que já vamos a meio da "coisa". Boas noticias? Metade do desafio está superado. Más noticias? Falta a outra metade (wuuaaahhh).

Mais boas noticias? Venho partilhar com vocês uma receita de uns muffins maravilhosos que fiz no passado fim-de-semana, que servem muito bem como uma opção de lanche saudável, nutritivo e sem açúcar.

Muitas vezes, o stress e agitação do dia-a-dia são o grande responsável por descurarmos da alimentação. É muito mais fácil optarmos por alimentos já prontos, processados, ou ir ao café do lado comer "qualquer coisa" ou ir à máquina. Algo que está associado à nossa tendência comodista. Mas temos de ter bem presente o que realmente queremos e, neste caso, se queremos ser mais saudáveis temos de construir hábitos em prol desse desejo/vontade.

E o que tenho para vos dizer é muito simples: se não quiserem despender uns 10 minutos do vosso fim-de-semana ou do serão de um dia qualquer durante a semana para fazer estes muffins, não sabem o que vão perder!! Pelo sim pelo não, deixo-vos a receita na mesma e se experimentarem quero o vosso feedback, porque sem ele não há motivação para partilhar mais coisinhas do género.
Aqui vai:

Ingredientes:

- 2 bananas maduras;
- 2 ovos;
- 1 chávena de chá de farinha de amêndoa;
- 1 chávena de chá de farinha de coco;
- 1 colher de chá de óleo de coco;
- 1 colher de sobremesa de fermento;
- Canela q.b.

Preparação: Pré-aquecer o forno a 180ºC. Esmagar a banana já com alguma canela por cima, misturar os restantes ingredientes e adicionar mais um pouco de canela. Distribuir pelas formas e levar ao forno aproximadamente vinte minutos.

Espero que gostem! =)


domingo, 11 de novembro de 2018

Mousse Sugar Free


Nada como aproveitar um fim-de-semana de chuva para fazer pequenas experiências na cozinha. Estamos a meio de um meeeega desafio - #30diassemaçúcarbyGata -  e se tivermos forma de enganar aquela necessidade básica de comer um docinho, melhor.

Mal partilhei o feito no Instagram (@agatadesaltosaltos) vocês pediram tanto que, pronto, aqui está ela. Mas caaaaaalma!! Primeiramente, deixem-me só dizer que tenho tudo registado: estadia em Lisboa com jantar incluído, em Baião, em Porto Santo, em Londres, nos Açores e na Áustria!! Ah, e um rim!! Agora vejam lá se são ou não pessoas de palavra.

Tudo já de papel e caneta na mão? Cá vai:

- 2 abacates;
- 10 tâmaras;
- 100g de cacau magro em pó;
- Canela q.b. (Nescafé também poderá ser uma boa opção);
- Bebida vegetal s/açúcar para acertar a consistência (usei de amêndoa da Alpro).

Basta triturar muito bem o abacate e as tâmaras e envolver bem os ingredientes todos.

Importa referir que eu detesto abacate e odeio tâmaras, portanto, se eu gostei, a probabilidade de alguém não gostar é muito reduzida.

Já que vos meti nisto, sinto-me na obrigação de dar algumas ideias para ultrapassarem aqueles momentos "de aperto" (quem é miga?!).
Entretanto, já vamos no dia 11, portantos...aguenta e não chora geeeente!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O que fazer quando o corpo pede açúcar?


Na passada semana, uma seguidora fazia-me esta pergunta, mas penso que a questão também passa um pouquinho por "o que podemos fazer para antecipar esse desejo?".

O açúcar está para nós como a banana está para o macaco. Adoramos um belo de um docinho e achamos que não vivemos sem! Muito pelo facto do açúcar estimular a produção de endorfina no nosso corpo, a hormona da felicidade e do prazer. Não é por acaso que é quando estamos mais em baixo ou num daqueles dias "de cão" que mais nos apetece comer doces. Mas há outras formas (bem mais saudáveis) de estimular essa hormona e não, não passa por uma bela sessão de compras, quer dizer, também (ah! ah! ah!), mas a prática de exercício físico também ajuda a produzir todas as hormonas que geram sensação de bem-estar e felicidade. Não vale a pena enumerar as várias vantagens da prática de desporto porque já todos sabemos, mas focando na forma como pode diminuir o desejo de açúcar, basta pensar que ajuda a controlar o stress/ansiedade, outro factor que contribui para o desejo de açúcar. E só o facto de não estarmos em casa por si só já ajuda muito, porque todos sabemos que o estar em casa é bastante propicio ao acto de andar a petiscar.

Mas se, mesmo assim, por força de almas demoníacas baixar em nós toda uma vontade de comer açúcar até mais não haver, atentem no seguinte:

1- Beber muita água/chá: o consumo de água é extremamente importante para a nossa saúde no geral. Ajuda na absorção dos nutrientes e é fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo. Muitas vezes, a vontade incontrolável de comer doces está associada a baixos níveis de alguns nutrientes no nosso organismo, portanto, que não seja por falta de água.

2- Gelatina sem açúcar: é um dos alimentos que nos dá sensação de saciedade, logo, reduz o nosso apetite.

3- Aveia: é um alimento bastante nutritivo, além de fornecer muita energia e deixar o organismo sem fome durante bastante tempo. Sendo um hidrato de absorção lenta faz com que o açúcar seja libertado de forma gradual para o sangue, o que faz com que seja utilizado como fonte de energia imediata e não se acumule em forma de gordura. Esta libertação lenta faz com que os níveis de glicémia se mantenham estáveis, evitando os indesejáveis picos de açúcar.

4- Frutos secos: outro dos alimentos que aumenta a sensação de saciedade, para além de serem ricos em fibras e gorduras saudáveis. 

5- Sementes de linhaça e chia: são ricas em fibras e ómega 3 que ajudam a controlar os níveis de insulina no sangue, evitando, assim, os picos de açúcar e, por consequência, a vontade de comer doces. São muito fáceis de incluir na nossa alimentação, basta polvilhar no iogurte ou nas papas/panquecas de aveia, por exemplo.

6- Fruta: por ser um alimento doce é uma óptima opção para saciar a vontade de comer açúcar. A banana, por exemplo, poderá ser mesmo uma óptima aliada no controlo do açúcar, porque além de ser rica em potássio (cria maior energia no nosso corpo) também ajuda na produção de serotonina, uma hormona que actua regulando o sono, o humor, a ansiedade e o nosso apetite.

7- Chocolate negro com alto teor de cacau: óptimo para enganar o desejo por algo doce. Para além de ser rico em vitaminas e minerais, gorduras saudáveis e antioxidantes, controla o açúcar no sangue e melhora o nosso humor. O ideal é que o chocolate negro contenha mais de 80% de cacau. Portanto, na hora do aperto, podem comer um quadradinho (só um!!), fechar os olhos e imaginar que estão a comer chocolate Milka.

8- Canela: o seu sabor é naturalmente doce, logo, pode ser uma aliada. Esta especiaria é rica em ferro, magnésio e cálcio, além de ser um óptimo antioxidante natural, reduzindo os níveis de açúcar no sangue. Também reduz o apetite e tem a particularidade de acelerar o metabolismo, o que é óptimo. Para quem tem dificuldade em beber café sem açúcar, aromatizar com pau de canela pode ser uma ajuda.

Alerto, ainda, que é muito importante fazer várias refeições ao longo do dia, comendo de três em três horas, para evitar a falta de energia bem como os picos de açúcar no sangue. Ingerir alimentos ricos em fibra e muita proteína também também é crucial porque mantém-nos saciados por mais tempo. Por último, atenção ao stress pois, muitas vezes, é o que desperta a vontade de comer um docinho só naquela de descontrair e ter um momento de prazer.

Posto isto, não há como não concluir o desafio com sucesso, estamos entendidas?


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Novembro sem açúcar

@agatadesaltosaltos

Efeitos ou não de duas semanas (quase três!!!) sem treinar, lancei novamente o desafio #30diassemaçúcarbyGata. E agradeçam-me porque, primeiro, Novembro só tem 30 dias e não 31, segundo, podia dar-me para desafiar-vos em Dezembro (ho! ho! ho!).
Curiosamente, o resultado desta sondagem foi muito semelhante à sondagem feita para o mês de Maio. Só espero que as 148 pessoas que votaram "SIMMM 💪" não o tenham feito só "porque sim", só para "vamos lá fazer o jeito à Gata" e que estejam mesmo numa de entrar no desafio e levá-lo à séria. Caso contrário, faço uma chamadinha para o meu amicíssimo alienígena glutinoso cor-de-lula e dou a lista dos vossos nomes (ah! ah! ah!).

O objectivo é só um: sermos mais saudáveis e promover o nosso bem-estar. A dependência face aos produtos processados é uma realidade, um bocadinho promovida pelo stress e correria diária. É muito mais fácil pegar num pacote de cereais ou bolachas e tomar o pequeno almoço ou levar para o lanche, do que "perder tempo" a descascar uma peça de fruta e a preparar umas panquecas de aveia, por exemplo. Mas vai tudo do hábito, minhas grandes fofas.

Um desafio desta categoria exige esforço e muita força de vontade, mas ter consciência das consequências negativas do açúcar na nossa saúde é toda a motivação que precisamos para não desistir, bem como todos os benefícios. O facto de sabermos que temos a "companhia" de outras pessoas neste "loucura" também dá aquela força extra.

No inicio, é perfeitamente natural que o desafio pareça mais difícil e quase impossível de cumprir, pode até mesmo haver alterações de humor (e até ocorrer pensamentos suicidas, wuuUaAAhHh), mas a partir da segunda semana vão começar a sentir os benefícios - mais energia no dia-a-dia, perda de volume/gordura localizada, pele mais bonita, melhor qualidade de sono, etc - e não vão querer dar parte de fracas!!

É importante perceber que este desafio refere-se ao açúcar adicionado e não ao naturalmente presente nos alimentos, logo, a fruta não está proibida, por exemplo. Fundamentalismos à parte, o desafio passa por fazer uma alimentação o mais saudável possível, não se trata propriamente de uma "dieta louca".
Alerto que o açúcar pode vir "disfarçado" com outros nomes, pelo que é importante ter em atenção os rótulos dos produtos. Sobre isto podem ler este post escrito aquando lançamento do desafio pela primeira vez.

Posto isto, espero que estejam todas (e todos!) ansiosas(os) por dar inicio ao desafio e por chegar ao fim e dar conta dos resultados positivos desta "brincadeira". Na hora do aperto sempre podem enganar a vontade de comer açúcar com uma pastilha elástica (sem açúcar, óbvio!!) e nos momentos de maior desespero a roçar ali a vontade de cortar os pulsos, podem enviar-me mensagens a insultar-me que eu não me importo.

Vamos nessa?


quinta-feira, 28 de junho de 2018

Quem quer uma barriga lisinha lisinha?


este post é para vocês (que é como quem diz, nós)!

Para mal dos nossos pecados, o nosso corpo é pró em acumular gorduras e, geralmente, a zona abdominal é a mais critica. De triciclo, de bicicleta ou de camião TIR, 99,5% da população sabe bem o que é carregar com o chamado "pneu". E não é bonito, não é agradável, mexe-nos com os nervos, ainda por cima com a abertura da época balnear há todo um corpo para enfiar num biquíni e é quando a malta se lembra de começar a mexer o esqueleto e correr atrás do prejuízo.

Más noticias? Barriga minimamente apresentável requer (muito) tempo de dedicação e não é de uma hora para outra a gordura localizada, miligrama por miligrama, evapora-se. É preciso dar o corpo ao manifesto durante o ano inteiro e não a dois dias do Verão.
Boas noticias? Nunca é tarde para começar e com muito foco e dedicação, pasito a pasito, tudo se consegue, além de que pequenas alterações no nossos hábitos bastam para começar a ver a magia acontecer.

Depois há aquele (GRANDE) mito de que para ficar com uma barriga tipo Carolina Patrocínio a cena é fazer trezentos abdominais por dia. ERRADO. Completamente ERRADO. Não vale a pena fazer abdominais até à exaustão, porque, no máximo, o que vamos conseguir é uma valente dor na zona lombar e a pança vai continuar lá em todo o seu esplendor. Por uma razão muito simples: é um grupo muscular que queima pouquinhas calorias. Acreditem, se querem perder barriga não se agarrem exclusivamente aos abdominais.

O ideal é escolher exercícios onde utilizamos o máximo de grupos musculares ao mesmo tempo, para optimizarmos o nosso gasto calórico. A musculação, regra geral, tem resultados eficazes porque o trabalho de força potencia um grande gasto calórico e contribui positivamente para o nosso  metabolismo basal (queimar gordura em repouso).

quarta-feira, 6 de junho de 2018

O sacrifício



Já dizia o filósofo Joseph de Maistre: "tenho a virtude por base e por essência o sacrifício, as virtudes mais meritórias são aquelas que se adquiriram com maiores esforços. Uma pessoa não tem importância quando é incapaz de fazer um sacrifício".

Verdade, não é?

No nosso dia-a-dia estamos constantemente sujeitos a sacrifícios. Se formos a analisar com atenção, provavelmente o que temos de maior valor/significado foi conseguido com esforço/sacrifício da nossa parte. E qual é a sensação quando conseguimos algo que queríamos muito e pela qual lutámos/sacrificámos muito? Óptima, não é? Uma felicidade e satisfação enorme. Orgulho até. Daí o sacrifício ir muito além da sua definição em si, acabando por ser uma virtude que consiste em saber sofrer por uma intenção que se eleva. 

Se custa fazer um sacrifício? Custa, mas talvez a "segredo" passe por não nos focarmos demasiado no sacrifício em si, mas sim, no objectivo que iremos alcançar. Ver o sacrifício como o caminho para a felicidade. Esta agora foi um bocadinho à Gustavo Santos (WUUUAHHH), mas a ideia é mesmo esta. "Ah e tal, então, para sermos felizes temos de sofrer primeiro?!" perguntam vocês e aqui a vossa gata mais fofa responde "não, para sermos felizes/atingir determinado objectivo temos de fazer por isso". Até porque a conquista compensará sempre qualquer sacrifício.

Esta cumbersa toda a propósito do desafio que me deu para fazer no mês passado, e que já terminou, e que correu muito bem. #31diassemaçúcarbyGata que mais não foi um sacrifício, ou seja, o abdicar de umas coisas em prol de outras mais importantes, neste caso: saúde e bem-estar. Confesso que não foi tão difícil como esperava. Verdade seja dita, o estado do tempo também ajudou, já que adoro gelados e estava com receio que com a suposta chegada do calor a coisa fosse complicar demasiadamente demasiado.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Focadíssima


e quase a ver abdominais ao fundo do túnel!

"Pare de querer, comece a fazer" foi a mensagem, o mantra, a luz, a inspiração, o "abre olhos", o "que-vocês-lhe-queiram-chamar" que vos quis passar (e a mim também) aquando a minha última partilha sobre as consultas de nutrição (rever aqui). E, senhores, OH senhores, é TÃO verdade!!

Nada cai do céu. Precisamos ser fortes, focados e dedicados naquilo que ambicionamos. Vale para tudo na vida! Neste caso, estamos a falar de saúde, bem-estar e de nos sentirmos bem com o nosso corpo, sendo um daqueles objectivos que considero fundamentais para cada um de nós. Não unicamente por vaidade ou questões estéticas, mas porque esse bem-estar acaba por reflectir-se interiormente, incentivando ao amor próprio, por exemplo. Ajuda, também, a ganhar maior auto-estima influenciando positivamente a nossa forma de estar na vida. Enfim, acho que todos percebemos a importância de cuidarmos de nós.

Depois de um período menos bom, deixei-me levar pelas más energias que acabaram por me influenciar negativamente em alguns aspectos (o cuidado na alimentação foi um deles), no entanto, o que lá vai, lá vai e sinto-me novamente mais focada e determinada.

Tinha saído da consulta de Fevereiro em modo ratazana deprimida por ter tido a confirmação do resultado do período com algum desleixo alimentício. Sabia que se queria chegar ao Verão e enfiar-me num biquíni sem sentir-me uma lontra-marinha, tinha de entrar urgentemente na linha, no entanto, ainda andei o mês de Março e parte de Abril a desafiar a lei dos bons costumes alimentares (daí nem ter marcado consulta). Foi aqui que se deu a origem do desafio dos 31 dias sem açúcar. Foi uma forma que encontrei de obrigar-me a entrar nos eixos, sendo uma espécie de incentivo, quanto mais não fosse por teimosia e orgulho de não querer falhar comigo própria nem com quem entrou no desafio comigo.

Loucura ou não, para além de não ter sido tão difícil como julgava (mesmo a levar com pessoas a comer sobremesas bem debaixo das minhas barbas, e ainda ontem com uma colher "voadora" de tiramisù), resultou! A consulta foi na semana passada (a 7 dias de terminar o desafio) e a balança marcou 57,8 kgs, 46 kgs de massa muscular e 19,4% de massa gorda. Mais músculo, menos gordura e já me encontro novamente abaixo da linha dos 20%, yeaaaaahhhhh!!

Fica bem mais fácil manter o foco e a motivação com a confirmação dos resultados. Portanto, é "só" uma questão de continuar a manter o foco em prática.

Por falar em foco, vejam só que estava eu ontem refasteladinha nos meus aposentos a desfrutar da minha leitura, quando uma alma sugere continuar com o desafio dos 31 dias sem açúcar por Junho a dentro. Tipo...com'assim? Com'assim já em Junho?! Tipo...logo de seguida? De rajada? De cabeça? Sem respirar? Sem uma bolsa de oxigénio chamada tripa com chocolate ou Cornetto Choc'N'Ball?! "Ah e tal respiramos no Dia da Criança e voltamos ao ataque" dizia ela.
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Folgo em saber que há pessoas ainda mais doidas do que eu. Não sei se me aguento. Junho, calor (esperemos), calor, gelados. Vou dormir sobre o assunto.


quarta-feira, 23 de maio de 2018

Treinos bi-diários

Nota de redacção: Leggings lindonas da Yourself e vocês poderão usufruir de um desconto de 10% em qualquer peça (fazer o favor de ler o post até ao fim)! 

porque milagres só em Fátima!!

Minhas riquezas, o Verão aproxima-se a passos largos. Aproximam-se os banhos de sol, as leituras com o rabinho a tostar, as bolas de berlim, os finais de dia entre empalhadas, gelados e gargalhadas, os jantares mais tardios, a pele salgada, o bronze, as 32643 fotos de pernas ao sol ao melhor estilo salsichas Izidoro espalhadas pelo Facetrombas, mas lembrem-se que antes dessas pequenas maravilhas da vida há todo um corpo para enfiar num biquíni. E como sabeis...milagres só em Fátima.

Aqui para estes lados estamos na luta e voltámos aos treinos bi-diários. Comecei a fazê-lo em Maio do ano passado, mas depois meteu-se o Inverno e o meu espírito de sacrifício ainda não chega para conseguir sair da cama com chuva e um frio de rachar lá fora. Ainda por cima às seis da manhã ainda é de noite, ou seja, mais um ponto naaaada favorável. O psicológico também manda e a modos que os treinos matinais ficaram em stand by devido a ausência de força maior.

Mal a hora mudou para o chamado horário de Verão, ressuscitou em mim aquela energia positiva que faltou nos meses anteriores. De maneiras que tenho feito bi-diários duas vezes por semana, no máximo, que consiste numa aula de cycling às 7h da manhã e no crossfit às 19h.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Aquela sensação de tiro no escuro

Foto: google
e não saber se vou odiar andar em cima de pitons!!

Depois do II Trail Escutista, do trail no Alfusqueiro, do trail da LAAC, do Bela Bela e de corridinhas várias por entre asfalto, montes e vales, assassinei por completo as minhas Pegasus!! Agora, nem de estrada nem de trail (fuuuuuck)!!

Já estava mesmo a ver o filme. Correr com sapatilhas de estrada em zonas escarpadas foi o mesmo que assinar a sua certidão de óbito. Das sapatilhas e de mim própria, já agora, visto ser um perigo correr em determinadas zonas sem calçado adequado, neste caso, com boa aderência. Ainda assim, não me deixaram ficar assim tão mal. Tirando duas ou três escorregadelas (principalmente neste último trail) e ter ficado com algumas dores nas articulações no fim do trail do Alfusqueiro, não me posso queixar do seu desempenho, no entanto, já deram o que tinham a dar.

Nas últimas corridas que fiz depois da última prova (o Bela Bela no inicio de Abril), em estrada e distância curta, senti sempre um desconforto enorme na zona das canelas ao longo de toda a corrida. Automaticamente, a minha carteira também ficou com uma dor aguda porque era o sinal: "tens mesmo de investir numas sapatilhas novas, Bruna Filipa!!"

Deixei andar mas agora não há como fugir, a menos que queira continuar a correr com cara de quem está aflitinha para ir à casa de banho. E o pior é que em vez de umas, tenho de comprar DUAS sapatilhas!! Ninguém merece. Mas vá, para já a prioridade são mesmo as sapatilhas de trail até porque tenho uma nova prova já este domingo - Trilhos Luso Bussaco e diz que logo de inicio é sempre a subir até à Cruz Alta (4/5 kms coisa pouca).

O que me está aqui deixar com palpitações é que se não é fácil escolher sapatilhas de estrada, escolher uma sapatilha de trail consegue ser ainda pior. Nas sapatilhas de estrada o foco principal da escolha são o amortecimento uma vez que as condições do piso são sempre as mesmas. Nas de trail, além da questão do amortecimento também é muito importante ter em conta outros factores como a sola/piso. E isto está a consumir-me de nervos!!! Senão vejamos: o calçado mais adequado depende do tipo de trilho a correr - mais técnico, menos técnico, zonas mais escarpadas ou trajectos pouco acidentados, mais ou menos lama -, pelo que a sola pode ser mais grossa, menos grossa, ter pitons altos ou mais baixos, depois é o peso da sapatilha e pardais ao ninho. E eu pergunto: querem que a malta compre umas sapatilhas para o Bela Bela, outras para o Caima, outras para os Abutres, outras para o Paleozóico, umas de Inverno, outras de Verão, outras de Outono e que a seguir venda o carro, a casa e o gato?!

quarta-feira, 2 de maio de 2018

A propósito do desafio deste mês...

...encontrei este livro:

aqui
A sinopse diz o seguinte:

"Os bolos e os doces são a face visível do açúcar. Mas o verdadeiro perigo esconde-se na grande quantidade de produtos à venda com designações enganosas que o levam a pensar que está na presença de alimentos e bebidas saudáveis. A presença do açúcar em alimentos processados e bebidas industriais veio aumentar em grande escala o consumo desta substância, que em poucos anos deixou de ser considerada um luxo alimentar gerador de prazer para se revelar um verdadeiro inimigo da saúde.

Mas como aconteceu essa mudança? Que perigos oferece, de facto, o açúcar para a nossa saúde? Que doenças se desenvolvem especificamente a partir do seu consumo exagerado? E, acima de tudo, o que podemos fazer para reduzir este consumo e regressar a hábitos alimentares mais saudáveis?

Neste livro, Miguel Ángel Almodóvar, investigador na área da saúde e alimentação, analisa de forma séria e imparcial os riscos que o consumo desenfreado de açúcar comportam para a saúde, contribuindo para o aumento da taxa de obesidade e, consequentemente, da proliferação de doenças como a diabetes tipo 2, a síndrome metabólica, os problemas cardiovasculares e até o cancro."

Fica a dica caso alguém queira saber mais sobre o assunto. =)
Quanto ao desafio "#31diassemaçúcarbyGata", para já, tudo tranquilo. Nada de pesadelos, nada de  tremeliques nas pernas, nada de visões e nada de suores frios. Também, só passaram dois dias e digamos que a grande prova de fogo vão ser os fins-de-semana, mas...vamos ser fortes!!


domingo, 29 de abril de 2018

Maio sem açúcar


ou "quem-é-que-teve-esta-ideia-suicida?"
AHHHHH, fui eu

Estamos a 29 de Abril, a um dia e 2h30 de começar o grande desafio e já sinto aqui um certo latejar de nervos no meu olho esquerdo. Pior. Isto ainda nem começou e já estou com vontade de esbofetear-me até à morte.

Mas vááááá, o desafio está lançado, está lançado, ponto final, não há cá discussão nem vamos ousar ceder ao santo padroeiro dos açúcares muito menos dar parte de fracas, a ponto de não conseguir resistir a um mísero croissant recheado com chocolate e ovos moles (céus!!!).

Esta ideia luminosa (aka suicida) surgiu enquanto escrevia o meu mais recente post sobre nutrição e as minhas últimas consultas (ver aqui) e digamos que não foi uma ideia assim tão estapafúrdia quanto isso. Ter percebido que aí desse lado havia mais umas quantas prontíssimas a alinhar neste desafio, tornou tudo ainda mais motivador. Não há nada como sermos umas pájoutras e, segundo a sondagem que fiz no Instagram, somos pelo menos 194 a entrar na loucura dos "#31diassemaçúcarbyGata".

Todos nós somos conscientes dos malefícios do excesso de açúcar - não só de ordem estética mas também ao nível da nossa saúde (diabetes, etc e tal) - e muitas vezes nem temos noção da quantidade diária de açúcar que ingerimos, quase sem dar por ela. É o café com açúcar da manhã porque é preciso abrir a pestana, sãos os cereais do pequeno-almoço porque sempre é o mais prático e rápido, é o café com açúcar a seguir ao almoço porque senão adormecemos com a cabeça em cima do teclado, é a sobremesa do almoço e do jantar porque depois de duas pratadas de feijoada parece que ainda falta qualquer coisa, são as bolachitas que vamos petiscando ao longo do dia porque "sentimos fome", é o croissant com manteiga da máquina da empresa porque dá trabalho levar a marmita de casa, são os refrigerantes porque beber água não é fixe, são os chocolates porque uma pessoa sente-se em baixo e precisa de açúcar para arrebitar a alma, e por aí fora. Basicamente, somos óptimos na arte de arranjar desculpas.

Uma das perguntas colocadas por vocês foi: e o açúcar da fruta? Também tem de ser abolido neste desafio? A resposta é claramente não e sobre isto importa distinguir açúcar adicionado de açúcar naturalmente presente.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Corridas de obstáculos - a p*ta da loucura!!


"a vida é de quem se atreve a viver" ou...

Depois da Army Race em Novembro do ano passado, sabíamos que tínhamos de repetir a experiência, mas noutro lugar, com outros obstáculos e com outra organização. O entusiasmo era tal que ainda nem tínhamos acabado a prova e já estávamos a querer combinar a próxima.
"Ahhhhhhh vamos ao Wild Challenge!!"
"Nãooooo, vamos ao Police!!"
"Ahhhhh vamos é às duas!!"


Muito provavelmente já ouviram falar em corridas de obstáculos. Não é propriamente uma novidade, mas têm vindo a intensificar-se nos últimos tempos.
Só para se situarem, temos as corridas de estrada que decorrem em pisos de alcatrão com percursos relativamente homogéneos, e temos as corridas de trail que acontecem no meio da natureza por entre os trilhos das florestas. No caso das corridas de obstáculos, no mesmo percurso temos pisos de alcatrão, terra, areia, água e lama (com alta probabilidade de ter alguma trampa misturada pelo meio).



De gatas, a rastejar, de zorros, a correr, a trepar, a saltar, a agachar, a carregar, ou a puxar este é o tipo de prova onde, além de correr, também temos de estar preparados para ultrapassar uma série de obstáculos físicos.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Consultas de Nutrição - update


Já não falamos de consultas de nutrição, massas gordas e cenas assim há quanto tempo mesmo? Hummmm, segundo os registos, foi a 6 de Julho a última vez que partilhei o estado da coisa (da coisa...salvo seja, hã). Passados nove meses costuma nascer a criança, no meu caso, nasceu-me banha (e celulite, porque uma desgraça nunca vem só). Não se riam porque é verdade e não tem piada nenhuma, tá?

O último post sobre o tema foi em Julho do ano passado e em vésperas de ir a uma nova consulta (ver aqui). A balança na consulta anterior havia marcado 55,2 kgs sendo que 43,9 eram de massa magra (MM) e 18,1% de massa gorda (MG). Nunca a minha MG tinha estado tão baixa e há muito que não via a minha barriga tão lisinha como estava e sentia-me super bem assim. Por outro lado, e apesar de ter conseguido recuperar a massa muscular perdida na altura dos treinos para a Meia Maratona de Aveiro e ganho até mais 1 kg, sentia que devia ganhar mais 1/2 kgs (de massa magra, óbvio).

Pois que a consulta de Julho registou 17% de massa gorda (a MM estava igualzinha - 43,9) e havia todo um abdominal a bater palminhas de alegria e eu doida da vida "uuuhhh uuuhhhhh!!".


Alegria, senhores, muita alegria!!

Basicamente, foi o auge da minha carreira fit. Mas calma porque...(cheguem-me aí um kleenex ou dois)...foi bom enquanto durou mas foi sol de pouca dura (buuuuaaáááá). Sim, é que desde então é ver os dígitos da massa gorda sempre a aumentar (buuuááá).

Isto para dizer que na última consulta - que foi no final de Fevereiro, a 27 mais precisamente - a balança marcou 58,2 kgs, 45,5 de massa muscular (yeeaaahh) eeeee (cheguem-me mais um kleenex, por favor)... 20,6% de gordura. Modos que é isto: aumento de musculatura tal como desejava mas de unto também. Okkkkkkk, 20,6% não é nenhum drama, mas para quem já teve 17% e já viu o abdominal ali a luzir, é. Respeitem a minha dor, sim?  

Entretanto, estamos a caminhar para finais de Abril e passados quase dois meses não me parece que a coisa tenha melhorado, muito pelo contrário até, pelo que nem me dei ao trabalho de marcar consulta com a Maria. Não sei, mas devo andar com a bicha solitária porque ultimamente só me apetece comer como senão houvesse amanhã.

Mas vá, é preciso pensar positivo e ter noção que podia ser sempre pior, até porque no ano passado por esta altura a situação era mais alarmante, ali mesmo a roçar o ponteiro do "não-tarda-nada-estás-pior-do-que-quando-chegaste-à-Maria-pela-primeira-vez" e estava com 22,3% de MG. No entanto, no mês logo a seguir consegui derreter 2% de MG e a partir daí foi sempre a derreter.

Posto isto, nada está perdido, basta voltar ao foco e ainda há esperanças de chegar ao Verão com um abdominal de fazer inveja à Carolina Patrocínio. Mas lá está, é preciso parar de querer e começar a fazer, que é como quem diz "parar-de-ceder-aos-pecados-da-gula/comer-como-uma-lontra". Até estou aqui a ponderar a ideia de alinhar num daqueles desafios de "31 dias sem açúcar" já no próximo mês. Não é Natal, não é Páscoa, não é Carnaval, o pai a mãe e a irmã não fazem anos, o Pepe também não, não estou assim a vislumbrar nenhum evento social de alta circunstância, pelo que o mês de Maio parece-me perfeito para tal.
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Dêem-me um tiro, por favor!!!


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

A primeira depois da última


Passei o domingo todo em casa. Uma tarde inteira dedicada às leituras, ao sofá, à manta e ao Pepe. Às 19h decido calçar as sapatilhas e ir correr. As temperaturas eram mínimas, não tinha companhia, mas queria muito ir correr. Assim à primeira vista parece de loucos, mas senti mesmo necessidade de ir. Podia ter dado para pior.

Já não me lembro de quando tinha sido a última corrida, mas tenho ideia de não ter posto os pés na estrada nos últimos dois meses do ano pelo menos. Estava inscrita na São Silvestre do Porto - prova que queria muito participar -, no entanto, acabei por não ir. Também passei ao lado de um trail que estava nos meus planos. Deixei-me levar por um estado de espírito mais letárgico ao qual não é fácil dar a volta.

Apesar do frio até aos ossos, de não sentir a pontinha do nariz e as mãos de tão geladas, da dor de burro nos últimos dois quilómetros (com o frio tenho mais dificuldade em controlar a respiração), de terem sido apenas cinco quilómetros e do percurso não ter sido nenhuma novidade, cheguei ao fim com a mesma sensação de quem corta a meta. Pelo simples facto de ter sido mais forte do que o que me puxa para baixo, por ter desafiado a minha inércia, por ter encontrado a força de vontade de outrora e por me ter lembrado de como é bom correr e de como me faz sentir bem.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

A Gata das Panquecas


Não, o blog não vai mudar de nome, mas a mudar esta seria uma boa opção: "A Gata das Panquecas" (ah! ah! ah!).
Quem me vai acompanhando pelas redes sociais sabe bem que sou completamente viciada em panquecas. Desde a primeira vez que experimentei fazer com aveia de sabores da Prozis, que o meu pequeno-almoço é "viró disco e tocó mesmo" (qual overdose de panquecas, ah! ah! ah!). E não, não me canso, não me enjoo, é só a minha refeição preferida do dia. Às vezes, faço crepioca que também gosto muito, mas...panquecas são panquecas.


Substituir a farinha tradicional pela farinha de aveia faz toda a diferença, não só ao nivel de nutrição mas também no que toca aos benefícios. Já vos falei da sua importância quando partilhei as minhas primeiras papas de aveia. A aveia é um alimento muito rico nutricionalmente e é uma importante fonte de hidratos de carbono e boa fonte de energia. Dado o seu alto teor de fibras, a aveia é muito eficaz a controlar a fome porque confere saciedade por muito tempo.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

#nãotens7vidas #4: no bom caminho

Para a semana tanto eu como a Rita temos consulta marcada com a Maria. Se os resultados forem tão bons quanto os alcançados no mês passado, só teremos motivos para sorrir.

A Rita desde o inicio tem registado uma evolução bastante positiva. Chegou à Maria com 28,9% de massa gorda e na última consulta registava 25%. Em dois meses conseguiu perder 3,9% de gordura o que é muito bom. Fora o volume que já perdeu na zona abdominal. O peso não oscilou muito, porque a par da diminuição de massa gorda tem aumentado a massa muscular, mas o caminho é este.

Atitude e força de vontade são a base de tudo.
Conseguir o queremos só depende de nós mesmas.
E quem quer consegue.

Quanto a mim, também saí bastante satisfeita da última consulta. Não ganhei tanta massa muscular como no mês anterior (apenas 100g), mas voltei a diminuir a massa gorda e nunca a tive tão baixa como agora, apesar de várias facadas na alimentação: 18,1% (yupiiiiiii). Sempre disse que gostava de baixar até aos 17%, ou 16,9% vá, pelo que já vejo a luz ao fundo do túnel. Os abdominais também (yeeeeaaaahhhhh!!). De manhã é um regalo olhar para o espelho, com o avançar do dia vou inchando, inchando, enfim, cenas de gaja (e de pessoas sem vesícula).

Terça-feira não sei muito bem o que esperar da balança, porque as facadas na alimentação continuam (as festividades assim obrigam), no entanto, não estou minimamente preocupada, porque o que realmente importa não são as percentagens de massa corporal, mas sim sentirmo-nos bem e gostarmos de nós todos os dias. E eu sinto. 




terça-feira, 6 de junho de 2017

Então e tu, Gata, como é que andam essas massas?

Perguntam vocês. Pois que saí bastante satisfeita da última consulta de nutrição (que foi no inicio do mês passado). Depois de meses sem conseguir aumentar a massa magra, foi desta que consegui ganhar praticamente 1 kg de chicha da boa (músculo, vá) e, além disso, encontro-me novamente abaixo dos 20% de massa gorda (19,8% mais precisamente).

Desde que percebi que o peso da balança é pouco relevante, que a minha atenção passa por controlar a massa corporal de forma saudável e da forma que me faz sentir bem no meu corpo. Na realidade, e tendo for base a minha estatura, de nada vale pesar 56/57 quilos (o meu peso ideal) se a massa gorda for de 30% (percentagem esta já indicativa de excesso de peso). Por isso, não me incomoda ver o peso da balança a aumentar desde que seja fruto do aumento da massa muscular.

Para quem possa estar aqui pela primeira vez, eu nunca fui gorda, fui sim uma "falsa magra" como há tantos e tantos casos, tendo a coisa piorado no final de 2015 (ganhei 4 quilos assim "do nada"). Mas ainda há muito aquela ideia de que quem aparenta ser magra não precisa de fazer dieta e, por consequência, há ainda quem ache que fazer dieta é apenas e só perder peso. É por isso que quando me vêm com o "ah e tal fazes dieta" eu respondo "não, eu faço uma alimentação saudável", até porque o meu objectivo neste momento passa por aumentar peso e não diminuir. Mas nada melhor do que comparar dois casos e perceber o que é realmente um peso saudável e um "peso disfarçado de saudável" ou o que é uma pessoa realmente magra e uma "falsa magra".

Quando cheguei à Maria a primeira vez, pesava 61,4 kgs e estava com 25,8% de massa gorda, percentagem essa já com um pezinho no que é considerado excesso de gordura. Em conversa sobre o Biquini Fitness etc e tal, a Maria disse-me que pesava 60 kgs. Estão a ver um burro a olhar para um palácio? Pronto, fiquei tal e qual, quiçá mais burra ainda. E porquê? Porque vendo o meu peso e olhando para mim e para a Maria (visivelmente bem mais magra do que eu), eu diria que ela pesaria uns 52 quilitos. A diferença é que enquanto eu boiava em gordura (25,8%), a Maria tinha apenas 10% de massa gorda e todo o resto era carninha da boa, da grossa, da saudável, estão a ver? E já sabemos que músculo pesa bem mais do que gordura.