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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Lista de desejos (literários) - update


Ora, dizia eu que já me via a trocar um par de sapatilhas por cinco ou seis livros (isto vindo de mim e assim à primeira vista parece caso médico). Pois, só para verem bem o estado da coisa, tenho 60 livros na lista de desejos da minha página pessoal na Bertrand. Tendo em conta que ando a fazer uma média de três livros por mês, lá para o final do próximo ano devo ter aviado tudo. Isto, se a curva da função "wishlist literária" não fosse de tendência crescente. Seja lá como for, o mais certo é ter de começar a arrumar livros na casa-de-banho (ah! ah! ah!).

Toda eu sou policiais, mas tenho vindo a alargar horizontes e a minha ideia é mesmo esta: alternar policiais/thrillers (explorando novos autores) com romances, e leituras mais "comerciais" com grandes clássicos. No mês passado, por exemplo, depois de terminar Agatha Christie peguei num thriller lançado há pouquinho tempo que já vos falei no post anterior, e agora estou com um grande clássico em mãos: "Jane Eyre" de Charlote Brontë. Para ler assim de seguida, já tenho comigo e prontinho a ser devorado o livro "Mulher à Janela" de A. J. Finn que tooooooda a gente fala, que toooooda a gente que lê adora e que eu estava mortiiiiiinha por pegar nele. Entretanto, a Wook esteve com descontos e a modos que senti-me obrigada a aproveitar, de maneiras que já vem a caminho o "Pedido de Amizade" de Laura Marshall, outro lançamento recente com feedback muito positivo.

Mas o que não faltam são livros que quero muito, muito, muito ler. A saber:

- "Anatomia de um Escândalo" de Sarah Vaughan;
- "Escaldão" de Laura Lippman;
- "A Mulher do Viajante no Tempo" de Audrey Niffenegger;
- "Cem Anos de Solidão" de Gabriel Garcia Márquez;
- "O Livreiro" de Mark Pryor;
- "A Mulher do Expresso Oriente" de Lindsay Jayne Ashford;
- "Mataram a Cotovia" de Harper Lee;
- "As Intermitências da Morte" de José Saramago;
- "O Monte dos Vendavais" de Emily Brontë;
- "Seis Anos Depois" de Harlan Coben;
- "A Namorada" de Michelle Frances;
- "Pedido de Amizade" de Laura Marshall;
- "O Sonho Mais Doce" de Doris Lessing;
- "A História Secreta" de Donna Tartt;
- Tooooodos de Sandra Brown.

Entre outros tantos e tantos.

E devo confessar desde já que tenho uma grande lacuna na minha estante: os únicos autores portugueses que por lá constam são Daniel Oliveira (que não é propriamente o pináculo da literatura portuguesa) e José Rodrigues dos Santos, sendo que relativamente a este último ainda nem li o livro (talvez um pouquinho influenciada por opiniões não muito empolgantes sobre o mesmo). É verdade que li "Os Maias" de Eça de Queirós e a "Aparição" de Vergílio Ferreira, mas "não contam" porque na altura li por obrigação e já nem me recordo das histórias. Do que vou vendo por aí, sinto que é geral esta tendência para a literatura internacional, mas a verdade é que também há muita coisa boa de origem portuguesa.

E as minhas mesdames? Como é que estamos de leituras? Já sabem o que vão querer ler nas férias?


"À Beira de um Colapso" de B. A. Paris


tem tanto de viciante como de arrepiante!

Acho que foi o primeiro thriller que li que me deixou num desassossego do inicio ao fim. Não quer dizer que os anteriores tenham sido maus, mas este teve a particularidade de me deixar inquieta como se eu própria fosse a Cass.

"À Beira de um Colapso" é um thriller psicológico super empolgante que nos mantém agarrados ao livro desde a primeira página. Mostra-nos como nem sempre tudo o que parece o é na realidade. Mostra, também, até onde vai a crueldade das pessoas e como são capazes de tudo para atingir os seus objectivos, não olhando a meios para o conseguirem. O pior de tudo na história do livro é o choque com a realidade: nunca conhecemos quem nos rodeia (coisa que muito acontece na nossa vida).

Com uma narrativa super empolgante do inicio ao fim, é impossível não gostar da história e facilmente se compreende o facto de ter sido considerado o melhor thriller de 2017 pela Barnes & Noble. Gostei tanto que estou bastante tentada a comprar o primeiro livro desta autora - "Ao Fechar a Porta" -, sendo que também é um bestseller com muito sucesso.

Para já, entreguei-me a um clássico de Charlote Brontë, mas a lista de livros que quero ler não pára de aumentar. Ai jasuuuuuuus, que já me vejo a trocar um par de sapatilhas por cinco ou seis livros!!


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Relax, it's weekend! #36

Então, meus torrõezinhos de caramelo crocante! Além de apoiar a nossa Selecção, já sabem o que vão fazer neste fim-de-semana de chuva e trovoada?
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(posso proferir um certo nível de asneiredo?!)
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Ninguém merece!! (fiquemos por aqui)

Bom, falhei na passada sexta-feira, mas hoje cá estamos com a sugestão do costume. Espero que gostem!

Macacão Zara (aqui) | Mala Parfois (aqui) | Sapatilhas Adidas (aqui)


Bom fim-de-semana e que Portugal dê uma cavazada nos uruguaios!

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Quem quer uma barriga lisinha lisinha?


este post é para vocês (que é como quem diz, nós)!

Para mal dos nossos pecados, o nosso corpo é pró em acumular gorduras e, geralmente, a zona abdominal é a mais critica. De triciclo, de bicicleta ou de camião TIR, 99,5% da população sabe bem o que é carregar com o chamado "pneu". E não é bonito, não é agradável, mexe-nos com os nervos, ainda por cima com a abertura da época balnear há todo um corpo para enfiar num biquíni e é quando a malta se lembra de começar a mexer o esqueleto e correr atrás do prejuízo.

Más noticias? Barriga minimamente apresentável requer (muito) tempo de dedicação e não é de uma hora para outra a gordura localizada, miligrama por miligrama, evapora-se. É preciso dar o corpo ao manifesto durante o ano inteiro e não a dois dias do Verão.
Boas noticias? Nunca é tarde para começar e com muito foco e dedicação, pasito a pasito, tudo se consegue, além de que pequenas alterações no nossos hábitos bastam para começar a ver a magia acontecer.

Depois há aquele (GRANDE) mito de que para ficar com uma barriga tipo Carolina Patrocínio a cena é fazer trezentos abdominais por dia. ERRADO. Completamente ERRADO. Não vale a pena fazer abdominais até à exaustão, porque, no máximo, o que vamos conseguir é uma valente dor na zona lombar e a pança vai continuar lá em todo o seu esplendor. Por uma razão muito simples: é um grupo muscular que queima pouquinhas calorias. Acreditem, se querem perder barriga não se agarrem exclusivamente aos abdominais.

O ideal é escolher exercícios onde utilizamos o máximo de grupos musculares ao mesmo tempo, para optimizarmos o nosso gasto calórico. A musculação, regra geral, tem resultados eficazes porque o trabalho de força potencia um grande gasto calórico e contribui positivamente para o nosso  metabolismo basal (queimar gordura em repouso).

terça-feira, 26 de junho de 2018

Harry potter, perdoa-me!


a história do feiticeiro que encantou miúdos e graúdos

"Tu benze-te três vezes antes de falares no Harry Potter!!".
"Deves querer que te lancem um feitiço para te nascer uma verruga na cara, só pode!".
Foi esta a reacção fofinha de uma leitora quando há uns tempos partilhei o facto de ter quatro dos sete livros da saga do feiticeiro mais adorado de sempre (oferecidos amavelmente pelo meu papi, isto, em mil novecentos e trocó passo) e de, pasmem-se, nunca os ter lido (sou uma filha ingrata, assumo). E nunca os li nomeadamente porque...(como é que vou dizer isto sem ofender toda uma legião de fãs?)...hummm, tenho a ligeira impressão de ser palhaçada a mais. Pronto, está dito. Magia, feitiços e cenas é demasiada fantasia para o meu gosto. Não passa de uma primeira impressão, é certo, até porque li apenas meia dúzia de páginas, logo, a minha opinião acaba por ser um mero juízo de valor. Mas... Estão a ver quando apanhamos uma pessoa de ponta e ela até pode ser cinco estrelas mas já nem queremos saber? Foi mais ou menos o que me aconteceu com o Harry Potter.

Corria o ano de 1997 quando saiu o primeiro livro daquela que viria a ser saga mais mais vendida na história da literatura. Na altura tinha 9/10 anos, era a irmã mais velha há relativamente pouco tempo, estava a deixar a primária para entrar no ciclo (estava a ficar crescida, portanto), adorava ver os videoclipes na MTV enquanto sonhava vir a ser uma Spice Girl. Como é que eu ia achar giro ler um livro infantil sobre um puto que fazia feitiços?

A verdade é que faz hoje 21 anos que o primeiro livro saiu e a história deste feiticeiro encantou miúdos e graúdos (terá sido feitiço?), sendo dos livros mais vendidos de sempre, poucos podem ser comparados em termos de popularidade. Faz pensar!
Ora, posto isto, e uma vez que estou muito bem embalada nas minhas leituras, estou tentada a dar uma oportunidade ao Harry Potter*. Aliás, a primeira coisa que fiz depois da abordagem da leitora anónima foi, precisamente, trespassar os livros de casa dos meus pais para a minha. Vejam bem, passados dezoito anos fez-se luz.

*na verdade, eu estou é com medo que me nasça mesmo uma verruga na cara, wuuahhhh.


quarta-feira, 20 de junho de 2018

Falemos de como estão as viagens para Marrocos!


É que lá está sol, calor, é Verão, não chove e troveja como aqui em Portugal. Só por isso.


terça-feira, 19 de junho de 2018

"O Adversário Secreto" de Agatha Christie


um casal de detectives amador e hilariante!!

Da saga policial de Agatha Christie, este é o primeiro livro protagonizado pelo casal de detectives amadores: Tommy e Tuppence. Sendo amadores, estes, em nada se assemelham ao experiente Hercule Poirot, no entanto, não deixam de cativar o leitor, sendo evidente a capacidade da autora em criar personagens carismáticas, cada qual à sua maneira. Se por um lado temos um Poirot todo metódico, classudo e capaz de resolver um caso apenas sentado na sua poltrona, por outro, temos um casal com uma personalidade super audaz, com espírito de aventura e prontos para o que der e vier, o que cria uma dinâmica completamente diferente e dá outra jovialidade à história.

Explicando um pouquinho o enredo... Tommy e Tuppence são amigos de infância e pouco depois do fim da Primeira Guerra Mundial reencontram-se, por acaso, numa estação de metro. Desempregados, sem grandes perspectivas futuras e sedentos por ganhar dinheiro, colocam o seguinte anúncio num jornal: " Dois jovens aventureiros oferecem seus serviços. Dispostos a fazer qualquer coisa, prontos para ir de bom grado a qualquer lugar. A remuneração deve ser boa. Nenhuma proposta insensata será recusada.". É desta forma que se vêem envolvidos na busca de Jane Finn, uma rapariga desaparecida após o naufrágio de um navio de passageiros durante a Primeira Guerra Mundial. A sua busca é de extrema importância, uma vez que está na posse de um importante documento que, terminada a guerra, apresenta informações comprometedoras para a Inglaterra e os países aliados.

Fazendo novamente a comparação, com Tommy e Tuppence a dinâmica é muito maior, há mais acção, ele é raptos, ele é perseguições, ele é assassinatos, ele é peripécias à mistura. Já Poirot não é de todo um detective de acção, mas meramente dedutivo, usando como único meio a psicologia humana e as chamadas "pequenas células cinzentas".

Para além do livro chegar ao fim com Tommy a pedir Tuppence em casamento, o desfecho do caso em si também é surpreendente e, uma vez mais, Christie dá provas de grande mestria, sendo capaz de criar personagens completamente diferentes e igualmente cativantes, e enredos pensados ao pormenor e de forma inteligente.

Entretanto, já vêm a caminho os volumes 2, 3 e 4, o que não significa que os vá ler assim de uma assentada só, até porque gosto de variar a leitura, principalmente agora que estou numa de alargar horizontes. Mas apanhei-os no OLX em bom estado e foi bom negócio (7€ os três já com portes), pelo que não podia deixar fugir. Assim, quando me apetecer voltar a Agatha Christie já os tenho comigo.