#
Mostrar mensagens com a etiqueta Lifestyle. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lifestyle. Mostrar todas as mensagens

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Sobre dias de sol


...lá fora e cá dentro!

Hoje o acordar soube a entusiasmo de criança em véspera de Natal. Não andava de bicicleta desde os meus tempos de adolescente, o que traduzido em números significa cerca de 17/18 anos. Hoje foi dia. E tão maravilhoso que foi.

Ansiava por este domingo desde que ficou combinado, como se de algo novo se tratasse. Tanto tempo depois, pois que podia passar mesmo por novidade, e até para desaprender, mas como se costuma dizer: nunca se esquece.

Termino o dia com a sensação maravilhosa do vento no rosto bem presente. Do sol na pele, da liberdade do momento, do sabor do desafio, da natureza que envolve e brinda com o seu encanto.
Também tenho bem presente as duas cãibras de hoje à tarde, o desconforto típico do selim (bem sei que já era para estar calejado, mas entendedores entenderão) e a subida demoníaca que nos levou a este spot com esta vista maravilhosa. Lá está, a vida recompensa sempre todo e qualquer esforço.

Termino o dia de coração cheio e agradecido pelo sol que fez lá fora e cá dentro. Em tempos difíceis são as pequenas grandes coisas que nos mantém de pé e é realmente importante sabermos encontrar em cada dia uma razão para ser feliz.

Que venha daí um novo mês! 🍀

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Felicidade em forma de panquecas

vai uma panqueca? 😍

Sou do tempo em que uma taça de leite com cereais servia perfeitamente como pequeno-almoço e quando penso nisso apetece-me esbofetear-me. Além de ter andado sensivelmente vint'oito anos da minha vida a fazer pequenos-almoços nutricionalmente pobres, também andei completamente a leste desta pequena maravilha chamada: panqueca. Acordei tarde para a vida, mas acordei!

Inicialmente, só fazia panquecas ao fim-de-semana porque no lufa-lufa da semana não tinha tempo para andar nestas lides, além de ser pessoa para estar na cama até às últimas. Mas somos bichinhos de hábitos e, em querendo, tempo arranjamos sempre, então, depressa passei a fazer panquecas de domingo a domingo. Afinal, entre mais cinco minutos a vegetar na cama ou cinco minutos de volta de um pequeno-almoço delicioso, a escolha parece-me óbvia. Até porque trata-se da refeição mais importante do nosso dia, portanto, merece todo o nosso tempo dispensado. E agora com a minha machine nova é ainda mais prático e rápido fazê-las!

Porquê a refeição mais importante? Ora... Porque é a primeira depois de um longo período sem comer, pelo que é fundamental fornecer ao nosso organismo a energia e nutrientes necessários para o nosso dia-a-dia, além de ajudar a controlar os níveis de saciedade. Depois tem uma série de benefícios: ajuda no controlo do peso; influência positivamente o nosso humor; melhora o nosso rendimento intelectual, bem como o poder de concentração e memória; e evita a fraqueza e quebra de rendimento tanto físico como intelectual.

Temos várias opções que nos permitem fazer um pequeno-almoço completo, bem saudável e nutritivo, mas falo-vos das panquecas simplesmente porque adoro milhões e sou meeeega viciadona!! 


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Aquele anseio que faz o hábito

 

"Nem sempre terás motivação. Aprende a ter disciplina."

"És das pessoas mais motivadas que conheço" é, provavelmente, dos comentários que mais me deixa embevecida. Porque hoje olho para mim mesma e vejo uma motivação, persistência e disciplina que nunca antes tive, e tenho noção de como isso me influenciou positivamente, tornando-me mais resiliente, mais confiante e até mais sonhadora. Porque sei que querer é poder.

Perguntam-me muitas vezes onde vou buscar motivação para treinar, como consigo acordar tão cedo não sendo por obrigação, com temperaturas mínimas ou chuva torrencial, e eu própria fico a pensar "boa pergunta". Já faz tão parte de mim, da minha rotina, que não consigo ter uma resposta concreta. Então penso e é isso mesmo: rotina. Motivação é rotina. É certo que é preciso dar o primeiro passo, mas é a rotina, são os nosso hábitos que nos fazem continuar. E a nossa qualidade de vida depende muito da qualidade dos nossos hábitos, pelo que será legítimo depreender que nenhum passo é mais importante do que o domínio dos nossos hábitos.

E como criamos hábitos e rotinas? Com persistência e muita disciplina. Persistência porque ninguém disse que ia ser fácil. Disciplina porque nem sempre nos apetece, mas se fossemos a fazer as coisas consoante o que nos apetece, muitas vezes não fazíamos metade do que fazemos, quiçá, trabalhar. O "não apetecer" não deve condicionar a nossa escolha final. Eu também tenho os meus "dias não", não pensem o contrário. Também tenho dias em que o apetite é pouco, mas sei como me sinto tão bem depois de treinar, que não me dou outra hipótese senão ir. Tem dias que só treino para aquele momento do "pós", apenas e só para deliciar-me com a sensação de sentir-me vivaça. Entendedores entenderão.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Ela é de Setembro


Setembro. O mês do entusiasmo. Era o rever os colegas de escola, o cheirinho a livros novos, a novidade no ar, um novo ano escolar e com ele novos desafios. O tempo de escola já lá vai, mas a magia do que virá de novo mantém-se. Porque Setembro traz ar fresco. Inspira. Reveste-se de uma energia especial, aquela que nunca esquece que há tantos recomeços bonitos depois de cada fim. Setembro. O culminar do gostinho a pele morena e a areia nos pés do Verão, e as boas-vindas ao Outono e ao je ne sais quais que o envolve e transmite paz e serenidade. E o Natal cada vez mais próximo. Setembro. O mês dos "re". Recomeçar, reavaliar, reinventar, reconstruir. O mês da renovação, de fé e esperança, no coração e na vida. Curiosamente, ela é de Setembro.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

MOVIE | O Milagre na Cela 7


Este é o filme turco que se tornou viral e tem posto meio mundo a chorar. Um filme realmente comovente que nos confronta, em simultâneo, com o melhor e o pior do ser humano.

A história desenrola-se à volta de Memo, um deficiente mental, e da sua filha Ova. Memo é acusado pelo homicídio da filha de um comandante. Aquando sua condenação (pelo crime que não cometeu), Ova fica ao cuidado da avó e tanto a forma como tenta provar a inocência do pai como a forma como tenta visitá-lo a todo custo, deixa-nos com um nó gigante na garganta ao conseguirmos sentir a sua aflição.
É por isso que a pequena Nisa Sofiya Aksongun merece uma enorme salva de palmas, pois apesar de tão nova conseguiu vestir a pele da sua personagem na perfeição e soube transmitir cada sentimento para o espectador.

São duas horas onde os sentimentos oscilam entre a força do amor e a falta de escrúpulos daqueles que abusam do poder. Quem viu "I am Sam" (ainda não vi) diz que o "Milagre na Cela 7" é um atentado ao cinema. Eu estou muito longe de ser expert em sétima arte, mas para mim, um filme que consegue despertar emoções, que toca na alma seja pela mensagem transmitida seja pelo que as personagens conseguem transmitir, nunca poderá ser um mau filme. Além disso, achei soberba a interpretação de Aras Bulut Iynemli (o Memo), ao ponto de chegar a pensar se não teria mesmo alguma deficiência.

É um bom filme para um domingo à tarde, mas não se esqueçam de ter um pacotinho de lenços à mão. E estejam atentos, pois há pequenos grandes pormenores da história que vos poderão escapar.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

BOOK | "O dia em que perdemos a cabeça" de Javier Castillo

Pois é, pessoas-fofinhas-que-adoram-devorar-livros, parece que a Bertrand assumiu a missão de desgraçar a nossa carteira. Ou então são mesmo uns queridos e não querem que nos falte a companhia de uma boa leitura. 

Isto para dizer que simmmmmmm, temos novamente mais dois dias (hoje e amanhã) de descontos imediatos que variam entre os 20% e 50% e inclui novidades!! Porque não aproveitar para comprar aquele livro que saiu recentemente e tanto queremos ou, então, aproveitar para comprar um livrinho para oferecer no Natal a alguém especial?  


leitura obrigatória para amantes de thrillers!!

Esta foi uma das minhas leituras deste ano. Um thriller que devorei em...três dias. Não consegui pôr travão! São 450 páginas desconcertantes, intensas e repletas de emoção. A forma alucinante como o autor consegue conduzir o leitor é, de facto, imprópria para cardíacos. O facto de ser narrado a três tempos aumenta bastante o mistério, contribuindo para uma leitura assim, compulsiva. Não há como não ler capítulo atrás de capítulo com a ânsia de juntar as peças todas do puzzle. Confesso que não gostei muito do final, depois de tanta emoção a fervilhar cá dentro soube assim a "poucachinho". Mas sem duvida que foi dos melhores thrillers que li.

E qual é a boa noticia? É que podem vir aqui e aproveitar o desconto de 20%, uma vez que raramente os livros novidade beneficiam de mais de 10%.
E qual é a má noticia? Provavelmente terão de comprar não um mas dois livros, porque este aqui, minhas j'amigas, é como vos digo...lê-se num ÁPICE!!


Nota: podem ler a sinopse e outros comentários aqui.


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

BOOK | "Isto acaba aqui" de Colleen Hoover

Da última vez que falei de livros por estas bandas, fiz um pequeno ponto de situação literário. Estávamos em finais de Junho e contava com oito ou nove livros lidos, pelo que a previsão apontava para não atingir o mesmo número do ano passado. Não que ler seja uma competição, longe disso, mas gosto sempre de chegar ao final do ano e olhar para todos os livros que li e fazer uma pequena comparação/retrospectiva literária.

Nos entretantos, a pouco tempo do final do ano (simmmmmm!!, já estamos em finais de Novembro!!, tipo ali já com 2019 a dar as últimas!!, tipo COOOOM'assim?!!), posso dizer que é bem provável que ultrapasse a fasquia do ano passado.

Mas bom... Quero aproveitar o facto da Bertrand estar com descontos (imediatos) de 20% a 50% (inclui novidades!!) durante o dia de hoje (apenas!!), para partilhar uma das minhas leituras deste ano, por sinal, de uma autora que ultimamente tem sido bastante aclamada no seio das mais variadas booklovers.


Colleen Hoover conquistou um lugarzinho no meu coração, muito por conta da Lily, uma personagem encantadora e um grande exemplo de coragem e resiliência. "Isto acaba aqui" aborda um tema bem actual (infelizmente): violência doméstica. Colleen expõe o tema com muita clareza e profundidade. No fim, percebemos que o facto da autora ter vivido algo semelhante, pode ter contribuído para uma abordagem de grande mestria, culminando num romance poderoso e muito inspirador.
Não quero dar uma de spoiler, mas...ao longo do livro podemos achar que a questão resume-se à escolha entre um amor actual e um de infância, mas vai muito além e passa por escolher amar a si própria ou não. Confesso que o rumo da história apanhou-me de surpresa, o que me fez admirar ainda mais a personagem.
Vocês bem sabem que sou pessoa de policiais/thrillers, mas fiquei bastante embebecida com este romance.

Entretanto, a autora lançou recentemente um novo livro, o "Verity" (podem ler a sinopse aqui) e já são algumas as criticas que se podem ler por aí. Para quem preferir romances e leitura assim mais young adult, esta autora é uma boa escolha e sempre podem aproveitar o desconto online na Bertrand! Ou então, aproveitem para apostar na saga Bergman que é só a melhor série policial de sempre.


Nota: sinopse e outros comentários aqui.


sexta-feira, 28 de junho de 2019

Ponto de situação literário


Se falarmos em quantidade, não está a ser um ano espectacular, estou a ler o nono livro do ano (desta feita, Agatha Christie), o que significa que nem dois livros por mês dá, e a continuar assim não vou chegar ao número de livros lidos no ano passado. Mas, se por outro lado falarmos em qualidade, está ser um ano literário muito bom, com leituras gratificantes e descobertas de autores muito interessantes.

No que toca a romances, fiquei encantada com Carlos Ruiz Zafón e José Rodrigues dos Santos, cada qual à sua maneira. Carlos Ruiz Zafón tem uma certa magia na escrita e no enredo, oferecendo uma simbiose perfeita entre o romance, melodrama, intriga e suspense, além de uma certa dose de bom humor à mistura, já para não falar nos personagens tão peculiares e encantadores. Já José Rodrigues dos Santos tem a parte da investigação que aliada à ficção resulta numa leitura bastante gratificante. O romancista fascina e informa. É uma excelente sugestão para os amantes de romances históricos e de histórias baseadas em factos verídicos, uma vez que o autor consegue relatar de forma bastante profunda e cativante episódios marcantes da história do nosso país. Penso que a ideia do escritor/jornalista passa mesmo por resgatar, digamos assim, a história de Portugal, aspecto que talvez tenha contribuído para ser dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar maior número de edições. Além dos romances históricos, o autor também escreve livros de mistério - os chamados "thrillers" que tanto me fascinam - onde dá vida às aventuras de Tomás Noronha.
Já no campo dos policiais, foi a Série Bergman que me deixou, e passo a expressão, completamente "de quatro" ao ponto de querer assim "munto-munto" ler os cinco volumes, não falando que quase cortei os pulsos quando dei conta que o segundo volume estava esgotadíssimo em todo o lado (mas já o tenho comigo, yeeeahhhhh, yupi yupi). Sem dúvida que é daqueles policiais de leitura compulsiva e que não desilude os amantes deste género de livros.

No inicio deste ano, aquando a minha retrospectiva literária de 2018 (podem ver aqui), dizia que não sabia se este ia ser o ano de Lev Tolstoi (para já não está a ser), mas que tinha em mente explorar autores como Richard Zimbler, Carlos Ruiz Zafón, Júlia Navarro, Kristin Hannah, entre outros. Richard Zimbler, Carlos Ruiz Zafón e Kristin Hannah: check. No "entre outros" está a Trilogia Millennium, por exemplo, que ainda não cheguei lá mas palpita-me que não passa deste Verão.

Aqui pelo estaminé apenas partilhei o meu feedback relativamente ao "Anjo Branco" de José Rodrigues dos Santos, no entanto, vou deixar mais abaixo o link dos livros que li até agora para que possam ler a sinopse e alguns comentários de outros leitores. Entre eles, está o "Tatuador de Auschwitz" que conta a história real e assombrosa de um homem que tinha como tarefa tatuar os prisioneiros, acabando por se apaixonar por uma das mulheres que foi obrigado a tatuar. De seguida li "Os Anagramas de Varsóvia", onde o cenário também é o Holocausto e a desumanidade que é do conhecimento de todos nós. Um thriller histórico em que a personagem principal pretende descobrir quem assassinou o seu sobrinho. Também li o "Três Pequenas Mentiras" que é da mesma autora do livro "O Pedido de Amizade", pelo que mal vi este seu novo lançamento o pensamento foi automático "tenho de ler", no entanto, confesso que não e cativou tanto. O registo é exactamente o mesmo - viagem entre o passado e o futuro das personagens -, mas a história em si deixou muito a desejar. Li "A Grande Solidão" e "O Grupo" muito por influência da Helena Magalhães e do seu "bookgang". Gostei bastante do primeiro, trata-se de um romance profundo e intenso sobre o amor e luta pela sobrevivência e retrata a relação tóxica de um casal. Posso dizer que foi o primeiro livro a arrancar-me umas lágrimazinhas. Quanto ao "O Grupo" temos uma espécie de "Sexo e a Cidade" nos anos 60 (a introdução do livro foi escrita por Candance Bushnell).

"A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Záfon (aqui)
"O Tatuador de Auschwitz" de Heather Morris (aqui)
"Os Anagramas de Varsóvia" de Richard Zimbler (aqui)
"A Grande Solidão" de Kristin Hannah (aqui)
"O Grupo" de Mary Mccarthy (aqui)
"Segredos Obscuros" de Michael Hjorth e Hans Rosenfeldt  (aqui)
"Três Pequenas Mentiras" de Laura Marshall (aqui)


quarta-feira, 19 de junho de 2019

BOOK | "O Anjo Branco" de José Rodrigues dos Santos


...entretém ao mesmo tempo que transmite conhecimento... 

Inspirado na história de vida do pai, este é um romance de José Rodrigues dos Santos sobre a Guerra Colonial e os portugueses em África, e auguro que tenha sido o meu primeiro livro de muitos a ler deste autor.

O protagonista da história chama-se José Branco, um médico que foi viver para Moçambique na década de 1960, que combate contra as barreiras politicas para exercer a sua principal função que é cuidar das pessoas, independentemente da cor.

Uma leitura que nos transporta de forma bastante clara e envolvente para um período histórico de acontecimentos marcantes que envolveram o nosso país: a Guerra do Ultramar, com especial destaque para a saúde precária bem como algumas das atrocidades cometidas em nome da pátria.

Longe de ser entediante, gostei muito da forma como o escritor abordou um tema denso e profundo como este, numa escrita simples, fluída e até com bom humor à mistura em determinadas passagens. Há substância, sente-se que houve um grande trabalho de investigação a fim de passar informação o mais real e credível possível, o que torna a leitura ainda mais interessante. Entretém ao mesmo tempo que transmite conhecimento, além de despontar alguns momentos de reflexão bastante enriquecedores. No entanto, achei que o livro terminou a modos que "às três pancadas" - houve partes que dispensavam tantos pormenores e outras que pediam desenvolvimento mas ficaram em aberto -, talvez seja o único ponto negativo, porque no geral gostei bastante do livro.

De maneiras que fiquei com imensa vontade de ler mais livros deste nosso escritor português, especialmente, a série Tomás Noronha que arranca com o "Codex 632", onde mais uma vez o jornalista aborda parte da história do nosso país, sendo, desta feita, Cristóvão Colombo a figura principal.


nota: ver sinopse e outros comentários aqui

terça-feira, 16 de abril de 2019

Assim foi mais um Bela Bela


Domingos. Manhãs. Ar puro. Natureza. Trilhos. Riachos. Cascatas. Subidas do Inferno. Descidas do diabo. Gargalhadas (/caralhadas). Bate cus. P*ta que pariu que não aguento mais. Socorro que vou esbardalhar-me toooooodaaaaa. Enfim... Corrida. Amizade. Companheirismo. Convívio. Vida.

Como não amar?

É certo que o gosto pela corrida não vem desde sempre, mas a corrida ensinou-me que posso ir sempre um pouquinho mais além. Mostrou-me que é duro, mas que a satisfação final compensa sempre. Porque quando chego à meta de uma prova sei o quanto me custou chegar até ali e não há como não me sentir vitoriosa. Não pelo tempo, não pelo lugar na classificação, mas pela sensação de superação. Com a corrida aprendemos a desfrutar da imensa riqueza que é estar cheia de vida. E este é o meu libertar de hormonas que não abdico por nada.

Porque desporto é vida. E aumenta a nossa capacidade de resiliência. Há alturas em que cais e não há mais nada a fazer a não ser levantares-te. Outras há em que a dor e o cansaço apertam mas levantas a cabeça, respiras bem fundo e continuas em frente, mais depressa ou mais devagar, porque desistir não é opção. Também há as linhas rectas onde simplesmente te deixas levar. É mesmo assim, no desporto e na vida. Acredito muito que a prática de exercício físico (que não tem de ser obrigatoriamente a corrida) torna-nos pessoas melhores, mais pacientes, mais lutadoras, mais resilientes e com uma capacidade de sacrifício muito maior.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

São Silvestre Cidade do Porto


Depois de temas fracturantes como a Primeira Grande Guerra dos Programas das Manhãs Portuguesas, aposto que estava tudo em pulgas para que voltasse ao tema das corridas, confessem. Vamos lá então!

Antes da São Silvestre no Porto (que já lá iremos), a última vez que tinha calçado as sapatilhas para ir correr tinha sido em Setembro, no terceiro trail organizado pelos escuteiros de Águeda. Foram dezanove quilómetros tão sofridos que devo ter ficado com um pós-trauma qualquer, o que me levou a deixar passar ao lado algumas provas durante o resto do ano, apesar da insistência dos meus parceiros de corrida. Não foram dores musculares nem falta de resistência como por vezes acontece, nem tão pouco cansaço, foi mesmo uma valente dor de burro que não me largou desde o terceiro quilómetro, mais coisa menos coisa, até ao último dos últimos. Foi horrível!!! Correr com aquele desconforto ali a latejar do lado direito da barriga é pura tortura, senhores, TOR-TU-RA. Os entendedores entenderão. No inicio, quando ainda era uma principiante, era frequente sentir essa dor mas era uma coisa de minutos e passava. Uma hora nisto? Quilómetros e quilómetros a fio?! Fónix, parecia macumba.

Macumba ou não, não podia continuar armada em cocó e a deixar-me dominar pelo fantasma da dor de burro, então, assim na loucura e cheia de confiança, inscrevi-me na São Silvestre do Porto marcada para a véspera de fim-de-ano. Sempre ouvi maravilhas desta corrida, cheguei a inscrever-me em 2017 mas acabei por não ir, pelo que não ia deixar passar mais um ano. Amigas, foi qualquer coisa de espectacular! E confesso que já tinha saudades da sensação de correr e de alcançar a meta.

Embora nos últimos tempos ande mais envolvida nos trails, foi pelas ruas da cidade que ganhei o gosto pela corrida. E correr no meio de plena Invicta à noite foi só lindo. Já tinha participado na São Silvestre de Aveiro, mas ESQUEÇAM, a do Porto dá quinze a zero. O espírito é totalmente diferente, já para não falar no percurso em si que é bem mais interessante e desafiante. Não sei se é por sermos centenas e centenas de participantes e ser ali entre o Natal e o fim-de-ano, em que as pessoas ainda estão com aquele sentimento mais especial e as ruas ainda espelham o brilho da época, mas esta prova conquistou-me por completo. O ambiente é mesmo incrível, tem mooooontes de gente nas ruas a puxar pelos corredores, muita animação e muita música, o que dá um boost enorme. A chegada ao túnel de Ceuta, já nos últimos quilómetros, foi para mim o ponto alto da prova. AC/DC a ecoar no máximo entre aquelas paredes, malta a dançar, cartazes motivadores, enfim... Épico! Foi sem duvida o meu combustível para dar aquele gás final e conseguir cumprir o objectivo que tinha estabelecido: terminar abaixo de uma hora (58', não idem vocês pensar que despachei aquilo em 35'). E não há nada melhor do que a sensação de cumprirmos os nossos objectivos pessoais.


Quero dar mais uma vez os meus sinceros parabéns à organização, porque não é fácil mobilizar tanta gente, e, mesmo assim, conseguem criar um ambiente fantástico. Foi a minha primeira São Silvestre no Porto e, se Deus Nosso Senhor quiser, não será a última. E vocês, minhas lontras preguiçosas, não deixem de participar! "Ah e tal mas eu não aguento correr cem metros quanto mais dez quilómetros!!!", pois que têm o ano toooooooodo para treinar e podem começar já amanhã, está bom? Não m'enervem.


domingo, 25 de novembro de 2018

BOOK | "Ao Sol de Tânger" de Christine Mangan


desilusão!

Talvez o facto de ter pegado neste livro logo a seguir a uma história como "A Herdeira", o deixe desde logo em desvantagem. Mas a verdade é que a própria capa cria imensas expectativas ao mencionar nomes como Donna Tartt, Gillian Flynn e Patricia Highsmith.

Agora que li o livro, rever as criticas de imprensa faz-me revirar os olhos de tamanha estupefacção. "Um dos melhores romances de estreia do ano"? Se este é o melhor, não quero imaginar o pior. "Uma história singular e de grande tensão"?! Tensão de tédio... "Hipnotizante"?? Hipnotizada fiquei eu quando cheguei ao fim do livro e não foi pelos melhores motivos. Enfim...  

O livro é contado a duas vozes, a de duas amigas, Lucy e Alice, e o enredo centra-se na relação entre elas. O prólogo remete-nos para um hospício onde temos alguém claramente com distúrbios psicológicos, o que nos faz perguntar desde logo o que terá acontecido de tão grave para alguém chegar a tal estado. Com este inicio promissor, esperamos mesmo um enredo à la Hitchcock mas esqueçam lá isso, a história é do mais chatinho que já li. Acho que até um dos romances lamechas do Nicholas Sparks não me fazia bocejar tanto.

Ao longo do livro damos conta que, no passado, aconteceu um acidente que as afastou, mistério esse que é sustentado uma boa parte do livro. O que me manteve agarrada foi precisamente saber que mistério era esse do passado e perceber qual delas é a que acaba no hospício. Porque, de resto, o livro é chato, as personagens são chatas e o final do livro é do mais sem sal que já vi. Não há reviravoltas, não há aquela emoção final e quase não há acção. Tem o seu quê de triller psicológico, mas é uma leitura que não recomendo (acho que é a primeira vez que não recomendo um livro que leio).

terça-feira, 13 de novembro de 2018

BOOK | "A Herdeira" de Sidney Sheldon


aquele feeling certeiro de ratazana literária!

Digamos que sou o tipo de leitora Maria-vai-com-as-outras. Quero com isto dizer que antes de comprar um livro gosto de conhecer a opinião de outros leitores, recolher o máximo de informação (autor, outros livros lançados, etc e tal) para assim perceber até que ponto o livro poderá agradar-me ou não. Isto porque um livro não é propriamente barato (infelizmente!!) e apostar no "cavalo" errado seria tipo uma facada espetada no peito. É um tédio ler livros que não nos envolvem minimamente, mas, por outro lado, é um crime deixar um livro a meio.

"A Herdeira" foi um tiro no escuro. Não conhecia ninguém que o tivesse lido, pelo que não tinha qualquer referência de outros leitores. Baseei-me unicamente na sinopse (que muitas vezes vale o que vale) e numa ou outra referência sobre o autor. Foi o quanto bastou para despertar o interesse e sentir aquele feeling bom de ratazana literária.

E, caraças, ainda bem que arrisquei neste livro, porque apesar da falta de informação prévia foi um livro que me arrebatou de alto abaixo.

Absolutamente envolvente e muito bem escrito, conta a história de uma família abrangendo quatro gerações. Kate Blackwell acaba por ser a personagem central do livro, mas é a história vivida pelo seu pai que desencadeia todo o enredo. O nascimento de Kate foi fruto de um acto de vingança (muuiiiiiita coisa aconteceu até ela) e a partir dela o futuro da família mais não é do que o resultado das suas próprias acções.

É conotado como sendo um romance, mas não é necessariamente um. A parte inicial do livro correspondente a Jamie McGregor - pai de Kate Blackwell (avô de Tony, bisavô de Eve e Alexandra e trisavô de Robert) é a mais intensa e absorvente da história. Diria, também, a mais violenta. É onde nasce a Kruger & Brent, Lda (o próprio nome tem um significado de peso) e todo o império da família - construído sobre a exploração e o comércio de diamantes na África do Sul -, mas até isso acontecer muito acontece. Jamie começou do nada, sofreu bastante e conquistou o que alguma vez poderia imaginar, portanto, temos uma história de coragem, de luta e de resiliência marcada pela vingança.

Kate é um símbolo de sucesso, mas ao longo do livro vocês vão odiá-la, precisamente por colocar o sucesso da empresa acima de tudo, até mesmo da própria família, sede que cada um deles acaba por sofrer as consequências dessa sede de poder. Eu diria que o sucesso desta família vem sempre acompanhado pela tragédia.

Enfim, gostei imenso e quando terminou ficou aquela sensação de vazio que só os bons livros deixam. Sidney Sheldon foi uma surpresa boa e com este livro construiu uma saga emocionante. É conhecido mundialmente pelos seu enredos arrebatadores, o que posso confirmar com a leitura deste livro. Recomendo vivamente!


Curiosidade: Em portugal, o livro conta com três títulos diferentes. Em 1983 é publicado pela primeira vez sob o titulo "O Preço do Poder", no ano seguinte surge intitulado por "O Jogo da Vida", por ultimo, surge em 1999 com o nome "A Herdeira".
O livro deu origem a uma série de TV nos anos 80 sob o nome de "Master of the Game".

domingo, 11 de novembro de 2018

Mousse Sugar Free


Nada como aproveitar um fim-de-semana de chuva para fazer pequenas experiências na cozinha. Estamos a meio de um meeeega desafio - #30diassemaçúcarbyGata -  e se tivermos forma de enganar aquela necessidade básica de comer um docinho, melhor.

Mal partilhei o feito no Instagram (@agatadesaltosaltos) vocês pediram tanto que, pronto, aqui está ela. Mas caaaaaalma!! Primeiramente, deixem-me só dizer que tenho tudo registado: estadia em Lisboa com jantar incluído, em Baião, em Porto Santo, em Londres, nos Açores e na Áustria!! Ah, e um rim!! Agora vejam lá se são ou não pessoas de palavra.

Tudo já de papel e caneta na mão? Cá vai:

- 2 abacates;
- 10 tâmaras;
- 100g de cacau magro em pó;
- Canela q.b. (Nescafé também poderá ser uma boa opção);
- Bebida vegetal s/açúcar para acertar a consistência (usei de amêndoa da Alpro).

Basta triturar muito bem o abacate e as tâmaras e envolver bem os ingredientes todos.

Importa referir que eu detesto abacate e odeio tâmaras, portanto, se eu gostei, a probabilidade de alguém não gostar é muito reduzida.

Já que vos meti nisto, sinto-me na obrigação de dar algumas ideias para ultrapassarem aqueles momentos "de aperto" (quem é miga?!).
Entretanto, já vamos no dia 11, portantos...aguenta e não chora geeeente!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O que fazer quando o corpo pede açúcar?


Na passada semana, uma seguidora fazia-me esta pergunta, mas penso que a questão também passa um pouquinho por "o que podemos fazer para antecipar esse desejo?".

O açúcar está para nós como a banana está para o macaco. Adoramos um belo de um docinho e achamos que não vivemos sem! Muito pelo facto do açúcar estimular a produção de endorfina no nosso corpo, a hormona da felicidade e do prazer. Não é por acaso que é quando estamos mais em baixo ou num daqueles dias "de cão" que mais nos apetece comer doces. Mas há outras formas (bem mais saudáveis) de estimular essa hormona e não, não passa por uma bela sessão de compras, quer dizer, também (ah! ah! ah!), mas a prática de exercício físico também ajuda a produzir todas as hormonas que geram sensação de bem-estar e felicidade. Não vale a pena enumerar as várias vantagens da prática de desporto porque já todos sabemos, mas focando na forma como pode diminuir o desejo de açúcar, basta pensar que ajuda a controlar o stress/ansiedade, outro factor que contribui para o desejo de açúcar. E só o facto de não estarmos em casa por si só já ajuda muito, porque todos sabemos que o estar em casa é bastante propicio ao acto de andar a petiscar.

Mas se, mesmo assim, por força de almas demoníacas baixar em nós toda uma vontade de comer açúcar até mais não haver, atentem no seguinte:

1- Beber muita água/chá: o consumo de água é extremamente importante para a nossa saúde no geral. Ajuda na absorção dos nutrientes e é fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo. Muitas vezes, a vontade incontrolável de comer doces está associada a baixos níveis de alguns nutrientes no nosso organismo, portanto, que não seja por falta de água.

2- Gelatina sem açúcar: é um dos alimentos que nos dá sensação de saciedade, logo, reduz o nosso apetite.

3- Aveia: é um alimento bastante nutritivo, além de fornecer muita energia e deixar o organismo sem fome durante bastante tempo. Sendo um hidrato de absorção lenta faz com que o açúcar seja libertado de forma gradual para o sangue, o que faz com que seja utilizado como fonte de energia imediata e não se acumule em forma de gordura. Esta libertação lenta faz com que os níveis de glicémia se mantenham estáveis, evitando os indesejáveis picos de açúcar.

4- Frutos secos: outro dos alimentos que aumenta a sensação de saciedade, para além de serem ricos em fibras e gorduras saudáveis. 

5- Sementes de linhaça e chia: são ricas em fibras e ómega 3 que ajudam a controlar os níveis de insulina no sangue, evitando, assim, os picos de açúcar e, por consequência, a vontade de comer doces. São muito fáceis de incluir na nossa alimentação, basta polvilhar no iogurte ou nas papas/panquecas de aveia, por exemplo.

6- Fruta: por ser um alimento doce é uma óptima opção para saciar a vontade de comer açúcar. A banana, por exemplo, poderá ser mesmo uma óptima aliada no controlo do açúcar, porque além de ser rica em potássio (cria maior energia no nosso corpo) também ajuda na produção de serotonina, uma hormona que actua regulando o sono, o humor, a ansiedade e o nosso apetite.

7- Chocolate negro com alto teor de cacau: óptimo para enganar o desejo por algo doce. Para além de ser rico em vitaminas e minerais, gorduras saudáveis e antioxidantes, controla o açúcar no sangue e melhora o nosso humor. O ideal é que o chocolate negro contenha mais de 80% de cacau. Portanto, na hora do aperto, podem comer um quadradinho (só um!!), fechar os olhos e imaginar que estão a comer chocolate Milka.

8- Canela: o seu sabor é naturalmente doce, logo, pode ser uma aliada. Esta especiaria é rica em ferro, magnésio e cálcio, além de ser um óptimo antioxidante natural, reduzindo os níveis de açúcar no sangue. Também reduz o apetite e tem a particularidade de acelerar o metabolismo, o que é óptimo. Para quem tem dificuldade em beber café sem açúcar, aromatizar com pau de canela pode ser uma ajuda.

Alerto, ainda, que é muito importante fazer várias refeições ao longo do dia, comendo de três em três horas, para evitar a falta de energia bem como os picos de açúcar no sangue. Ingerir alimentos ricos em fibra e muita proteína também também é crucial porque mantém-nos saciados por mais tempo. Por último, atenção ao stress pois, muitas vezes, é o que desperta a vontade de comer um docinho só naquela de descontrair e ter um momento de prazer.

Posto isto, não há como não concluir o desafio com sucesso, estamos entendidas?


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Novembro sem açúcar

@agatadesaltosaltos

Efeitos ou não de duas semanas (quase três!!!) sem treinar, lancei novamente o desafio #30diassemaçúcarbyGata. E agradeçam-me porque, primeiro, Novembro só tem 30 dias e não 31, segundo, podia dar-me para desafiar-vos em Dezembro (ho! ho! ho!).
Curiosamente, o resultado desta sondagem foi muito semelhante à sondagem feita para o mês de Maio. Só espero que as 148 pessoas que votaram "SIMMM 💪" não o tenham feito só "porque sim", só para "vamos lá fazer o jeito à Gata" e que estejam mesmo numa de entrar no desafio e levá-lo à séria. Caso contrário, faço uma chamadinha para o meu amicíssimo alienígena glutinoso cor-de-lula e dou a lista dos vossos nomes (ah! ah! ah!).

O objectivo é só um: sermos mais saudáveis e promover o nosso bem-estar. A dependência face aos produtos processados é uma realidade, um bocadinho promovida pelo stress e correria diária. É muito mais fácil pegar num pacote de cereais ou bolachas e tomar o pequeno almoço ou levar para o lanche, do que "perder tempo" a descascar uma peça de fruta e a preparar umas panquecas de aveia, por exemplo. Mas vai tudo do hábito, minhas grandes fofas.

Um desafio desta categoria exige esforço e muita força de vontade, mas ter consciência das consequências negativas do açúcar na nossa saúde é toda a motivação que precisamos para não desistir, bem como todos os benefícios. O facto de sabermos que temos a "companhia" de outras pessoas neste "loucura" também dá aquela força extra.

No inicio, é perfeitamente natural que o desafio pareça mais difícil e quase impossível de cumprir, pode até mesmo haver alterações de humor (e até ocorrer pensamentos suicidas, wuuUaAAhHh), mas a partir da segunda semana vão começar a sentir os benefícios - mais energia no dia-a-dia, perda de volume/gordura localizada, pele mais bonita, melhor qualidade de sono, etc - e não vão querer dar parte de fracas!!

É importante perceber que este desafio refere-se ao açúcar adicionado e não ao naturalmente presente nos alimentos, logo, a fruta não está proibida, por exemplo. Fundamentalismos à parte, o desafio passa por fazer uma alimentação o mais saudável possível, não se trata propriamente de uma "dieta louca".
Alerto que o açúcar pode vir "disfarçado" com outros nomes, pelo que é importante ter em atenção os rótulos dos produtos. Sobre isto podem ler este post escrito aquando lançamento do desafio pela primeira vez.

Posto isto, espero que estejam todas (e todos!) ansiosas(os) por dar inicio ao desafio e por chegar ao fim e dar conta dos resultados positivos desta "brincadeira". Na hora do aperto sempre podem enganar a vontade de comer açúcar com uma pastilha elástica (sem açúcar, óbvio!!) e nos momentos de maior desespero a roçar ali a vontade de cortar os pulsos, podem enviar-me mensagens a insultar-me que eu não me importo.

Vamos nessa?


quinta-feira, 7 de junho de 2018

BOOK | "Começar de Novo" de Nora Roberts


"uma historia sobre deixar tudo para trás, desvendar segredos antigos e aprender a amar"

Já estão todos velhos e cansados de saber que sou pessoa de policiais. Se tiver romance à mistura? Óptimo, o twist perfeito. Também não é que diga um redondo "não" a um romance, mas, muito sinceramente, também (ainda) não consigo dizer "A-D-O-R-O-R-O-M-A-N-C-E-S" com todas as letrinhas. Talvez porque ainda não li nenhum verdadeiramente bom, com zero clichés e longe do romancezinho básico à La Nicholas Spark (sem ofensa à sua legião de fãs).

No entanto, o romance é um género literário de grande peso na literatura, além de que grandes livros da história falam de romance e...o que seria de nós sem o amor, não é verdade? Portantos, se vosmecês aí desse lado forem conhecedoras de romances daqueles bons, mas mesmo bons, chutem para cá, sim?

Ora bom, falando em romance, falemos de Nora Roberts, uma das romancistas mais conhecidas que conta com dezenas de best-sellers na lista do New York Times e chega a ser considerada um fenómeno editorial. Para tão boa fama, devo dizer que este primeiro romance que li da sua autoria não me cativou de todo, o que acabou por ser uma facada no coração já que tudo apontava para grande história. De facto, o livro tinha tudo para ser cativante: escrita simples e fluída com bom-humor à mistura, personagens simpáticas e interessantes, um mistério a ser desvendado que desperta de imediato o nosso interesse, no entanto, foi algo que no desenrolar da história ficou um pouco para segundo plano.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

O sacrifício



Já dizia o filósofo Joseph de Maistre: "tenho a virtude por base e por essência o sacrifício, as virtudes mais meritórias são aquelas que se adquiriram com maiores esforços. Uma pessoa não tem importância quando é incapaz de fazer um sacrifício".

Verdade, não é?

No nosso dia-a-dia estamos constantemente sujeitos a sacrifícios. Se formos a analisar com atenção, provavelmente o que temos de maior valor/significado foi conseguido com esforço/sacrifício da nossa parte. E qual é a sensação quando conseguimos algo que queríamos muito e pela qual lutámos/sacrificámos muito? Óptima, não é? Uma felicidade e satisfação enorme. Orgulho até. Daí o sacrifício ir muito além da sua definição em si, acabando por ser uma virtude que consiste em saber sofrer por uma intenção que se eleva. 

Se custa fazer um sacrifício? Custa, mas talvez a "segredo" passe por não nos focarmos demasiado no sacrifício em si, mas sim, no objectivo que iremos alcançar. Ver o sacrifício como o caminho para a felicidade. Esta agora foi um bocadinho à Gustavo Santos (WUUUAHHH), mas a ideia é mesmo esta. "Ah e tal, então, para sermos felizes temos de sofrer primeiro?!" perguntam vocês e aqui a vossa gata mais fofa responde "não, para sermos felizes/atingir determinado objectivo temos de fazer por isso". Até porque a conquista compensará sempre qualquer sacrifício.

Esta cumbersa toda a propósito do desafio que me deu para fazer no mês passado, e que já terminou, e que correu muito bem. #31diassemaçúcarbyGata que mais não foi um sacrifício, ou seja, o abdicar de umas coisas em prol de outras mais importantes, neste caso: saúde e bem-estar. Confesso que não foi tão difícil como esperava. Verdade seja dita, o estado do tempo também ajudou, já que adoro gelados e estava com receio que com a suposta chegada do calor a coisa fosse complicar demasiadamente demasiado.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Agatha Christie


a "Rainha do Crime"

Morreu há 42 anos, mas vendeu milhões e é a terceira escritora mais traduzida de sempre (atrás de si, só a Bíblia e Shakespeare). Ainda hoje mantém o titulo de escritora mais rentável de todos os tempos no Guinness World of Records.

Romancista, contista, dramaturga e poetisa, foi no subgénero romance policial que se destacou. Desafiada pela irmã Madge a criar uma trama policial, publica o seu primeiro livro em 1920 - "O Misterioso Caso de Styles" - em que o emblemático (e para sempre lembrado) detective belga Poirot surge pela primeira vez. São vários os livros desta trama, mas foi em 1926 com o "O Assassinato de Roger Ackroyd" que ficou famosa, atingindo o auge da sua carreira em 1934 com outro dos seus livros mais famosos e mais adorados "Crime no Expresso Oriente". E pensar que fui ver este filme ao cinema (adorei, adorei, adorei!) sem ter a mínima noção do peso histórico que lhe deu origem, muito menos da fama do detective dos bigodes (vá, assumo um passado de ignorância literária). Sempre que ler um livro desta trama já tenho uma cara a atribuir a Poirot: Kenneth Branagh (embora a personagem já tenha sido interpretada por David Suchet e Albert Finney). Por acaso, e não me perguntem o porquê, quando penso em detectives imagino sempre um sujeito com um bigodaço do género (ah! ah! ah!), embora seja do tempo do Inspector Gadget e este não ter disso.
Só mais uma curiosidade: de todos, o livro "As Dez Figuras Negras" (publicado em 1939) foi o mais vendido, além de figurar na lista dos livros mais vendidos mundialmente (independentemente do género), a par com o "Don Quixote" de Miguel de Cervantes, "O Pequeno Príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry e "Harry Potter e a Pedra Filosofal" de J. K. Rowling, entre outros.

A escritora viu o seu talento e o seu papel na literatura oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o titulo de Commander of the British Empire. Já em 1971, foi condecorada pela rainha do Reino Unido, Elizabeth II, com o titulo de "Dame" do Império Britânico.
Em 2000, a Bouchercon World Mystery Convention galardoou a escritora com dois prémios: Melhor Escritora de Livros Policiais do século XX e os livros protagonizados por Poirot o prémio de Melhor Série Policial do séc. XX.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Focadíssima


e quase a ver abdominais ao fundo do túnel!

"Pare de querer, comece a fazer" foi a mensagem, o mantra, a luz, a inspiração, o "abre olhos", o "que-vocês-lhe-queiram-chamar" que vos quis passar (e a mim também) aquando a minha última partilha sobre as consultas de nutrição (rever aqui). E, senhores, OH senhores, é TÃO verdade!!

Nada cai do céu. Precisamos ser fortes, focados e dedicados naquilo que ambicionamos. Vale para tudo na vida! Neste caso, estamos a falar de saúde, bem-estar e de nos sentirmos bem com o nosso corpo, sendo um daqueles objectivos que considero fundamentais para cada um de nós. Não unicamente por vaidade ou questões estéticas, mas porque esse bem-estar acaba por reflectir-se interiormente, incentivando ao amor próprio, por exemplo. Ajuda, também, a ganhar maior auto-estima influenciando positivamente a nossa forma de estar na vida. Enfim, acho que todos percebemos a importância de cuidarmos de nós.

Depois de um período menos bom, deixei-me levar pelas más energias que acabaram por me influenciar negativamente em alguns aspectos (o cuidado na alimentação foi um deles), no entanto, o que lá vai, lá vai e sinto-me novamente mais focada e determinada.

Tinha saído da consulta de Fevereiro em modo ratazana deprimida por ter tido a confirmação do resultado do período com algum desleixo alimentício. Sabia que se queria chegar ao Verão e enfiar-me num biquíni sem sentir-me uma lontra-marinha, tinha de entrar urgentemente na linha, no entanto, ainda andei o mês de Março e parte de Abril a desafiar a lei dos bons costumes alimentares (daí nem ter marcado consulta). Foi aqui que se deu a origem do desafio dos 31 dias sem açúcar. Foi uma forma que encontrei de obrigar-me a entrar nos eixos, sendo uma espécie de incentivo, quanto mais não fosse por teimosia e orgulho de não querer falhar comigo própria nem com quem entrou no desafio comigo.

Loucura ou não, para além de não ter sido tão difícil como julgava (mesmo a levar com pessoas a comer sobremesas bem debaixo das minhas barbas, e ainda ontem com uma colher "voadora" de tiramisù), resultou! A consulta foi na semana passada (a 7 dias de terminar o desafio) e a balança marcou 57,8 kgs, 46 kgs de massa muscular e 19,4% de massa gorda. Mais músculo, menos gordura e já me encontro novamente abaixo da linha dos 20%, yeaaaaahhhhh!!

Fica bem mais fácil manter o foco e a motivação com a confirmação dos resultados. Portanto, é "só" uma questão de continuar a manter o foco em prática.

Por falar em foco, vejam só que estava eu ontem refasteladinha nos meus aposentos a desfrutar da minha leitura, quando uma alma sugere continuar com o desafio dos 31 dias sem açúcar por Junho a dentro. Tipo...com'assim? Com'assim já em Junho?! Tipo...logo de seguida? De rajada? De cabeça? Sem respirar? Sem uma bolsa de oxigénio chamada tripa com chocolate ou Cornetto Choc'N'Ball?! "Ah e tal respiramos no Dia da Criança e voltamos ao ataque" dizia ela.
.
.
.
Folgo em saber que há pessoas ainda mais doidas do que eu. Não sei se me aguento. Junho, calor (esperemos), calor, gelados. Vou dormir sobre o assunto.