Não sei se é do açúcar em excesso, ou se é da falta de uma vida ou se do facto de ter partilhado o meu estado de melancolia, mas ontem os fofinhos dos meus anónimos ressabiados estavam particularmente criativos. Ou parvos, vá. Só mesmo gentinha fraca e vazia de espírito é que ataca (ou tenta) outro alguém nos seus momentos mais down. É que nem o Natal, nem a esperança de um Ano Novo ilumina estas pobres almas perturbadas. O ano muda, mas a mesquinhez e o azedume continuam em todo o seu esplendor.
Isto de ter um blog era bem mais fácil se não tivéssemos de lidar com gente estúpida, mas infelizmente o ar é de todos. Na blogosfera todo o blogger, pequeno ou grande, tem os seus haters de estimação. Fieis companheiros que "não gosto", que "metes nojo", que "és ridícula-idiota-parva-burra-estúpida-e-feia", que "este blog é uma merda", mas estão aqui batidinhos tooooodos os dias sempre prontos a destilar veneno, a deixar uma palavrinha de ódio, a largar frustrações e a lançar teorias merdosas. Faz parte e confesso que até tem o seu lado divertido e até me dá um certo gozo, porque é assim que eu levo a coisa, na "descontra", meus amigos. Sempre ouvi dizer que gente bem resolvida não inferniza a vida alheia e que ninguém odeia o fraco. Por isso, nem consigo não gostar de vocês, o que sinto mesmo é pena.
Parece uma coisa transcendente, mas se não gostam do blog, não leiam o blog. Fácil. A não ser que tenham feito uma promessa a Maria de Fátima. Ahhhhhhhhhhhh nãoooo, eles vêm aqui para se rirem e para ver se a coisa melhora. Pardon my french, não percam mais o vosso precioso tempo, porque (e é com um enorme pesar que vos digo)...isto não vai melhorar. Pior? A tendência será sempre para piorar. Mas se precisam de uma desculpa para pôr aqui os cotos, eu percebo, mas continuo a dizer que talvez fosse mais interessante dedicarem-se à renda de bilros ou, então, sempre podem ir soltar a franga para outro lado.
Também acho graça à bandeirola do "tu não sabes aceitar criticas" e há sempre quem fique muito inflamado (os mesmos ressabiados) quando eu respondo ironicamente a alguém. Pois eu acho que o vosso grande problema e o que vos provoca uma grande coceira e o que vos deixa numa ira profunda é, e perdoem-me o termo, eu estar a cagar-me de ALTO para as vossas criticas (falo das destrutivas, hã). Eu sei que vocês acham que eu devia era comer e calar, mas lamento, volta e meia apetece-me dar-vos trela e trocar umas ideias com vocês. Basta abrirem os comentários para verem a carrada de criticas que aceito (algumas delas nem nunca deveria ter aceite) e que muitas das vezes nem respondo. Eu sei que a vossa pobreza de espírito não vos permite, mas não vamos confundir criticas construtivas com insultos, ataques pessoais e com comentários puramente maldosos que é isso que vocês, anónimos ressabiados, são, mal-do-sos. E vazios. E, certamente, com vidinhas muito sem graça.
Há uns tempos escrevi
isto e hoje sublinho cada palavra, uma a uma e ainda acrescentava mais uns pontos, mas já esgotei o tempo de antena que tinha para com esta gentinha, até porque por mais que escreva há sempre alguém pronto a pegar nas entrelinhas e apontar o dedo. Este é o lado negro da
blogosfera, os cobardes que se aproveitam do anonimato para destilar veneno, mas nem tudo é mau, há coisas que prevalecem sempre e este mundinho já me fez chegar a muitas pessoas do bem com quem tenho o enorme gosto de manter contacto e também já me trouxe outras tantas coisas boas. Enquanto tiver leitoras como a Marlene, por exemplo, tão pouco me importam os ressabiados desta vida. Tão pouco me importam os ataques vãos, porque enquanto o prazer de espezinhar é passageiro, dura apenas o tempo de escrever um comentário, o meu sentimento de estar de bem com a vida é infinito. E acho que é isso mesmo que está a faltar a muito boa gente, sentirem-se bem consigo mesmas. Mas isso é algo que vem de dentro e quando o interior é tão escuro...

P.S.: Anónimo ressabiado, sim tu aí, só mais uma coisinha. Não preciso fazer ninguém de parvo, principalmente, quando a pessoa já o é geneticamente.
Peço desculpa aos meus leitores (do bem) que não têm nada a ver com o assunto e têm de levar com isto, mas vocês sabem que isto não é para vocês. Também compreendem que uma pessoa acumula, acumula e que uma hora a tampa salta. Às vezes, é preciso pôr os pontos nos "i's". Mas isto foi só um à parte, amanhã voltamos à pirosice do costume.