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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Consultas de Nutrição - update


Já não falamos de consultas de nutrição, massas gordas e cenas assim há quanto tempo mesmo? Hummmm, segundo os registos, foi a 6 de Julho a última vez que partilhei o estado da coisa (da coisa...salvo seja, hã). Passados nove meses costuma nascer a criança, no meu caso, nasceu-me banha (e celulite, porque uma desgraça nunca vem só). Não se riam porque é verdade e não tem piada nenhuma, tá?

O último post sobre o tema foi em Julho do ano passado e em vésperas de ir a uma nova consulta (ver aqui). A balança na consulta anterior havia marcado 55,2 kgs sendo que 43,9 eram de massa magra (MM) e 18,1% de massa gorda (MG). Nunca a minha MG tinha estado tão baixa e há muito que não via a minha barriga tão lisinha como estava e sentia-me super bem assim. Por outro lado, e apesar de ter conseguido recuperar a massa muscular perdida na altura dos treinos para a Meia Maratona de Aveiro e ganho até mais 1 kg, sentia que devia ganhar mais 1/2 kgs (de massa magra, óbvio).

Pois que a consulta de Julho registou 17% de massa gorda (a MM estava igualzinha - 43,9) e havia todo um abdominal a bater palminhas de alegria e eu doida da vida "uuuhhh uuuhhhhh!!".


Alegria, senhores, muita alegria!!

Basicamente, foi o auge da minha carreira fit. Mas calma porque...(cheguem-me aí um kleenex ou dois)...foi bom enquanto durou mas foi sol de pouca dura (buuuuaaáááá). Sim, é que desde então é ver os dígitos da massa gorda sempre a aumentar (buuuááá).

Isto para dizer que na última consulta - que foi no final de Fevereiro, a 27 mais precisamente - a balança marcou 58,2 kgs, 45,5 de massa muscular (yeeaaahh) eeeee (cheguem-me mais um kleenex, por favor)... 20,6% de gordura. Modos que é isto: aumento de musculatura tal como desejava mas de unto também. Okkkkkkk, 20,6% não é nenhum drama, mas para quem já teve 17% e já viu o abdominal ali a luzir, é. Respeitem a minha dor, sim?  

Entretanto, estamos a caminhar para finais de Abril e passados quase dois meses não me parece que a coisa tenha melhorado, muito pelo contrário até, pelo que nem me dei ao trabalho de marcar consulta com a Maria. Não sei, mas devo andar com a bicha solitária porque ultimamente só me apetece comer como senão houvesse amanhã.

Mas vá, é preciso pensar positivo e ter noção que podia ser sempre pior, até porque no ano passado por esta altura a situação era mais alarmante, ali mesmo a roçar o ponteiro do "não-tarda-nada-estás-pior-do-que-quando-chegaste-à-Maria-pela-primeira-vez" e estava com 22,3% de MG. No entanto, no mês logo a seguir consegui derreter 2% de MG e a partir daí foi sempre a derreter.

Posto isto, nada está perdido, basta voltar ao foco e ainda há esperanças de chegar ao Verão com um abdominal de fazer inveja à Carolina Patrocínio. Mas lá está, é preciso parar de querer e começar a fazer, que é como quem diz "parar-de-ceder-aos-pecados-da-gula/comer-como-uma-lontra". Até estou aqui a ponderar a ideia de alinhar num daqueles desafios de "31 dias sem açúcar" já no próximo mês. Não é Natal, não é Páscoa, não é Carnaval, o pai a mãe e a irmã não fazem anos, o Pepe também não, não estou assim a vislumbrar nenhum evento social de alta circunstância, pelo que o mês de Maio parece-me perfeito para tal.
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Dêem-me um tiro, por favor!!!


terça-feira, 17 de abril de 2018

"O Prodígio"


agora venha o filme, se faz favor!

Li o livro em duas semanas. Não me lembro da última vez que tivesse lido um livro em tão pouco tempo. Talvez desde o tempo de "Uma Aventura", que num só fim-de-semana era bem capaz de despachar um livro ou dois.

Não sei se se recordam, mas comprei este livro na minha visita à Livraria Lello (ver aqui). Sabia que podia descontar o valor da entrada na compra de um livro, então, tinha levado comigo uma pequena lista com aqueles que gostava de ler e, coincidência das coincidências, não tinham nenhum deles disponíveis. Oh porra! Não gosto nada de comprar um livro sem ter qualquer referência do mesmo, sob pena de "apostar no cavalo errado". Estava o drama instalado, portanto. Foi um "pega livro-poisa livro-pega livro-poisa livro" que só visto. Até que encontrei este e o que me chamou desde logo a atenção foi o facto de ser da mesma autora do bestseller "O Quarto de Jack" que, apesar de não ter lido o livro, vi o filme e amei. Li a contracapa e decidi arriscar.

"O Prodígio" é um romance histórico, duro ao nível emocional, marcado pelo fundamentalismo, envolvendo conceitos religiosos levados ao extremo. Tal como em "O Quarto de Jack", a história também gira à volta de uma criança e é igualmente perturbador e inquietante. Anna O'Donnell é uma menina de 11 anos, filha de uma família fervorosamente católica, que se recusa a comer sem sofrer consequências físicas aparentes. Nisto, surge a enfermeira Lib Wright que é contratada por uma espécie de comité para vigiar a criança e confirmar se se trata mesmo de um milagre ou se não passa de uma fraude. Lib está plenamente convencida de que é tudo uma grande mentira e procura a todo o custo pistas que provem que Anna está a enganar toda a gente ou então a ser vitima de um esquema. Com o passar dos dias, Lib não descobre nada e a saúde da menina vai-se degradando cada vez mais.

Será mesmo milagre ou não passa de uma fraude?
Conseguirá Lib desmascarar o logro?
Estará Anna a ser vitima dos que mais ama?
Esconde algum trauma?
Até onde vai o fanatismo religioso?

O pano histórico é uma Irlanda fragilizada pela Grande Fome - entre 1845-1849 -, e a história é inspirada em factos reais, mais precisamente no caso das chamadas "Virgens-Jejuadoras" aclamadas por sobreviverem sem comida por longos períodos.

Apesar de uma narrativa lenta e de capítulos extensos, senti-me completamente absorvida pela história - os diálogos ajudam - e dei por mim super inquietada com o desenrolar dos acontecimentos e ansiosa pelo desfecho do mistério.

Acho que Emma Donoghue consegue transportar-nos directamente para os seus cenários e transmite eficazmente a natureza sinistra dos factos, criando toda uma atmosfera que nos prende à leitura de forma curiosa e inquietante. Só isso explica a minha pessoa ter lido o livro em tão pouco tempo.
Bom, agora venha o filme (e outro livro, se não for pedir muito)!

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Se calhar estou a precisar de uma coisa destas

Salomon Speedcross Vario 2 W
(aqui)

Ou destas, vá:

Salomon Speedcross Vario 2 GTX W
(aqui)

Ou das duas, wuUuAAhHhhH!!


terça-feira, 10 de abril de 2018

Trail Bela Bela 2018


para o ano há mais

É verdade que sou uma novata nestas andanças e há, certamente, outros tantos trails com percursos super giros ao nível de paisagem e meio envolvente (tipo o MIUT, uma cena assim mais à frente), mas, NÃO M'ENERVEM e com licença: Belazaima do Chão (freguesia do concelho de Águeda, não vão vocês andar meios perdidos no mapa) tem dos trilhos mais bonitos, e tenho dito.

Dureza e cãimbras à parte (já lá vamos), foram 17 kms muito gratificantes devido a toda a envolvente, às paisagens, à descoberta, a pequenos grandes pormenores e ao esforço notório por parte da organização em criar um percurso bastante interessante. Cada quilómetro era percorrido com o entusiasmo de querer saber "o que virá a seguir".


O meu primeiro "txiiiii ca cena brutal!!" foi quando dei de caras com 50 metros (nem tanto, vá) de túnel com água quase pelo joelho, com um pequeno fio de luz LED no topo para não irmos totalmente às escuras. Felizmente, não sou claustrofóbica nem me ocorreram pensamentos do demo tipo a possibilidade de haver ratazanas flutuantes. A parte de subir a cascata também foi espectacular (apesar do cuidado que exigia para não ir com a cremalheira ao chão, por exemplo). Isso e os cartazes simpáticos e bastante sugestivos que íamos apanhando pelo meio.
Chegar ao topo, no Cabeço Santo, ver todo o horizonte e contemplar toda aquela paisagem também foi incrível (principalmente, por termos a real noção do quanto subimos). Dá para renovar energias e quase que esquecemos todas as caralhadas proferidas mentalmente ao longo da subida e que segundos antes estávamos à beira de vomitar um pulmão. E as passagens em pleno leito do rio? Não, senhores, não estava seco, tinha muiiiiita água a correr!! A primeira vez teve a sua piada, mas confesso que as seguintes passagens que implicavam ir na água mexeram-me com os nervos. Odeio a sensação de não saber onde estou a meter os pés e com a corrente da água era praticamente impossível ver o que quer que fosse. Foi o verdadeiro "seja o que Deus quiser". Já para não falar no desconforto que era retomar a corrida em terreno seco, uma vez que mal sentia os pés de tão gelados.

Lista de desejos (literários)


Diz que Abril é o mês do livro e eu estava aqui a deambular pelo site da Bertrand - ver descontos etc e tal -, até que fui cuscar o que é que eu já tinha adicionado à minha lista de desejos. Então temos o seguinte (não se assustem):

1- O Tatuador de Auschwitz de Heather Morris;
2- O Homem de Giz de C. J. Tudor;
3- Casa de Espiões de Daniel Silva;
4- A Rapariga no Gelo de Robert Bryndza;
5- Ensina-me a Voar sobre os Telhados de João Tordo;
6- Águas Profundas de Robert Bryndza;
7- A  Ordem Oculta de Brad Thor;
8- A Mulher à Janela de A. J. Finn;
9- Hotel Memória de João Tordo;
10- Diz-lhe que Não de Helena Magalhães;
11- O Projeto Rosie de Graeme Simsion;
12- O Efeito Rosie de Graeme Simsion;
13- Vive a Tua Luz de Inês Nunes Pimentel;
14- Louca de Chloé Esposito;
15-Tornado de Sandra Brown;
16- Caminhos Sombrios de Sandra Brown;
17- O Último Minuto de Sandra Brown;
18- A Rapariga que lia no metro de Christine Féret-Fleury;
19- Anjos e Demónios de Dan Brown

Posto isto, apelava à vossa gentileza e, no caso de já terem lido algum destes livros, pedia que deixassem aqui o vosso feedback acerca do mesmo. Sim? Pode ser? Muito agradecida. Ah! Também podem deixar as vossas sugestões ou partilhar o que andam a ler. Eu sou mais de policiais, mas de momento estou a ler uma espécie de romance histórico e estou a gostar bastante.


segunda-feira, 9 de abril de 2018

About me

(...)

O "About" do blog sofreu algumas alterações sendo que um dos parágrafos foi mesmo retirado, porque não, há muito que já não somos três cá em casa.

Não sabia como partilhar convosco algo que tem tanto de pessoal como de desastroso. Não que tivesse essa obrigação - porque não tenho -, mas depois de ter partilhado convosco determinado período da minha vida e por saber que alguns de vós seguem-me com bastante carinho, sempre senti que devia fazê-lo.

Muitos de vocês já desconfiavam e pediam mesmo uma palavra sobre o assunto. Não o fiz antes porque, como devem imaginar, dói e precisava do meu tempo. O pior já passou, muita coisa aconteceu, já me sinto mais liberta, mas a verdade é que nunca será um assunto fácil e do qual me orgulhe.

sábado, 7 de abril de 2018

Correr no meio do mato

2º Laac Trail - 25 de Março de 2018
Atravessar rios e riachos de água lamacenta, trepar montes e montes de terra, cordas, pontes improvisadas (e duvidosas), subidas de proferir caralhadas até lá cima e mais além, descidas de temer ficar sem dentes, saltitar por entre pedras, pedregulhos, galhos e cenas assim. Não ter medo de sujar a roupa nem nojo de ir com as mãozinhas de princesa à terra e de enfiar os pés na lama (e sabe-se lá onde). Companheirismo, muito companheirismo. Espírito de ajuda. Chegar ao fim e radiante da vida, mesmo com arranhões nas pernas e nos braços, possíveis pisaduras e com uma segunda camada de pele chamada pó/terra. Assim é correr no meio da natureza.

Na altura que comecei com isto das corridas e o bichinho acabou por ficar, sempre me disseram que trail não tinha nada a ver com as corridas em estrada: "correr no mato é qué fixe", "tens é de experimentar ir para o meio do mato", "opaaaaa quando é que vens correr para o mato?!!". Confirmo. É, sem sombras de dúvidas, muito mais giro e desafiante. E claro, muito mais duro também. Mas como diz a "outra": "o que não te desafia, não te transforma".

Conto apenas com quatro provas (e um xtrail onde quase faleci [rever aqui o meu atestado de quase-óbito]), sendo que o trail dos trails, o mais desafiante, técnico e exigente, foi o do Alfusqueiro em Julho do ano passado. Foram 18,5 kms de muita dureza, sendo que os primeiros 5 kms (sim, CINCO) foram sempre a subir com direito a escalada de rochas. E o calor? Deusmalivremacuda. Já para não falar nos últimos dois quilómetros (sempre a descer) que foram horríveis de tantas dores no joelho e nos tornozelos (fruto de sapatilhas inadequadas e possível falta de magnésio). E o cúmulo? Ter uma cãimbra mesmo a chegar à meta. No fim, o prazer da superação e a experiência em si aligeiram qualquer dor. É muito gratificante e passei por zonas que jamais conheceria se não fosse a prova. É outra das coisas boas dos trails.

E amanhã há mais. Desta feita, pelos trilhos de Belazaima, uma prova que em muito se assemelha à do Alfusqueiro, pelo menos ao nível técnico e de exigência. A malha está garantida, mas o desfrutar de paisagens deslumbrantes também. E o cúmulo? Continuar com sapatilhas inadequadas.