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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Pequenas considerações a ter antes de enfiar um gato dentro de casa



Mal vi a partilha do video acima pela Rádio Comercial, achei por bem analisar e verificar se confere. É que é sempre bom saber que não estamos sozinhas nas peripécias da vida, seja humana, seja felina, seja humana/felina. Também considero bastante pertinente alertar os futuros donos de gatos para possíveis-mais-que-certas-situações, assim, na hora de quererem atirar o gato pela janela, não podem dizer que não foram alertados. Sim, sim, que se desengane aquele que acha que um gato em nada altera a vida de uma pessoa, porque é mentira meus amigos, é uma graaaaande mentira.
Pois muito bem. Se já desconfiava, este vídeo só veio comprovar que tenho mesmo um diabo em forma de gato lá em casa. É que o que testemunham neste video ao pé daquilo que o meu gato, o Pepe, tem feito durante estes seis meses de vida em conjunto, não é nada, rigorosamente N-A-D-A.
Mas vá, vamos por partes. Segundo o vídeo temos o seguinte:
  1. O trabalhar no computador. De facto, não é a mesma coisa. Há sempre ali à volta uma bola-de-pêlo-andante a querer ser o centro das atenções, a querer mimo, e não pára enquanto não lhe passarmos a mão pelo pêlo. Os níveis de concentração são sempre muito reduzidos, e o que podíamos fazer em dez minutos, fazemos numa hora. Ainda assim, devo dizer que nunca entornou um copo de água, mas isso é porque nunca levo um quando estou enfiada no portátil.
  2. O acordar. Ora aqui está uma grande diferença na vida das pessoas que têm gatos. Deixamos de acordar com o toque irritante do telemóvel para passar a despertar ao toque das patas felinas que andam ali, para trás e para a frente, desde o dedo mindinho do pé até às pontitas do cabelo. Quando não é com pequenas mordidelas nos dedos das mãos. Ah! Com a vantagem (ou desvantagem, dependendo do ponto de vista) de acordar bem antes da hora. É rara a vez que adormeço de barriga para cima, mas numa dessas vezes, já aconteceu acordar durante a noite com a sensação de peso morto em cima de mim. Quando lá consigo abrir metade de um olho, vejo que tenho o Pepe em cima do meu peito, com o focinho quase em cima do meu nariz. E cuidado. Sempre há a possibilidade de acordarem com regurgitado de gato no chão, pelo que devem ver bem onde põe os pezinhos (não vamos falar da vontade que já me deu de pegar-lhe pelo rabo, dar-lhe trezentas voltas e largá-lo pelo ar).
  3. O arranjar desculpas. Nunca me deu (mas nunca se sabe) para dizer que não vou sair porque tenho de estender o gato ao sol, ou porque tenho de mete-lo na lixívia, ou porque tenho de lhe fazer a manicure e pedicure. Mas que não faltou vontade de ficar com ele na caminha a fazer rom-rom ao invés de ir trabalhar, lá isso não faltou.
  4. A decoração da casa. Sim, é verdade que o arranhador passou a ser um objecto decorativo (apesar do estropicio do gato preferir o sofá para o efeito), bem como a cama (apesar de nunca lá ter feito uma única sesta que fosse).
  5. O dialogo com o gato (como se ele entendesse perfeitamente o que dizemos). Confere. Eu e o Pepe tecemos longas e interessantes conversas, principalmente, quando sou eu que chego primeiro a casa (que é quase sempre). Antes de o ter, era entediante chegar a casa e não ter vivalma para trocar umas ideias, tinha de fazê-lo sozinha. E digo-vos, não sei o que será mais digno de passagem pelo manicómio, se o falar sozinha, se o falar para um animal de quatro patas.
  6. O ir à casa de banho (ou, o acto de ir fazer as necessidades fisiológicas). Outra grande alteração nas vidas dos donos de gatos. Se antes estávamos sossegadinhos, nós e a sanita (e muitas vezes, o telemóvel também), agora, estamos nós, a sanita e um gato ao nosso colo. Quem diz ao colo, diz pendurado nas nossas pernas a brincar. Um máximo, fazer cocó e xixi nunca foi tão divertido como agora. 
  7. O ver gatos. Aqui nada mudou na vida da minha pessoa. Desde que me lembro ser gente que faço sempre um "festival" (para não dizer figuras tristes) quando vejo um gato ou um cão. E é mais ou menos como no video "ohhhhhhhhhhhh que coisinha tão boa", "aiiiiiiiiiiiiiiiii tão liiiiindoooooooooooo", "ahhhhhhhhhh coisinha linda e fofa da mamã", e por aí adiante. E sim, também trato o gato como um filho, é inevitável.
Estes são os pontos base relatados no video acima, mas sou menina para acrescentar outros tantos, uma vez que o Pepe é gato para isto e muito mais. No entanto, não quero assustar ninguém, nem quero que desistam da ideia de ter uma alma felina em casa, looooooonge de mim, por isso prometo conter-me. Posto isto, cabe-me a mim, possuidora de um gato (ou de um diabo em forma de gato), alertar para o seguinte:
  1. Cuidado com as torneiras. Se os vossos bichinhos de estimação forem tão habilidosos quanto o Pepe, correm sérios riscos de chegar a casa e terem uma surpresa daquelas perfeitamente dispensáveis. Refiro-em a algo que já foi relatado aqui, pelo que vou evitar voltar a tocar no assunto, não vá dar-me um sulipampo qualquer. Voltamos ao tema quando a conta da água e do gás chegar.
  2. Cuidado com as janelas. Se não querem ter um principio de ataque cardíaco, e se o vosso animalzinho for dado a actos suicidas, estejam mais atentos às janelas abertas. Ou isso, ou era uma vez um gato.
  3. Cuidado ao alapar o rabinho. Se não querem ficar com tufos de pêlo agarrados ao rabo e, muito menos, ir para o trabalho nestas figuras, olhem duas vezes antes de se sentarem. Como vos disse, o Pepe nunca quis saber da cama (dinheiro gasto em vão, quando podia ter comprado cuecas e meias), o melhor poiso dele são mesmo as cadeiras da mesa de jantar. E não se contenta com uma, gosta de fazer uso das quatro. Deve ser uma para de manhã, uma para a tarde, uma para a noite e outra para intervalar.
Bem, acho que vou ficar por aqui. Não vale a pena  mencionar o facto de nunca mais ter conseguido manter a casa limpa, pelo menos, por uma horita, nem o facto de ter a pele do sofá a desfazer-se em migalhas. Também não vale a pena falar do pêlo nas roupas, hummm a bem dizer, do pêlo a esvoaçar por todo o canto e esquina. Nem vamos falar das areiazitas que o gato traz agarradas às patas sempre que vai ao WC- gato, e que ficam espalhadas por tudo quanto é lado. Também não me parece que valha a pena mencionar o facto de já ter perdido a conta às vezes que o raio do gato já virou a taça da comida e da água, deixando a cozinha num caos.
Sendo assim, despeço-me com a sensação de dever cumprido. Mas ainda acrescento que, tirando tudo isto (que no fundo não passam de pequenos pormenores), ter um gato é uma verdadeira animação e dá vida a qualquer lar. E o meu Pepe até podia ser mais calminho, podia ser um molengas, podia ser um come-e-dorme, mas sem duvida que não era a mesma coisa.

Aqui está o Pepe, o terror amor lá de casa.

24-09-2013 15-51-22

28 comentários:

  1. O Pepe é um amor...e tudo o que de errado fizer...nós encontraremos sempre uma justificação e ele também!
    Não tenho gatos mas vivo rodeada deles pois a vizinhança tem!
    Eu tenho uma cadelinha e sei que a minha vida...nunca mais foi a mesma!!!
    Bj

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  2. Ele pode ser um terror mas é fofo e giro que se farta!

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  3. Ooooh tão fofo é mesmo giro o Pepe :)

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  4. Agora espera quando tiveres filhos! :P Todos os pontos enunciados vão ter mais floreados! :P

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    1. Eu costumo dizer que o Pepe é uma pequena preparação para os futuros rebentos! Eheheheh

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  5. Confere xD tudo tal e qual, mas com alguns extras... Só quem os tem é que entende, não é?
    Olha aqui a menina dos meus olhos:

    http://beinbetween.blogspot.pt/

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  6. Apesar de tudo isto (e de andar toda cheia de mordeduras do meu gatinho) não o trocava por nada. Os gatos são animais fantásticos :)

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    1. Lá isso é verdade. Eu reclamo, reclamo, mas já não vivo sem ele! :D

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    2. É como eu :D eles fazem asneiras mas depois olham para nós com aqueles olhinhos fofos e não conseguimos resistir ehehe
      O Pepe é mesmo lindão!!!

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  7. Soubesse eu de tudo isto antes... e voltava a ter as mesmas gatas vezes sem conta. :)

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  8. Sei bem o que isso é. Já tive algumas "pequenas" surpresas ao chegar a casa. Como por exemplo ter os cortinados e respectivo varão no meio de chão. Ou virar as costas por meio segundo e onde é que está o meu Bollycao? Sim, o meu gato come tudo e mais um par de botas.

    inmyworldcat.blogspot.pt

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  9. nao tens dinheiro para casar

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    1. AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!

      Anda por aqui alguém preocupadíssimo (para não dizer obcecado) com o estado da minha saúde financeira, ai anda, anda. Mas ainda bem, é bom saber que se preocupam taaaaaanto connosco.
      Fazemos assim, na hora do aperto eu falo consigo, sim? Já que se preocupa tanto, de certeza que não se vai negar a financiar-me uns trocos.

      E já agora, em que parte do "ter ou não ter dinheiro" entra o gato?! Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh já sei! Na falta de dinheiro vendo o gato.

      Aiiiiiii Deus sempre é pai de cada c...

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  10. As minhas babes, que são duas gatinhas dão me cabo da cabeça especialmente quando resolvem fazer complô em conjunto para fazerem asneiras, adoro as de paixão e a minhas casa n era a mesma coisa se elas n existissem :) o teu pepe é lindo lindo.

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  11. Nháá, quem tem/teve gatos, não fica sem. Dão trabalhinho, sim, mas são muito amor *-*

    Beijoo'o

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  12. A minha gata é uma santa. Só vai ao arranhador, é limpinha e tal e nunca afiou as unhas em sítios que não devia. A minha gata e diferente de todos os outros gatos xD

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  13. Ter cães também não é nada fácil mas são tão amorosos que rapidamente esquecemos tudo o resto, basta olharem com aquele ar fofinho e pronto estamos a enchê-los de mimos em 2segundos, conferes?
    Beijinho

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  14. Uma coisa é certa, não falta animação em casa :p

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  15. Tenho duas gatas e qual delas a melhor

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  16. Bom, o Pepe quebra qualquer monotonia que possa haver aí em casa. A animação é garantida!

    Vanessa S.
    De Saltos por Lisboa,
    desaltosporlisboa.blogspot.pt

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  17. O meu mais velho é parecidíssimo com o teu Pepe, só que é um lanzão. A miúda, já essa é sacana todos os dias! E já não sei viver sem gatos! É a melhor terapia que se pode ter, Terapia do Pêlo, segundo o Calvin :))) http://depositodocalvin.blogspot.pt/2008/01/calvin-haroldo-tirinha-385.html

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  18. Quem tem gatos ou já teve e ouve esta rubrica fica sempre com um sorriso na cara pois tudo o que eles disseram confirma-se :-)

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  19. São a melhor coisinha do mundo! :)

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  20. Este post é-me tão familiar!:)

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  21. eu não gosto muito de gatos. :)

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  22. se já é maluquice falar pró gato, agora imagina falar para uma gata surda :p mas ela percebe tudo!loool

    beijokas

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  23. Adoro a minha Maggie e a nossa vida e a nossa casa nunca mais foi a mesma, mas não a troco por nada... :)))

    Ana Silvestre

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