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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

São Silvestre Cidade do Porto


Depois de temas fracturantes como a Primeira Grande Guerra dos Programas das Manhãs Portuguesas, aposto que estava tudo em pulgas para que voltasse ao tema das corridas, confessem. Vamos lá então!

Antes da São Silvestre no Porto (que já lá iremos), a última vez que tinha calçado as sapatilhas para ir correr tinha sido em Setembro, no terceiro trail organizado pelos escuteiros de Águeda. Foram dezanove quilómetros tão sofridos que devo ter ficado com um pós-trauma qualquer, o que me levou a deixar passar ao lado algumas provas durante o resto do ano, apesar da insistência dos meus parceiros de corrida. Não foram dores musculares nem falta de resistência como por vezes acontece, nem tão pouco cansaço, foi mesmo uma valente dor de burro que não me largou desde o terceiro quilómetro, mais coisa menos coisa, até ao último dos últimos. Foi horrível!!! Correr com aquele desconforto ali a latejar do lado direito da barriga é pura tortura, senhores, TOR-TU-RA. Os entendedores entenderão. No inicio, quando ainda era uma principiante, era frequente sentir essa dor mas era uma coisa de minutos e passava. Uma hora nisto? Quilómetros e quilómetros a fio?! Fónix, parecia macumba.

Macumba ou não, não podia continuar armada em cocó e a deixar-me dominar pelo fantasma da dor de burro, então, assim na loucura e cheia de confiança, inscrevi-me na São Silvestre do Porto marcada para a véspera de fim-de-ano. Sempre ouvi maravilhas desta corrida, cheguei a inscrever-me em 2017 mas acabei por não ir, pelo que não ia deixar passar mais um ano. Amigas, foi qualquer coisa de espectacular! E confesso que já tinha saudades da sensação de correr e de alcançar a meta.

Embora nos últimos tempos ande mais envolvida nos trails, foi pelas ruas da cidade que ganhei o gosto pela corrida. E correr no meio de plena Invicta à noite foi só lindo. Já tinha participado na São Silvestre de Aveiro, mas ESQUEÇAM, a do Porto dá quinze a zero. O espírito é totalmente diferente, já para não falar no percurso em si que é bem mais interessante e desafiante. Não sei se é por sermos centenas e centenas de participantes e ser ali entre o Natal e o fim-de-ano, em que as pessoas ainda estão com aquele sentimento mais especial e as ruas ainda espelham o brilho da época, mas esta prova conquistou-me por completo. O ambiente é mesmo incrível, tem mooooontes de gente nas ruas a puxar pelos corredores, muita animação e muita música, o que dá um boost enorme. A chegada ao túnel de Ceuta, já nos últimos quilómetros, foi para mim o ponto alto da prova. AC/DC a ecoar no máximo entre aquelas paredes, malta a dançar, cartazes motivadores, enfim... Épico! Foi sem duvida o meu combustível para dar aquele gás final e conseguir cumprir o objectivo que tinha estabelecido: terminar abaixo de uma hora (58', não idem vocês pensar que despachei aquilo em 35'). E não há nada melhor do que a sensação de cumprirmos os nossos objectivos pessoais.


Quero dar mais uma vez os meus sinceros parabéns à organização, porque não é fácil mobilizar tanta gente, e, mesmo assim, conseguem criar um ambiente fantástico. Foi a minha primeira São Silvestre no Porto e, se Deus Nosso Senhor quiser, não será a última. E vocês, minhas lontras preguiçosas, não deixem de participar! "Ah e tal mas eu não aguento correr cem metros quanto mais dez quilómetros!!!", pois que têm o ano toooooooodo para treinar e podem começar já amanhã, está bom? Não m'enervem.


domingo, 25 de novembro de 2018

BOOK | "Ao Sol de Tânger" de Christine Mangan


desilusão!

Talvez o facto de ter pegado neste livro logo a seguir a uma história como "A Herdeira", o deixe desde logo em desvantagem. Mas a verdade é que a própria capa cria imensas expectativas ao mencionar nomes como Donna Tartt, Gillian Flynn e Patricia Highsmith.

Agora que li o livro, rever as criticas de imprensa faz-me revirar os olhos de tamanha estupefacção. "Um dos melhores romances de estreia do ano"? Se este é o melhor, não quero imaginar o pior. "Uma história singular e de grande tensão"?! Tensão de tédio... "Hipnotizante"?? Hipnotizada fiquei eu quando cheguei ao fim do livro e não foi pelos melhores motivos. Enfim...  

O livro é contado a duas vozes, a de duas amigas, Lucy e Alice, e o enredo centra-se na relação entre elas. O prólogo remete-nos para um hospício onde temos alguém claramente com distúrbios psicológicos, o que nos faz perguntar desde logo o que terá acontecido de tão grave para alguém chegar a tal estado. Com este inicio promissor, esperamos mesmo um enredo à la Hitchcock mas esqueçam lá isso, a história é do mais chatinho que já li. Acho que até um dos romances lamechas do Nicholas Sparks não me fazia bocejar tanto.

Ao longo do livro damos conta que, no passado, aconteceu um acidente que as afastou, mistério esse que é sustentado uma boa parte do livro. O que me manteve agarrada foi precisamente saber que mistério era esse do passado e perceber qual delas é a que acaba no hospício. Porque, de resto, o livro é chato, as personagens são chatas e o final do livro é do mais sem sal que já vi. Não há reviravoltas, não há aquela emoção final e quase não há acção. Tem o seu quê de triller psicológico, mas é uma leitura que não recomendo (acho que é a primeira vez que não recomendo um livro que leio).

terça-feira, 13 de novembro de 2018

BOOK | "A Herdeira" de Sidney Sheldon


aquele feeling certeiro de ratazana literária!

Digamos que sou o tipo de leitora Maria-vai-com-as-outras. Quero com isto dizer que antes de comprar um livro gosto de conhecer a opinião de outros leitores, recolher o máximo de informação (autor, outros livros lançados, etc e tal) para assim perceber até que ponto o livro poderá agradar-me ou não. Isto porque um livro não é propriamente barato (infelizmente!!) e apostar no "cavalo" errado seria tipo uma facada espetada no peito. É um tédio ler livros que não nos envolvem minimamente, mas, por outro lado, é um crime deixar um livro a meio.

"A Herdeira" foi um tiro no escuro. Não conhecia ninguém que o tivesse lido, pelo que não tinha qualquer referência de outros leitores. Baseei-me unicamente na sinopse (que muitas vezes vale o que vale) e numa ou outra referência sobre o autor. Foi o quanto bastou para despertar o interesse e sentir aquele feeling bom de ratazana literária.

E, caraças, ainda bem que arrisquei neste livro, porque apesar da falta de informação prévia foi um livro que me arrebatou de alto abaixo.

Absolutamente envolvente e muito bem escrito, conta a história de uma família abrangendo quatro gerações. Kate Blackwell acaba por ser a personagem central do livro, mas é a história vivida pelo seu pai que desencadeia todo o enredo. O nascimento de Kate foi fruto de um acto de vingança (muuiiiiiita coisa aconteceu até ela) e a partir dela o futuro da família mais não é do que o resultado das suas próprias acções.

É conotado como sendo um romance, mas não é necessariamente um. A parte inicial do livro correspondente a Jamie McGregor - pai de Kate Blackwell (avô de Tony, bisavô de Eve e Alexandra e trisavô de Robert) é a mais intensa e absorvente da história. Diria, também, a mais violenta. É onde nasce a Kruger & Brent, Lda (o próprio nome tem um significado de peso) e todo o império da família - construído sobre a exploração e o comércio de diamantes na África do Sul -, mas até isso acontecer muito acontece. Jamie começou do nada, sofreu bastante e conquistou o que alguma vez poderia imaginar, portanto, temos uma história de coragem, de luta e de resiliência marcada pela vingança.

Kate é um símbolo de sucesso, mas ao longo do livro vocês vão odiá-la, precisamente por colocar o sucesso da empresa acima de tudo, até mesmo da própria família, sede que cada um deles acaba por sofrer as consequências dessa sede de poder. Eu diria que o sucesso desta família vem sempre acompanhado pela tragédia.

Enfim, gostei imenso e quando terminou ficou aquela sensação de vazio que só os bons livros deixam. Sidney Sheldon foi uma surpresa boa e com este livro construiu uma saga emocionante. É conhecido mundialmente pelos seu enredos arrebatadores, o que posso confirmar com a leitura deste livro. Recomendo vivamente!


Curiosidade: Em portugal, o livro conta com três títulos diferentes. Em 1983 é publicado pela primeira vez sob o titulo "O Preço do Poder", no ano seguinte surge intitulado por "O Jogo da Vida", por ultimo, surge em 1999 com o nome "A Herdeira".
O livro deu origem a uma série de TV nos anos 80 sob o nome de "Master of the Game".

domingo, 11 de novembro de 2018

Mousse Sugar Free


Nada como aproveitar um fim-de-semana de chuva para fazer pequenas experiências na cozinha. Estamos a meio de um meeeega desafio - #30diassemaçúcarbyGata -  e se tivermos forma de enganar aquela necessidade básica de comer um docinho, melhor.

Mal partilhei o feito no Instagram (@agatadesaltosaltos) vocês pediram tanto que, pronto, aqui está ela. Mas caaaaaalma!! Primeiramente, deixem-me só dizer que tenho tudo registado: estadia em Lisboa com jantar incluído, em Baião, em Porto Santo, em Londres, nos Açores e na Áustria!! Ah, e um rim!! Agora vejam lá se são ou não pessoas de palavra.

Tudo já de papel e caneta na mão? Cá vai:

- 2 abacates;
- 10 tâmaras;
- 100g de cacau magro em pó;
- Canela q.b. (Nescafé também poderá ser uma boa opção);
- Bebida vegetal s/açúcar para acertar a consistência (usei de amêndoa da Alpro).

Basta triturar muito bem o abacate e as tâmaras e envolver bem os ingredientes todos.

Importa referir que eu detesto abacate e odeio tâmaras, portanto, se eu gostei, a probabilidade de alguém não gostar é muito reduzida.

Já que vos meti nisto, sinto-me na obrigação de dar algumas ideias para ultrapassarem aqueles momentos "de aperto" (quem é miga?!).
Entretanto, já vamos no dia 11, portantos...aguenta e não chora geeeente!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O que fazer quando o corpo pede açúcar?


Na passada semana, uma seguidora fazia-me esta pergunta, mas penso que a questão também passa um pouquinho por "o que podemos fazer para antecipar esse desejo?".

O açúcar está para nós como a banana está para o macaco. Adoramos um belo de um docinho e achamos que não vivemos sem! Muito pelo facto do açúcar estimular a produção de endorfina no nosso corpo, a hormona da felicidade e do prazer. Não é por acaso que é quando estamos mais em baixo ou num daqueles dias "de cão" que mais nos apetece comer doces. Mas há outras formas (bem mais saudáveis) de estimular essa hormona e não, não passa por uma bela sessão de compras, quer dizer, também (ah! ah! ah!), mas a prática de exercício físico também ajuda a produzir todas as hormonas que geram sensação de bem-estar e felicidade. Não vale a pena enumerar as várias vantagens da prática de desporto porque já todos sabemos, mas focando na forma como pode diminuir o desejo de açúcar, basta pensar que ajuda a controlar o stress/ansiedade, outro factor que contribui para o desejo de açúcar. E só o facto de não estarmos em casa por si só já ajuda muito, porque todos sabemos que o estar em casa é bastante propicio ao acto de andar a petiscar.

Mas se, mesmo assim, por força de almas demoníacas baixar em nós toda uma vontade de comer açúcar até mais não haver, atentem no seguinte:

1- Beber muita água/chá: o consumo de água é extremamente importante para a nossa saúde no geral. Ajuda na absorção dos nutrientes e é fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo. Muitas vezes, a vontade incontrolável de comer doces está associada a baixos níveis de alguns nutrientes no nosso organismo, portanto, que não seja por falta de água.

2- Gelatina sem açúcar: é um dos alimentos que nos dá sensação de saciedade, logo, reduz o nosso apetite.

3- Aveia: é um alimento bastante nutritivo, além de fornecer muita energia e deixar o organismo sem fome durante bastante tempo. Sendo um hidrato de absorção lenta faz com que o açúcar seja libertado de forma gradual para o sangue, o que faz com que seja utilizado como fonte de energia imediata e não se acumule em forma de gordura. Esta libertação lenta faz com que os níveis de glicémia se mantenham estáveis, evitando os indesejáveis picos de açúcar.

4- Frutos secos: outro dos alimentos que aumenta a sensação de saciedade, para além de serem ricos em fibras e gorduras saudáveis. 

5- Sementes de linhaça e chia: são ricas em fibras e ómega 3 que ajudam a controlar os níveis de insulina no sangue, evitando, assim, os picos de açúcar e, por consequência, a vontade de comer doces. São muito fáceis de incluir na nossa alimentação, basta polvilhar no iogurte ou nas papas/panquecas de aveia, por exemplo.

6- Fruta: por ser um alimento doce é uma óptima opção para saciar a vontade de comer açúcar. A banana, por exemplo, poderá ser mesmo uma óptima aliada no controlo do açúcar, porque além de ser rica em potássio (cria maior energia no nosso corpo) também ajuda na produção de serotonina, uma hormona que actua regulando o sono, o humor, a ansiedade e o nosso apetite.

7- Chocolate negro com alto teor de cacau: óptimo para enganar o desejo por algo doce. Para além de ser rico em vitaminas e minerais, gorduras saudáveis e antioxidantes, controla o açúcar no sangue e melhora o nosso humor. O ideal é que o chocolate negro contenha mais de 80% de cacau. Portanto, na hora do aperto, podem comer um quadradinho (só um!!), fechar os olhos e imaginar que estão a comer chocolate Milka.

8- Canela: o seu sabor é naturalmente doce, logo, pode ser uma aliada. Esta especiaria é rica em ferro, magnésio e cálcio, além de ser um óptimo antioxidante natural, reduzindo os níveis de açúcar no sangue. Também reduz o apetite e tem a particularidade de acelerar o metabolismo, o que é óptimo. Para quem tem dificuldade em beber café sem açúcar, aromatizar com pau de canela pode ser uma ajuda.

Alerto, ainda, que é muito importante fazer várias refeições ao longo do dia, comendo de três em três horas, para evitar a falta de energia bem como os picos de açúcar no sangue. Ingerir alimentos ricos em fibra e muita proteína também também é crucial porque mantém-nos saciados por mais tempo. Por último, atenção ao stress pois, muitas vezes, é o que desperta a vontade de comer um docinho só naquela de descontrair e ter um momento de prazer.

Posto isto, não há como não concluir o desafio com sucesso, estamos entendidas?


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Novembro sem açúcar

@agatadesaltosaltos

Efeitos ou não de duas semanas (quase três!!!) sem treinar, lancei novamente o desafio #30diassemaçúcarbyGata. E agradeçam-me porque, primeiro, Novembro só tem 30 dias e não 31, segundo, podia dar-me para desafiar-vos em Dezembro (ho! ho! ho!).
Curiosamente, o resultado desta sondagem foi muito semelhante à sondagem feita para o mês de Maio. Só espero que as 148 pessoas que votaram "SIMMM 💪" não o tenham feito só "porque sim", só para "vamos lá fazer o jeito à Gata" e que estejam mesmo numa de entrar no desafio e levá-lo à séria. Caso contrário, faço uma chamadinha para o meu amicíssimo alienígena glutinoso cor-de-lula e dou a lista dos vossos nomes (ah! ah! ah!).

O objectivo é só um: sermos mais saudáveis e promover o nosso bem-estar. A dependência face aos produtos processados é uma realidade, um bocadinho promovida pelo stress e correria diária. É muito mais fácil pegar num pacote de cereais ou bolachas e tomar o pequeno almoço ou levar para o lanche, do que "perder tempo" a descascar uma peça de fruta e a preparar umas panquecas de aveia, por exemplo. Mas vai tudo do hábito, minhas grandes fofas.

Um desafio desta categoria exige esforço e muita força de vontade, mas ter consciência das consequências negativas do açúcar na nossa saúde é toda a motivação que precisamos para não desistir, bem como todos os benefícios. O facto de sabermos que temos a "companhia" de outras pessoas neste "loucura" também dá aquela força extra.

No inicio, é perfeitamente natural que o desafio pareça mais difícil e quase impossível de cumprir, pode até mesmo haver alterações de humor (e até ocorrer pensamentos suicidas, wuuUaAAhHh), mas a partir da segunda semana vão começar a sentir os benefícios - mais energia no dia-a-dia, perda de volume/gordura localizada, pele mais bonita, melhor qualidade de sono, etc - e não vão querer dar parte de fracas!!

É importante perceber que este desafio refere-se ao açúcar adicionado e não ao naturalmente presente nos alimentos, logo, a fruta não está proibida, por exemplo. Fundamentalismos à parte, o desafio passa por fazer uma alimentação o mais saudável possível, não se trata propriamente de uma "dieta louca".
Alerto que o açúcar pode vir "disfarçado" com outros nomes, pelo que é importante ter em atenção os rótulos dos produtos. Sobre isto podem ler este post escrito aquando lançamento do desafio pela primeira vez.

Posto isto, espero que estejam todas (e todos!) ansiosas(os) por dar inicio ao desafio e por chegar ao fim e dar conta dos resultados positivos desta "brincadeira". Na hora do aperto sempre podem enganar a vontade de comer açúcar com uma pastilha elástica (sem açúcar, óbvio!!) e nos momentos de maior desespero a roçar ali a vontade de cortar os pulsos, podem enviar-me mensagens a insultar-me que eu não me importo.

Vamos nessa?


quinta-feira, 7 de junho de 2018

BOOK | "Começar de Novo" de Nora Roberts


"uma historia sobre deixar tudo para trás, desvendar segredos antigos e aprender a amar"

Já estão todos velhos e cansados de saber que sou pessoa de policiais. Se tiver romance à mistura? Óptimo, o twist perfeito. Também não é que diga um redondo "não" a um romance, mas, muito sinceramente, também (ainda) não consigo dizer "A-D-O-R-O-R-O-M-A-N-C-E-S" com todas as letrinhas. Talvez porque ainda não li nenhum verdadeiramente bom, com zero clichés e longe do romancezinho básico à La Nicholas Spark (sem ofensa à sua legião de fãs).

No entanto, o romance é um género literário de grande peso na literatura, além de que grandes livros da história falam de romance e...o que seria de nós sem o amor, não é verdade? Portantos, se vosmecês aí desse lado forem conhecedoras de romances daqueles bons, mas mesmo bons, chutem para cá, sim?

Ora bom, falando em romance, falemos de Nora Roberts, uma das romancistas mais conhecidas que conta com dezenas de best-sellers na lista do New York Times e chega a ser considerada um fenómeno editorial. Para tão boa fama, devo dizer que este primeiro romance que li da sua autoria não me cativou de todo, o que acabou por ser uma facada no coração já que tudo apontava para grande história. De facto, o livro tinha tudo para ser cativante: escrita simples e fluída com bom-humor à mistura, personagens simpáticas e interessantes, um mistério a ser desvendado que desperta de imediato o nosso interesse, no entanto, foi algo que no desenrolar da história ficou um pouco para segundo plano.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

O sacrifício



Já dizia o filósofo Joseph de Maistre: "tenho a virtude por base e por essência o sacrifício, as virtudes mais meritórias são aquelas que se adquiriram com maiores esforços. Uma pessoa não tem importância quando é incapaz de fazer um sacrifício".

Verdade, não é?

No nosso dia-a-dia estamos constantemente sujeitos a sacrifícios. Se formos a analisar com atenção, provavelmente o que temos de maior valor/significado foi conseguido com esforço/sacrifício da nossa parte. E qual é a sensação quando conseguimos algo que queríamos muito e pela qual lutámos/sacrificámos muito? Óptima, não é? Uma felicidade e satisfação enorme. Orgulho até. Daí o sacrifício ir muito além da sua definição em si, acabando por ser uma virtude que consiste em saber sofrer por uma intenção que se eleva. 

Se custa fazer um sacrifício? Custa, mas talvez a "segredo" passe por não nos focarmos demasiado no sacrifício em si, mas sim, no objectivo que iremos alcançar. Ver o sacrifício como o caminho para a felicidade. Esta agora foi um bocadinho à Gustavo Santos (WUUUAHHH), mas a ideia é mesmo esta. "Ah e tal, então, para sermos felizes temos de sofrer primeiro?!" perguntam vocês e aqui a vossa gata mais fofa responde "não, para sermos felizes/atingir determinado objectivo temos de fazer por isso". Até porque a conquista compensará sempre qualquer sacrifício.

Esta cumbersa toda a propósito do desafio que me deu para fazer no mês passado, e que já terminou, e que correu muito bem. #31diassemaçúcarbyGata que mais não foi um sacrifício, ou seja, o abdicar de umas coisas em prol de outras mais importantes, neste caso: saúde e bem-estar. Confesso que não foi tão difícil como esperava. Verdade seja dita, o estado do tempo também ajudou, já que adoro gelados e estava com receio que com a suposta chegada do calor a coisa fosse complicar demasiadamente demasiado.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Agatha Christie


a "Rainha do Crime"

Morreu há 42 anos, mas vendeu milhões e é a terceira escritora mais traduzida de sempre (atrás de si, só a Bíblia e Shakespeare). Ainda hoje mantém o titulo de escritora mais rentável de todos os tempos no Guinness World of Records.

Romancista, contista, dramaturga e poetisa, foi no subgénero romance policial que se destacou. Desafiada pela irmã Madge a criar uma trama policial, publica o seu primeiro livro em 1920 - "O Misterioso Caso de Styles" - em que o emblemático (e para sempre lembrado) detective belga Poirot surge pela primeira vez. São vários os livros desta trama, mas foi em 1926 com o "O Assassinato de Roger Ackroyd" que ficou famosa, atingindo o auge da sua carreira em 1934 com outro dos seus livros mais famosos e mais adorados "Crime no Expresso Oriente". E pensar que fui ver este filme ao cinema (adorei, adorei, adorei!) sem ter a mínima noção do peso histórico que lhe deu origem, muito menos da fama do detective dos bigodes (vá, assumo um passado de ignorância literária). Sempre que ler um livro desta trama já tenho uma cara a atribuir a Poirot: Kenneth Branagh (embora a personagem já tenha sido interpretada por David Suchet e Albert Finney). Por acaso, e não me perguntem o porquê, quando penso em detectives imagino sempre um sujeito com um bigodaço do género (ah! ah! ah!), embora seja do tempo do Inspector Gadget e este não ter disso.
Só mais uma curiosidade: de todos, o livro "As Dez Figuras Negras" (publicado em 1939) foi o mais vendido, além de figurar na lista dos livros mais vendidos mundialmente (independentemente do género), a par com o "Don Quixote" de Miguel de Cervantes, "O Pequeno Príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry e "Harry Potter e a Pedra Filosofal" de J. K. Rowling, entre outros.

A escritora viu o seu talento e o seu papel na literatura oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o titulo de Commander of the British Empire. Já em 1971, foi condecorada pela rainha do Reino Unido, Elizabeth II, com o titulo de "Dame" do Império Britânico.
Em 2000, a Bouchercon World Mystery Convention galardoou a escritora com dois prémios: Melhor Escritora de Livros Policiais do século XX e os livros protagonizados por Poirot o prémio de Melhor Série Policial do séc. XX.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Focadíssima


e quase a ver abdominais ao fundo do túnel!

"Pare de querer, comece a fazer" foi a mensagem, o mantra, a luz, a inspiração, o "abre olhos", o "que-vocês-lhe-queiram-chamar" que vos quis passar (e a mim também) aquando a minha última partilha sobre as consultas de nutrição (rever aqui). E, senhores, OH senhores, é TÃO verdade!!

Nada cai do céu. Precisamos ser fortes, focados e dedicados naquilo que ambicionamos. Vale para tudo na vida! Neste caso, estamos a falar de saúde, bem-estar e de nos sentirmos bem com o nosso corpo, sendo um daqueles objectivos que considero fundamentais para cada um de nós. Não unicamente por vaidade ou questões estéticas, mas porque esse bem-estar acaba por reflectir-se interiormente, incentivando ao amor próprio, por exemplo. Ajuda, também, a ganhar maior auto-estima influenciando positivamente a nossa forma de estar na vida. Enfim, acho que todos percebemos a importância de cuidarmos de nós.

Depois de um período menos bom, deixei-me levar pelas más energias que acabaram por me influenciar negativamente em alguns aspectos (o cuidado na alimentação foi um deles), no entanto, o que lá vai, lá vai e sinto-me novamente mais focada e determinada.

Tinha saído da consulta de Fevereiro em modo ratazana deprimida por ter tido a confirmação do resultado do período com algum desleixo alimentício. Sabia que se queria chegar ao Verão e enfiar-me num biquíni sem sentir-me uma lontra-marinha, tinha de entrar urgentemente na linha, no entanto, ainda andei o mês de Março e parte de Abril a desafiar a lei dos bons costumes alimentares (daí nem ter marcado consulta). Foi aqui que se deu a origem do desafio dos 31 dias sem açúcar. Foi uma forma que encontrei de obrigar-me a entrar nos eixos, sendo uma espécie de incentivo, quanto mais não fosse por teimosia e orgulho de não querer falhar comigo própria nem com quem entrou no desafio comigo.

Loucura ou não, para além de não ter sido tão difícil como julgava (mesmo a levar com pessoas a comer sobremesas bem debaixo das minhas barbas, e ainda ontem com uma colher "voadora" de tiramisù), resultou! A consulta foi na semana passada (a 7 dias de terminar o desafio) e a balança marcou 57,8 kgs, 46 kgs de massa muscular e 19,4% de massa gorda. Mais músculo, menos gordura e já me encontro novamente abaixo da linha dos 20%, yeaaaaahhhhh!!

Fica bem mais fácil manter o foco e a motivação com a confirmação dos resultados. Portanto, é "só" uma questão de continuar a manter o foco em prática.

Por falar em foco, vejam só que estava eu ontem refasteladinha nos meus aposentos a desfrutar da minha leitura, quando uma alma sugere continuar com o desafio dos 31 dias sem açúcar por Junho a dentro. Tipo...com'assim? Com'assim já em Junho?! Tipo...logo de seguida? De rajada? De cabeça? Sem respirar? Sem uma bolsa de oxigénio chamada tripa com chocolate ou Cornetto Choc'N'Ball?! "Ah e tal respiramos no Dia da Criança e voltamos ao ataque" dizia ela.
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Folgo em saber que há pessoas ainda mais doidas do que eu. Não sei se me aguento. Junho, calor (esperemos), calor, gelados. Vou dormir sobre o assunto.


quinta-feira, 24 de maio de 2018

BOOK | "Nudez Mortal" de J. D. Robb


uma saga policial que decorre em 2058

J. D. Robb é o pseudónimo de Nora Roberts e "Nudez Mortal" é o primeiro livro da saga mortal. Insere-se no género policial mas também conta a história de um romance entre a tenente Eve Dallas e o bilionário Roarke, o que torna tudo ainda mais interessante (e apimentado também).

Comparo muito com a "onda" de Sandra Brown: crimes, policia, romance, mistério e suspense são os ingredientes chave. Se bem que para mim Brown continua a ser a maior no que respeita a reviravoltas na história. Nos livros de Brown vamos encontrar sempre personagens e histórias diferentes. Nesta saga, os episódios serão naturalmente diferentes, mas vamos ter sempre presentes como personagens principais Eve e Roarke, onde é suposto acompanhar a evolução da relação deles. Tendo em conta que a saga conta com 44 livros (apenas 27 deles publicados em Portugal)...bom, este romance deve ter pano para mangas!!

Eve Dallas é tenente da policia de Nova Iorque. É uma mulher forte e determinada, com um bom instinto que a torna uma excelente profissional, no entanto, há todo um passado que a fragilizou. Este é um dos pontos que torna a história mais cativante e faz a personagem mais interessante ainda. Este primeiro livro não desvenda muito desse passado, mas já revela qualquer coisa que faz querer descobrir mais.
Por sua vez, Roarke é um bilionário irlandês, neste primeiro livro e numa fase inicial é o principal suspeito na investigação do crime que Eve tem em mãos. Maaaaaaas...a magia acontece! É aqui que reside a minha única observação negativa. Acho que o envolvimento deles aconteceu demasiado rápido, principalmente tendo em conta que tratava-se de um suspeito e ainda pairavam dúvidas no ar. Terá sido o instinto (certeiro) a falar mais alto?

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Treinos bi-diários

Nota de redacção: Leggings lindonas da Yourself e vocês poderão usufruir de um desconto de 10% em qualquer peça (fazer o favor de ler o post até ao fim)! 

porque milagres só em Fátima!!

Minhas riquezas, o Verão aproxima-se a passos largos. Aproximam-se os banhos de sol, as leituras com o rabinho a tostar, as bolas de berlim, os finais de dia entre empalhadas, gelados e gargalhadas, os jantares mais tardios, a pele salgada, o bronze, as 32643 fotos de pernas ao sol ao melhor estilo salsichas Izidoro espalhadas pelo Facetrombas, mas lembrem-se que antes dessas pequenas maravilhas da vida há todo um corpo para enfiar num biquíni. E como sabeis...milagres só em Fátima.

Aqui para estes lados estamos na luta e voltámos aos treinos bi-diários. Comecei a fazê-lo em Maio do ano passado, mas depois meteu-se o Inverno e o meu espírito de sacrifício ainda não chega para conseguir sair da cama com chuva e um frio de rachar lá fora. Ainda por cima às seis da manhã ainda é de noite, ou seja, mais um ponto naaaada favorável. O psicológico também manda e a modos que os treinos matinais ficaram em stand by devido a ausência de força maior.

Mal a hora mudou para o chamado horário de Verão, ressuscitou em mim aquela energia positiva que faltou nos meses anteriores. De maneiras que tenho feito bi-diários duas vezes por semana, no máximo, que consiste numa aula de cycling às 7h da manhã e no crossfit às 19h.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Trilhos Luso Bussaco


desta feita, devidamente calçada!

O terceiro trail do ano e o mesmo sentimento de sempre: chegar ao fim e pensar "já está", "consegui", "venha o próximo". Aquele misto de desafio/superação que enche a alma e faz desejar por mais. O trail é isto. Mas também é ter de lutar contra o corpo e saber usar a cabeça nessa luta. É ter de ser mais forte a todos os níveis. É "c@&#% que a subida nunca mais acaba", "fdx, mais uma subida", "não aguento", "tirem-me daqui", "é desta que vou aos trambolhões até lá baixo", "nunca mais me meto nisto", "socorro", mas depois chegamos à meta e o "milagre" acontece. As dificuldades transformam-se em orgulho e os queixumes em sorrisos.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

BOOK | "Vidas Trocadas" de Sandra Brown


reviravoltas que culminam num desfecho inesperado!

Terminei a primeira leitura do mês e confirma-se: Sandra Brown não desilude na sua escrita de romances policiais. Não admira mesmo que seja autora de dezenas de bestsellers do New York Times.

Como sabem, o último livro que li foi "Rapto Escaldante" e optei por ler logo de seguida um novo livro da mesma autora, tal foi o envolvimento/entusiasmo com a sua escrita.
E se a história de "Rapto Escaldante" foi marcada pelo mistério e por reviravoltas, esta nem se fala!

Muito, muito resumidamente, o livro conta a história de duas gémeas verdadeiras praticamente impossíveis de distinguir - Gylian e Melina -, que decidem fazer uma partida como no tempo de crianças e trocam de identidade, fazendo-se passar uma pela outra. Troca esta que não damos conta no imediato, sendo uma das primeiras passagens surpreendentes do livro. À conta desta brincadeira Gylian é assassinada. Ou terá sido Melina? O que está por trás deste crime?

Mais uma vez a autora surpreende com um enredo cheio de suspense a cada virar de página. A história desenrola-se rapidamente, não é daquelas que anda ali a engonhar, sendo mais um ponto a favor deste livro. Ao longo dos acontecimentos dei por mim a tecer teorias e a tentar descortinar cada mistério. A autora prende eficazmente o leitor desde o primeiro capítulo e é impressionante como consegue relatar os factos de forma a encaminhar-nos para uma determinada situação e de repente pumbas, sai tudo ao contrário.

Agora vou virar-me para Nora Roberts (que já andava em pulgas!!), mas quero muito ler mais livros desta escritora. Aliás, querer mesmo querer, quero a colecção TODA!! E fico super contente por saber que algumas meninas sentiram-se incentivadas por mim e já compraram um livrinho desta autora (e também resolveram optar pelo OLX!). Espero que gostem tanto quanto eu! Se for o caso, sempre podemos combinar comprar um novo livro para lermos ao mesmo tempo e trocarmos impressões ao longo da leitura. Que dizem? =)


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Aquela sensação de tiro no escuro

Foto: google
e não saber se vou odiar andar em cima de pitons!!

Depois do II Trail Escutista, do trail no Alfusqueiro, do trail da LAAC, do Bela Bela e de corridinhas várias por entre asfalto, montes e vales, assassinei por completo as minhas Pegasus!! Agora, nem de estrada nem de trail (fuuuuuck)!!

Já estava mesmo a ver o filme. Correr com sapatilhas de estrada em zonas escarpadas foi o mesmo que assinar a sua certidão de óbito. Das sapatilhas e de mim própria, já agora, visto ser um perigo correr em determinadas zonas sem calçado adequado, neste caso, com boa aderência. Ainda assim, não me deixaram ficar assim tão mal. Tirando duas ou três escorregadelas (principalmente neste último trail) e ter ficado com algumas dores nas articulações no fim do trail do Alfusqueiro, não me posso queixar do seu desempenho, no entanto, já deram o que tinham a dar.

Nas últimas corridas que fiz depois da última prova (o Bela Bela no inicio de Abril), em estrada e distância curta, senti sempre um desconforto enorme na zona das canelas ao longo de toda a corrida. Automaticamente, a minha carteira também ficou com uma dor aguda porque era o sinal: "tens mesmo de investir numas sapatilhas novas, Bruna Filipa!!"

Deixei andar mas agora não há como fugir, a menos que queira continuar a correr com cara de quem está aflitinha para ir à casa de banho. E o pior é que em vez de umas, tenho de comprar DUAS sapatilhas!! Ninguém merece. Mas vá, para já a prioridade são mesmo as sapatilhas de trail até porque tenho uma nova prova já este domingo - Trilhos Luso Bussaco e diz que logo de inicio é sempre a subir até à Cruz Alta (4/5 kms coisa pouca).

O que me está aqui deixar com palpitações é que se não é fácil escolher sapatilhas de estrada, escolher uma sapatilha de trail consegue ser ainda pior. Nas sapatilhas de estrada o foco principal da escolha são o amortecimento uma vez que as condições do piso são sempre as mesmas. Nas de trail, além da questão do amortecimento também é muito importante ter em conta outros factores como a sola/piso. E isto está a consumir-me de nervos!!! Senão vejamos: o calçado mais adequado depende do tipo de trilho a correr - mais técnico, menos técnico, zonas mais escarpadas ou trajectos pouco acidentados, mais ou menos lama -, pelo que a sola pode ser mais grossa, menos grossa, ter pitons altos ou mais baixos, depois é o peso da sapatilha e pardais ao ninho. E eu pergunto: querem que a malta compre umas sapatilhas para o Bela Bela, outras para o Caima, outras para os Abutres, outras para o Paleozóico, umas de Inverno, outras de Verão, outras de Outono e que a seguir venda o carro, a casa e o gato?!

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Abril em leituras


Foi um mês produtivo, portanto. Acho que depois disto estou com estofo para pegar num Anna Karénina. Naaaaaa, calma gente, ainda não, um quilo de livro ainda assusta eee...digamos que ainda não tenho maturidade suficiente para gastar 30€ num livro (AH! AH! AH!). Mas está na lista, não fosse um daqueles clássicos obrigatórios e considerado um dos melhores e mais importantes romances de todos os tempos. Quem sabe se não fica para uma espécie de desafio literário: meter abaixo a Anna Karénina em 31 dias. Já que estamos numa de desafios...quem sabe! Lá para Outubro penso nisso.

Para já, para já, tenho em mãos um novo livro de Sandra Brown - "Vidas Trocadas" -, porque, como já sabem, fiquei realmente fã da escritora, e o "O Anjo Branco" de José Rodrigues dos Santos (não é um Anna Karénina, mas, cum catano, também é um calhamaço do caraças), porque tenho curiosidade na escrita dele e também é preciso dar valor ao que é nosso.

Estes dois livros já devem dar para o mês inteiro, mas dei conta que a Bertrand - a propósito do Dia da Mãe - está com descontos muito interessantes, pelo que estou bastante tentada em aproveitar. Isto, porque dei conta que três exemplares da escritora Nora Roberts estão com alto descontão em cartão (40% e 50%). Nora Roberts é outra escritora que palpita-me ser das boas e daquelas que vou gostar. Tenho lido óptimas referências e não há como não ficar curiosa, principalmente, por também escrever uma saga policial/mortal sob o pseudónimo J. D. Robb. Penso que será um pouco do género de Sandra Brown: policia, FBI, sangue, mortes, mistério, suspense e romance à mistura. Elucidem-me se estiver enganada. 

E vocês, o que é que andam a ler? Contem-me tudo.


quarta-feira, 2 de maio de 2018

A propósito do desafio deste mês...

...encontrei este livro:

aqui
A sinopse diz o seguinte:

"Os bolos e os doces são a face visível do açúcar. Mas o verdadeiro perigo esconde-se na grande quantidade de produtos à venda com designações enganosas que o levam a pensar que está na presença de alimentos e bebidas saudáveis. A presença do açúcar em alimentos processados e bebidas industriais veio aumentar em grande escala o consumo desta substância, que em poucos anos deixou de ser considerada um luxo alimentar gerador de prazer para se revelar um verdadeiro inimigo da saúde.

Mas como aconteceu essa mudança? Que perigos oferece, de facto, o açúcar para a nossa saúde? Que doenças se desenvolvem especificamente a partir do seu consumo exagerado? E, acima de tudo, o que podemos fazer para reduzir este consumo e regressar a hábitos alimentares mais saudáveis?

Neste livro, Miguel Ángel Almodóvar, investigador na área da saúde e alimentação, analisa de forma séria e imparcial os riscos que o consumo desenfreado de açúcar comportam para a saúde, contribuindo para o aumento da taxa de obesidade e, consequentemente, da proliferação de doenças como a diabetes tipo 2, a síndrome metabólica, os problemas cardiovasculares e até o cancro."

Fica a dica caso alguém queira saber mais sobre o assunto. =)
Quanto ao desafio "#31diassemaçúcarbyGata", para já, tudo tranquilo. Nada de pesadelos, nada de  tremeliques nas pernas, nada de visões e nada de suores frios. Também, só passaram dois dias e digamos que a grande prova de fogo vão ser os fins-de-semana, mas...vamos ser fortes!!


terça-feira, 10 de abril de 2018

Trail Bela Bela 2018


para o ano há mais

É verdade que sou uma novata nestas andanças e há, certamente, outros tantos trails com percursos super giros ao nível de paisagem e meio envolvente (tipo o MIUT, uma cena assim mais à frente), mas, NÃO M'ENERVEM e com licença: Belazaima do Chão (freguesia do concelho de Águeda, não vão vocês andar meios perdidos no mapa) tem dos trilhos mais bonitos, e tenho dito.

Dureza e cãimbras à parte (já lá vamos), foram 17 kms muito gratificantes devido a toda a envolvente, às paisagens, à descoberta, a pequenos grandes pormenores e ao esforço notório por parte da organização em criar um percurso bastante interessante. Cada quilómetro era percorrido com o entusiasmo de querer saber "o que virá a seguir".


O meu primeiro "txiiiii ca cena brutal!!" foi quando dei de caras com 50 metros (nem tanto, vá) de túnel com água quase pelo joelho, com um pequeno fio de luz LED no topo para não irmos totalmente às escuras. Felizmente, não sou claustrofóbica nem me ocorreram pensamentos do demo tipo a possibilidade de haver ratazanas flutuantes. A parte de subir a cascata também foi espectacular (apesar do cuidado que exigia para não ir com a cremalheira ao chão, por exemplo). Isso e os cartazes simpáticos e bastante sugestivos que íamos apanhando pelo meio.
Chegar ao topo, no Cabeço Santo, ver todo o horizonte e contemplar toda aquela paisagem também foi incrível (principalmente, por termos a real noção do quanto subimos). Dá para renovar energias e quase que esquecemos todas as caralhadas proferidas mentalmente ao longo da subida e que segundos antes estávamos à beira de vomitar um pulmão. E as passagens em pleno leito do rio? Não, senhores, não estava seco, tinha muiiiiita água a correr!! A primeira vez teve a sua piada, mas confesso que as seguintes passagens que implicavam ir na água mexeram-me com os nervos. Odeio a sensação de não saber onde estou a meter os pés e com a corrente da água era praticamente impossível ver o que quer que fosse. Foi o verdadeiro "seja o que Deus quiser". Já para não falar no desconforto que era retomar a corrida em terreno seco, uma vez que mal sentia os pés de tão gelados.

Lista de desejos (literários)


Diz que Abril é o mês do livro e eu estava aqui a deambular pelo site da Bertrand - ver descontos etc e tal -, até que fui cuscar o que é que eu já tinha adicionado à minha lista de desejos. Então temos o seguinte (não se assustem):

1- O Tatuador de Auschwitz de Heather Morris;
2- O Homem de Giz de C. J. Tudor;
3- Casa de Espiões de Daniel Silva;
4- A Rapariga no Gelo de Robert Bryndza;
5- Ensina-me a Voar sobre os Telhados de João Tordo;
6- Águas Profundas de Robert Bryndza;
7- A  Ordem Oculta de Brad Thor;
8- A Mulher à Janela de A. J. Finn;
9- Hotel Memória de João Tordo;
10- Diz-lhe que Não de Helena Magalhães;
11- O Projeto Rosie de Graeme Simsion;
12- O Efeito Rosie de Graeme Simsion;
13- Vive a Tua Luz de Inês Nunes Pimentel;
14- Louca de Chloé Esposito;
15-Tornado de Sandra Brown;
16- Caminhos Sombrios de Sandra Brown;
17- O Último Minuto de Sandra Brown;
18- A Rapariga que lia no metro de Christine Féret-Fleury;
19- Anjos e Demónios de Dan Brown

Posto isto, apelava à vossa gentileza e, no caso de já terem lido algum destes livros, pedia que deixassem aqui o vosso feedback acerca do mesmo. Sim? Pode ser? Muito agradecida. Ah! Também podem deixar as vossas sugestões ou partilhar o que andam a ler. Eu sou mais de policiais, mas de momento estou a ler uma espécie de romance histórico e estou a gostar bastante.


sábado, 7 de abril de 2018

Correr no meio do mato

2º Laac Trail - 25 de Março de 2018
Atravessar rios e riachos de água lamacenta, trepar montes e montes de terra, cordas, pontes improvisadas (e duvidosas), subidas de proferir caralhadas até lá cima e mais além, descidas de temer ficar sem dentes, saltitar por entre pedras, pedregulhos, galhos e cenas assim. Não ter medo de sujar a roupa nem nojo de ir com as mãozinhas de princesa à terra e de enfiar os pés na lama (e sabe-se lá onde). Companheirismo, muito companheirismo. Espírito de ajuda. Chegar ao fim e radiante da vida, mesmo com arranhões nas pernas e nos braços, possíveis pisaduras e com uma segunda camada de pele chamada pó/terra. Assim é correr no meio da natureza.

Na altura que comecei com isto das corridas e o bichinho acabou por ficar, sempre me disseram que trail não tinha nada a ver com as corridas em estrada: "correr no mato é qué fixe", "tens é de experimentar ir para o meio do mato", "opaaaaa quando é que vens correr para o mato?!!". Confirmo. É, sem sombras de dúvidas, muito mais giro e desafiante. E claro, muito mais duro também. Mas como diz a "outra": "o que não te desafia, não te transforma".

Conto apenas com quatro provas (e um xtrail onde quase faleci [rever aqui o meu atestado de quase-óbito]), sendo que o trail dos trails, o mais desafiante, técnico e exigente, foi o do Alfusqueiro em Julho do ano passado. Foram 18,5 kms de muita dureza, sendo que os primeiros 5 kms (sim, CINCO) foram sempre a subir com direito a escalada de rochas. E o calor? Deusmalivremacuda. Já para não falar nos últimos dois quilómetros (sempre a descer) que foram horríveis de tantas dores no joelho e nos tornozelos (fruto de sapatilhas inadequadas e possível falta de magnésio). E o cúmulo? Ter uma cãimbra mesmo a chegar à meta. No fim, o prazer da superação e a experiência em si aligeiram qualquer dor. É muito gratificante e passei por zonas que jamais conheceria se não fosse a prova. É outra das coisas boas dos trails.

E amanhã há mais. Desta feita, pelos trilhos de Belazaima, uma prova que em muito se assemelha à do Alfusqueiro, pelo menos ao nível técnico e de exigência. A malha está garantida, mas o desfrutar de paisagens deslumbrantes também. E o cúmulo? Continuar com sapatilhas inadequadas.