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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Verão


Já fui daquelas que ansiava muito pela chegada do Verão. Embora tenha um carinho especial pelo Outono e os dias de chuva também tenham o seu je ne sais quois, Verão é Verão. A vitamina D faz-nos bem. Deixa-nos mais alegres, mais bem dispostas, com mais energia e de espírito leve. Não tem preço a quietude que me transmite o simples deitar na areia, fechar dos olhos e o deixar o sol entrar com o barulho das ondas do mar vindo lá do fundo. Tão pouco, tão simples, tão bom. Seicheles, Bora Bora, Maldivas e todos esses destinos maravilhosos podem não passar mesmo de um destino de sonho, de uma miragem até, mas só o simples desligar das coisas do dia-a-dia - trabalho, problemas, responsabilidades e rotinas -, não ter horários a cumprir, aquela coisa boa de ler na praia-cochilar-voltar a pegar no livro, sentir a maresia, aquele simples "parar para respirar" cada vez mais importante nesta roda vida de emoções a que estamos sujeitos diariamente já é suficientemente bom. Seja onde for.
Contam-se pelos dedos de uma mão as férias que fiz fora do país, ou assim mais "à grande", mas desde sempre ansiei pelo Verão. Mesmo sem grandes planos à vista, passava o ano inteiro, de Junho a Junho, a sonhar com a sua chegada. Hoje já não é tanto assim. Não perdi o encanto pelo Verão, longe disso, talvez tenha perdido a pressa de viver. O tempo passa tão mas tão rápido, some-se cada vez mais a toda a velocidade que já não há ânsias pela chegada de nada. Nem do Verão. Quem diz Verão, diz Natal, diz o aniversário ou qualquer outra data mais especial. O tempo perde-se, foge-nos. Maioritariamente com insignificâncias, mas também com a pressa. E pressa para quê?, pergunto eu. Viver um dia de cada vez e saber aproveitar o momento tem tanto de fundamental como de difícil. Mas aprende-se. Ironicamente, é a própria vida que acaba por nos ajudar a criar cada vez menos expectativas sobre ela mesma e aquilo que nos reserva. Despreocupamo-nos (ou tentamos, vá) e deixamos fluir. Aprendemos a viver mais devagar, a controlar ansiedades e a agradecer tudo o que temos de bom. (...)

As férias já lá vão (já disse que o tempo some-se a toda a velocidade, não já?), mas ainda é Verão. O tempo esteve tão manhoso que mais parece que o Verão nem chegou de verdade. A pessoa acorda de manhã e ok, sim senhores, que belo dia de sol e calor, mas deita-se e não sabe muito bem se ao outro dia vai acordar com sol, chuva ou frio. É toda uma bipolaridade que deusmalivre. Mas vá, estou com fé que vamos ser altamente compensados com um daqueles Setembros e Outubros que ainda dão para ir à praia, e vamos chegar ao Natal com um belo bronze. Pelo menos, ainda conto voltar a vestir o biquíni, e estender este corpitxo na areia, mesmo que seja apenas no fim-de-semana. A ver vamos como diz o cego.


P.S.: quem já tinha saudades minhas aqui por estas bandas, hum?

quinta-feira, 11 de julho de 2019

BEAUTY | Nuxe Crème Prodigieuse Boost Eye Balm Gel

A realidade é que a pessoa já não vai para nova. E o que é que sucede? Sucede que a pessoa começou a dar especial atenção a cremes de olhos. Não é para menos, minhas j'amigas! Os nossos olhos são das zonas mais sensíveis do nosso corpo e são, também, das zonas onde se nota os primeiros sinais de envelhecimento. Além de serem o espelho da alma! Rugas, linhas de expressão, olheiras, papos...estou certa de que ninguém quer isso, portanto, porque não cuidar e prevenir?

De maneiras que com estes trinta e um anos de vida, achei que estava mais do que na altura, senão mesmo em cima da hora, de começar a utilizar cremes de olhos. Não que tenha rugas, apresento apenas algumas linhas de expressão que só se notam quando sorrio, mas a ideia também passa por prevenir. Olheiras? Disso tenho com fartura, para mal dos meus pecados. Ele é papos, ele é aquele negrume à volta dos olhos, qual panda, ele é todo um drama, a verdadeira nódoa negra na beleza. Literalmente.
Posso dormir as minhas sagradas oito horinhas descansadinha da vida, que ao outro dia lá estão elas, as p*tas das olheiras. Mas já é certo e sabido que são vários os factores, além das noites mal dormidas, que poderão contribuir para a formação das ditas cujas e, de facto, passei por uma fase em que mesmo a dormir em condições o meu olhar estava a pedir socorro.

Depois de alguma pesquisa de mercado, informação e opinião, resolvi apostar na Nuxe e comprei o Créme Prodigieux Boost Eye.


Descrição
"Um gel-bálsamo de textura delicada e ultra-refrescante, capaz de iluminar e descongestionar e hidratar a zina do contorno de olhos."
"O Crème Prodigieuse boost gel-bálsamo conta com a acção anti-papos e olheiras da cafeína, a par da nutrição e leveza conferida pelo óleo de avelã."

O que posso dizer sobre os resultados? Ora, depois de o ter usado até à ultima gota, notei efectivamente que a pele do contorno de olhos parece menos fina e sensível, mais hidratada, nutrida e iluminada. Dá um bom refresh ao olhar - o tal boost de energia -, mas em relação a papos e zona escura, sinceramente, não verifiquei grandes diferenças.
Assim, pela minha experiência, considero um creme de olhos ideal para combater os primeiros sinais de envelhecimento e para fortalecer esta zona tão sensível mantendo-a bem hidratada e iluminada, mas não tão eficaz em reduzir papos e clarear a pele.

O creme tem uma textura bastante leve, não é nada pegajoso e é absorvido em poucos minutos, pelo que não interfere com a maquilhagem (se for o caso). Contém ingredientes como vitamina C estabilizada (que ajuda a activar a luminosidade cutânea), ácido hialurónico (que promove uma boa hidratação), cafeína vegetal (que ajuda, supostamente, na acção anti-papos e zona escura), óleo de avelã (para nutrir), flor de jasmim (fortalece as reservas antioxidantes naturais da pele) e flor de calêndula (patente da Nuxe, que promove a produção de colagénio).

Como não fiquei totalmente convencida com este produto e uma vez que temos imensas opções das mais variadas marcas, desta vez resolvi apostar na Sesderma, mas estou a usá-lo há coisa de dois/três dias pelo que ainda é cedo para opinar. Contudo, posso desde já adiantar que também hidrata muito bem e dá um olhar bem iluminado. Vamos ver se funciona melhor como anti-papos e na correcção da cor. Quando estiver em condições de dar uma opinião o mais fidedigna possível, assim o farei aqui pelo estaminé.



Nota de redacção: além das farmácias e parafarmácias, podem comprar online na Sweetcare (aqui). Também têm a Skin (aqui), no entanto, a Sweetcare costuma praticar melhores preços (podem comprovar isso comparando o mesmo produto em ambos os sites) e as entregas são super rápidas. Curiosamente, este produto em especifico, neste momento, está com um desconto bem maior na Skin do que na Sweetcare. 

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Ponto de situação literário


Se falarmos em quantidade, não está a ser um ano espectacular, estou a ler o nono livro do ano (desta feita, Agatha Christie), o que significa que nem dois livros por mês dá, e a continuar assim não vou chegar ao número de livros lidos no ano passado. Mas, se por outro lado falarmos em qualidade, está ser um ano literário muito bom, com leituras gratificantes e descobertas de autores muito interessantes.

No que toca a romances, fiquei encantada com Carlos Ruiz Zafón e José Rodrigues dos Santos, cada qual à sua maneira. Carlos Ruiz Zafón tem uma certa magia na escrita e no enredo, oferecendo uma simbiose perfeita entre o romance, melodrama, intriga e suspense, além de uma certa dose de bom humor à mistura, já para não falar nos personagens tão peculiares e encantadores. Já José Rodrigues dos Santos tem a parte da investigação que aliada à ficção resulta numa leitura bastante gratificante. O romancista fascina e informa. É uma excelente sugestão para os amantes de romances históricos e de histórias baseadas em factos verídicos, uma vez que o autor consegue relatar de forma bastante profunda e cativante episódios marcantes da história do nosso país. Penso que a ideia do escritor/jornalista passa mesmo por resgatar, digamos assim, a história de Portugal, aspecto que talvez tenha contribuído para ser dos escritores portugueses contemporâneos a alcançar maior número de edições. Além dos romances históricos, o autor também escreve livros de mistério - os chamados "thrillers" que tanto me fascinam - onde dá vida às aventuras de Tomás Noronha.
Já no campo dos policiais, foi a Série Bergman que me deixou, e passo a expressão, completamente "de quatro" ao ponto de querer assim "munto-munto" ler os cinco volumes, não falando que quase cortei os pulsos quando dei conta que o segundo volume estava esgotadíssimo em todo o lado (mas já o tenho comigo, yeeeahhhhh, yupi yupi). Sem dúvida que é daqueles policiais de leitura compulsiva e que não desilude os amantes deste género de livros.

No inicio deste ano, aquando a minha retrospectiva literária de 2018 (podem ver aqui), dizia que não sabia se este ia ser o ano de Lev Tolstoi (para já não está a ser), mas que tinha em mente explorar autores como Richard Zimbler, Carlos Ruiz Zafón, Júlia Navarro, Kristin Hannah, entre outros. Richard Zimbler, Carlos Ruiz Zafón e Kristin Hannah: check. No "entre outros" está a Trilogia Millennium, por exemplo, que ainda não cheguei lá mas palpita-me que não passa deste Verão.

Aqui pelo estaminé apenas partilhei o meu feedback relativamente ao "Anjo Branco" de José Rodrigues dos Santos, no entanto, vou deixar mais abaixo o link dos livros que li até agora para que possam ler a sinopse e alguns comentários de outros leitores. Entre eles, está o "Tatuador de Auschwitz" que conta a história real e assombrosa de um homem que tinha como tarefa tatuar os prisioneiros, acabando por se apaixonar por uma das mulheres que foi obrigado a tatuar. De seguida li "Os Anagramas de Varsóvia", onde o cenário também é o Holocausto e a desumanidade que é do conhecimento de todos nós. Um thriller histórico em que a personagem principal pretende descobrir quem assassinou o seu sobrinho. Também li o "Três Pequenas Mentiras" que é da mesma autora do livro "O Pedido de Amizade", pelo que mal vi este seu novo lançamento o pensamento foi automático "tenho de ler", no entanto, confesso que não e cativou tanto. O registo é exactamente o mesmo - viagem entre o passado e o futuro das personagens -, mas a história em si deixou muito a desejar. Li "A Grande Solidão" e "O Grupo" muito por influência da Helena Magalhães e do seu "bookgang". Gostei bastante do primeiro, trata-se de um romance profundo e intenso sobre o amor e luta pela sobrevivência e retrata a relação tóxica de um casal. Posso dizer que foi o primeiro livro a arrancar-me umas lágrimazinhas. Quanto ao "O Grupo" temos uma espécie de "Sexo e a Cidade" nos anos 60 (a introdução do livro foi escrita por Candance Bushnell).

"A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Záfon (aqui)
"O Tatuador de Auschwitz" de Heather Morris (aqui)
"Os Anagramas de Varsóvia" de Richard Zimbler (aqui)
"A Grande Solidão" de Kristin Hannah (aqui)
"O Grupo" de Mary Mccarthy (aqui)
"Segredos Obscuros" de Michael Hjorth e Hans Rosenfeldt  (aqui)
"Três Pequenas Mentiras" de Laura Marshall (aqui)


quarta-feira, 19 de junho de 2019

BOOK | "O Anjo Branco" de José Rodrigues dos Santos


...entretém ao mesmo tempo que transmite conhecimento... 

Inspirado na história de vida do pai, este é um romance de José Rodrigues dos Santos sobre a Guerra Colonial e os portugueses em África, e auguro que tenha sido o meu primeiro livro de muitos a ler deste autor.

O protagonista da história chama-se José Branco, um médico que foi viver para Moçambique na década de 1960, que combate contra as barreiras politicas para exercer a sua principal função que é cuidar das pessoas, independentemente da cor.

Uma leitura que nos transporta de forma bastante clara e envolvente para um período histórico de acontecimentos marcantes que envolveram o nosso país: a Guerra do Ultramar, com especial destaque para a saúde precária bem como algumas das atrocidades cometidas em nome da pátria.

Longe de ser entediante, gostei muito da forma como o escritor abordou um tema denso e profundo como este, numa escrita simples, fluída e até com bom humor à mistura em determinadas passagens. Há substância, sente-se que houve um grande trabalho de investigação a fim de passar informação o mais real e credível possível, o que torna a leitura ainda mais interessante. Entretém ao mesmo tempo que transmite conhecimento, além de despontar alguns momentos de reflexão bastante enriquecedores. No entanto, achei que o livro terminou a modos que "às três pancadas" - houve partes que dispensavam tantos pormenores e outras que pediam desenvolvimento mas ficaram em aberto -, talvez seja o único ponto negativo, porque no geral gostei bastante do livro.

De maneiras que fiquei com imensa vontade de ler mais livros deste nosso escritor português, especialmente, a série Tomás Noronha que arranca com o "Codex 632", onde mais uma vez o jornalista aborda parte da história do nosso país, sendo, desta feita, Cristóvão Colombo a figura principal.


nota: ver sinopse e outros comentários aqui

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Foi o melhor que se arranjou #293


Bem sei que este look já vem tarde, que com estes 30 Cº à sombra ninguém quer saber de collants muito menos de botifarras, mas gostei tanto destas fotos que não podia deixar de partilhar.

Não é novidade para ninguém que adoro fotografia e andar de máquina em punho. E decoração com fotos? Adoro de paixão. Tal como adorava fazer um workshop de fotografia para ficar a saber mais e não me sentir tão lerda de cada vez que tento explorar a minha máquina fotográfica. Tenho algumas noções, mas tudo muito básico. Edição de fotografias então, uiii, sou um biiiig zero à esquerda.

Dizia eu que gostei imenso destas fotografias. Gostei e gosto. Não tanto pela minha pessoa (há todo um lado fotogénico que ficou na barriga da minha mãe), mas pelo cenário em si. Sempre achei que um bom cenário faz a foto. De cada vez que fotografava um look, lamentava-me por não morar numa grande cidade como Lisboa ou Porto para poder tirar partido de mil e um cenários possíveis e imaginários. A pessoa até pode estar com o ar mais sem sal desta vida, mas se o pano de fundo for apelativo, acaba por ser um mero detalhe que passa ao lado. Não que não tenha aqui à volta spots bonitos, pelo contrário, a zona de Aveiro também tem muito o ar de sua graça (oh se tem!) e já saquei fotos super giras, mas a oferta talvez não seja tão vasta como numa grande metrópole. É normal. Estas fotos, apesar de não serem no exterior, acho que ficaram super giras. Lá está, pelo local em si.  Pelo cenário. Pelos detalhes. Este spot, no Mercado Negro em Aveiro, é bem giro e interessante. Um pouco alternativo, é certo, mas se assim não fosse seria só mais um bar.

Fechamos assim o mês de Maio aqui no blog. Com um "foi o melhor que se arranjou", curiosamente, o primeiro deste ano.  

quinta-feira, 30 de maio de 2019

New hairstyle in town

Atchiimmmmmmmmmm!!
Perdão pelos perdigotos, mas o pó e as teias de aranha que pairam aqui pelo estaminé fizeram-me comichão no nariz.

Então, como é que estão os meus ilustres leitores? Alguém por aí ou foi desta que fizeram uma cruz no blog?
Eu estou bem, obrigada por perguntarem. Mais uma ausência, mas vá, nada que já não estejam habituadas.

Eu sei que já foi há pouco mais de um mês que cortei o cabelo, e com certeza que muitas de vocês já viram fotos lá pela Instalândia, mas penso que o resultado de uma mudança de visual é sempre digno de post. Portantos, é isto:


Vocês bem que incentivam, mas ainda não foi desta que me aventurei num daqueles bob curtíssimos. Ainda assim, cortei um bom pedaço de cabelo, ao ponto de não conseguir fazer a minha trancinha quando vou treinar.
Além do corte, voltei a ser morena. Depois de dois anos meia loira, aceitei a sugestão de optar por tons mais mel/caramelo/acobreado/o-que-lhe-queiram-chamar, dando um ar assim mais natural. Confesso que enquanto a Svi secava o meu cabelo, sentia-me algo reticente, estava a estranhar e ali na duvida se tinha sido boa ideia ou não. Duvida essa que passou depressa. É o chamado: primeiro estranha-se depois entranha-se.

Definitivamente, o cabelo assim curto é a minha "cena", mas muito mais curto que isto, nem pensar. Tenho de ter cabelo a tapar-me o pescoço, caso contrário, sinto-me uma girafa da Somália.

Depois de anos e anos escrava do gadelhame, a achar que cabelos compridos é que eram giros e sexy's e cenas, e que compridão é que me favorecia, nos dias de hoje confesso que não sei se alguma vez voltarei a ter cabelo comprido. Nunca digas nunca, mas...

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Matar como quem vai ali ao pão

Até hoje não sei o que é perder um familiar directo ou um amigo bastante próximo (que o diabo seja cego, surdo e mudo!!). O meu avô paterno faleceu bem antes de eu ser nascida e era bastante nova quando o meu avô materno partiu, para perceber realmente a dor do que estava a acontecer. Mas já vi partir pessoas conhecidas do meu meio, por alguma ligação aos meus pais ou a amigos meus mais próximos e, infelizmente, também já vi partir pessoas ainda bastante jovens com quem cheguei a partilhar alguns momentos. Apesar da ligação não tão próxima com estas pessoas é impossível não sentir um murro no estômago e sentir um pouquinho na pele a dor daqueles que lhes eram realmente próximos, principalmente, tratando-se de jovens e/ou de mortes inesperadas, no entanto, imagino que nunca será equiparável à dor de perder um filho, uma mulher, um pai, uma mãe, um namorado. Dor essa que desconheço e espero, espero mesmo não vir a conhecer tão cedo.

Ontem, quando vi a noticia sobre uma mulher morta a tiro em Oeiras através do Instagram da Cê e li o nome "Bárbara Varella Cid" fiquei completamente em choque. Não queria acreditar. Ainda não tinha almoçado, tinha acordado muito cedo para ir correr e tinha acabado de fazer uma sesta, mas qualquer preguiça que pudesse sentir passou num ápice. Pus-me automaticamente de pé e o meu cérebro só pensava "não pode ser, não pode ser, não pode ser, é a "minha Báá", não pode ser". Senti um aperto enorme no peito e fiquei num estado profundo de negação. Os meus olhos encheram-se de água e não consegui evitar que as lágrimas me escorressem pelo rosto.

A Bárbara era uma leitora assídua do blog. Das antigas. Também me seguia pelas redes sociais. Acompanhou-me nestes meus últimos quatro anos, em que tanto aconteceu. Mesmo nos meus períodos de ausência, ela estava sempre aqui. Trocámos muitas mensagens e até alguns e-mails. Trocámos fotos, trocámos ideias, partilhámos estados de espírito e algumas confidências do nosso dia-a-dia. A Bárbara tinha um carinho especial por mim. Fazia questão de o dizer, mas não precisava porque eu sentia-o nas suas palavras. O seu aniversário era um dia anterior ao meu. Não, nunca a conheci pessoalmente, mas tinha-a como uma amiga. Virtual, mas talvez mais real e mais verdadeira comparando com algumas pessoas que já passaram na minha vida. Porque há pessoas que são simplesmente feitas de luz. E ver as mensagens de pesar que vão sendo deixadas na sua página pessoal do Facebook, mostra-me que não estava rigorosamente nada enganada em relação à pessoa que conheci virtualmente e à imagem que criei dela: sorriso franco, genuinamente doce e simpática e de uma alegria contagiante.


Sinto que a Bárbara era daquelas pessoas difíceis de não se gostar e que deixará imensa saudade e um vazio enorme naqueles que lhe eram próximos. Aquele será o sorriso que vou guardar com carinho na memória.

Já li e reli as nossas conversas vezes sem conta. Continuo aqui com um nó no coração e a desejar que fosse tudo mentira. Mas não é. A Bárbara tinha um marido que amava, dois filhos lindos e ainda muito a fazer nesta vida. Pergunto-me como é que alguém tem coragem de ser tão cruel, tão frio, tão desumano ao ponto de ser capaz de cometer uma barbaridade destas. Todos os dias vemos noticias de pais a matarem filhos, filhos a matarem pais, namorados a matar namoradas, das formas mais variadas e inacreditáveis. Hoje mata-se por dá cá aquela palha. No que é que "nos" estamos a transformar?! É terrivelmente assustador.

Não podia deixar de escrever umas palavras sobre a Bárbara, a "minha Báá", neste que foi o espaço que nos uniu de alguma forma e que nos fez gostar uma da outra. Num dos seus últimos e-mails dizia-me "nunca imaginei ser possível criar uma ligação e laços fortes com alguém que, pessoalmente, não conhecemos mas... é possível". Sim, Bárbara, é mesmo possível. Da mesma forma que é possível chorar a perda de alguém que nunca chegámos a conhecer pessoalmente.


Já não vamos correr as duas, mas quem sabe se não o farei por ti.

Descansa em paz "minha Báá" ❤


terça-feira, 23 de abril de 2019

Cabelos para que vos quero #6


Por altura do Dia da Mulher, o cabeleireiro que frequento habitualmente sorteou uma mudança de visual que consistia em corte, coloração e maquilhagem. Vai que a vencedora do sorteio fui eu. Os meus olhinhos nem queriam acreditar quando viram "xs.hairstyleandbodycare mencionou-te numa história" e pumbas "a vencedora do passatempo ééé... a @agatadesaltosaltos ". Yeahhhhh, yupi, yupi!!

Tinha até final deste mês para fazer marcação, então, aproveitei o facto de fazer ponte na semana do 25 de Abril e marquei para sexta-feira dia 26. Assim, também tinha mais tempo para pensar muito bem no que fazer ao cabelo. Porque apetece-me muiiiiiito fazer cenas ao cabelo (medo). Não sei muito bem o quê, mas apetece-me (MEDO).

Agora que já faltam pouquinhos dias, encontro-me num profundo brainstorming pessoal entre mim e eu mesma. Porque nisto dos cabelos é preciso ponderar toda e qualquer decisão, a fim de evitar um suicídio capilar e, por sua vez, um sismo de magnitude 7.8 da escala de Richter na psique da mulher.

Ora bom... Quanto à coloração, não há grandes dúvidas, não vai fugir muito do habitual pelo que, ou mais claro ou mais escuro, o louro será para manter. O cerne da questão está no corte.

Confesso que ando um bocadinho entediada com este meu cabelo. Apanhei o gosto pelo cabelo curto (quem diria!!) desde que dei aquelas valentes naifadas nos meus longos cabelos e nunca mais quis outra coisa. Desde então, as minhas idas ao cabeleireiro resumem-se à manutenção da cor e a cortar o cabelo a direito pela zona dos ombros. Tem sido sempre isto. Viró disco e tocó mesmo. Cansei, gente, cansei. No entanto, o tamanho actual do meu cabelo não permite grandes mudanças. A não ser que o corte à Joãozinho ou o pinte de vermelho. Escusado será dizer que está redondamente fora de questão. Mesmo o bob curtíssimo à Cristina Ferreira que virou moda, esqueçam, porque só é bonito saído do cabeleireiro. Na minha opinião, é corte que não funciona no dia-a-dia, no sentido de não conseguirmos dar "Aquele" toque que lhe dá a verdadeira graça. Já ponderei fazer umas repas (vulgo, franja) e até já me ocorreu voltar ao risco ao lado. Mas não sei. Também já pensei em fazer um escadeado qualquer. Mas não sei. Não sei que faça à minha vidinha.

Posto isto... Pessoas fofinhas, pessoas do bem, pessoas com juízo, que por vezes é coisa que me falta, digam-me de vossa justiça, dêem-me a vossa opinião, digam-me cá o que é que eu faço a este gadelhame mais sem graça.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Ando com ideias...




terça-feira, 16 de abril de 2019

Assim foi mais um Bela Bela


Domingos. Manhãs. Ar puro. Natureza. Trilhos. Riachos. Cascatas. Subidas do Inferno. Descidas do diabo. Gargalhadas (/caralhadas). Bate cus. P*ta que pariu que não aguento mais. Socorro que vou esbardalhar-me toooooodaaaaa. Enfim... Corrida. Amizade. Companheirismo. Convívio. Vida.

Como não amar?

É certo que o gosto pela corrida não vem desde sempre, mas a corrida ensinou-me que posso ir sempre um pouquinho mais além. Mostrou-me que é duro, mas que a satisfação final compensa sempre. Porque quando chego à meta de uma prova sei o quanto me custou chegar até ali e não há como não me sentir vitoriosa. Não pelo tempo, não pelo lugar na classificação, mas pela sensação de superação. Com a corrida aprendemos a desfrutar da imensa riqueza que é estar cheia de vida. E este é o meu libertar de hormonas que não abdico por nada.

Porque desporto é vida. E aumenta a nossa capacidade de resiliência. Há alturas em que cais e não há mais nada a fazer a não ser levantares-te. Outras há em que a dor e o cansaço apertam mas levantas a cabeça, respiras bem fundo e continuas em frente, mais depressa ou mais devagar, porque desistir não é opção. Também há as linhas rectas onde simplesmente te deixas levar. É mesmo assim, no desporto e na vida. Acredito muito que a prática de exercício físico (que não tem de ser obrigatoriamente a corrida) torna-nos pessoas melhores, mais pacientes, mais lutadoras, mais resilientes e com uma capacidade de sacrifício muito maior.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

MAKE UP | Quem não gosta de um belo pestanãozão, hum?


pestanas de boneca? sim, por favor!

Mesmo naquelas manhãs em que não há tempo para grandes apaparicações, nem mesmo para pôr betume na cara, a pessoa não pode sair de casa sem passar uma boa rimelada no pestanedo. Isso e um batom. Já dá ali um je ne sais quois à coisa e sempre parecemos menos falecidas.

Um simples gesto que faz toda a diferença no impacto do nosso olhar, mas nem sempre é fácil encontrar o rimel perfeito. Convém já aqui referir que, de facto, sou bastante exigente com as máscaras de pestanas e não é qualquer uma que me enche as medidas. Preciso de uma máscara que cumpra requisitos como:

- Volume;
- Alongamento;
- Separação;
- Rápida secagem;
- Zero grumos;
- Zero transferências;
- e acho que é tudo.

Okeyyyyyy, se calhar estou a pedir muito, mas quando penso na máscara de pestanas perfeita penso nestes itens toooodiiiiinhos, um a um, e não prescindo de nenhum. Odeio grumos, odeio rimel a transferir para a zona da olheira, odeio quando as pestanas colam umas nas outras e ficam com aspecto pastoso, e todas desejamos pestanas com volume, preenchidas, curvadas e separadas, portanteeeessss, acho que são os requisitos mínimos que podemos esperar num bom rimel.

Feita esta breve introdução, o que é que eu vos trago hoje? Nada mais nada menos do que a máscara de pestanas da Lâncome, da gama Hypnose, que muito me tem alegrado o pestanedo: a Doll Eyes.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Então e como é que param as modas?

Não sei mas começo a ver muito vichy por aí.

Stradivarius

Zara

quarta-feira, 10 de abril de 2019

E o que é que se está a usar? #6


the western belt

Vamos aqui a uma ligeira contradição. Eu raramente uso cintos, mas eu adoro cintos. Adoro mesmo. Isto para dizer que os cintos de inspiração cowboy são uma das tendências para esta estação, e aqui esta pessoinha que vos escreve aprecia bastante, embora ainda não tenha nenhum exemplar.

Já sabemos como os acessórios conseguem dar um "up" ao nosso outfit e quebrar o ar mais sem graça de looks mais básicos, e, neste caso, o cinto é daqueles acessórios que pode valorizar bastante o nosso visual, e ainda ajuda a demarcar a cintura. Além das formas óbvias de os usar em calças e saias, também ficam muito giros em alguns vestidos e até por cima de casacos.

Quanto a vocês, não sei, mas eu gosto bastante deste género de cintos, porque inspiram a looks boho e hippie chic, assim numa onda descontraída mas cuidada que adoro muito, muitinho e que associo bastante a dias bonitos, dias alegres, dias quentes, dias de sol.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Ora então falemos de perfumes!


O meu La Nuit Trésor da Lancôme está nas últimas gotas e como a minha curiosidade olfactiva tem tendência para não sair muito do mesmo - Yves Saint Laurent, Lancôme, Hugo Boss e Carolina Herrera -, resolvi pedir as vossas preciosas sugestões. Ás vezes, "O" tal, aqueeeeeeele, estão a ver?, poderá estar onde menos esperamos. Até no frasquinho mais ranhoso e sem graça. Nunca se sabe. Confesso que, fora as marcas citadas acima, só testo um perfume se o frasco me chamar a atenção. Foi o que aconteceu com o "Yes I Am" da Cacharel. Numa passagem na perfumaria em dias de bater perna no shopping, aquele "batomzinho" chamou-me a atenção do tipo "epaaa, um batom?, vamos ver o que é que temos aqui". Testei e apaixonei mal senti aquelas notas de topo a pairar no ar. Foi amor à primeira snifadela, tal como aconteceu com o La Nuit Trésor. Ainda assim, quis saber quais eram as vossas sugestões, assim numa de abrir horizontes olfactivos.

E foram mais que muitas! Entre Chanel e Miss Dior - clássicos que, por acaso, sempre me passaram um bocadinho ao lado -, Chloé - outro clássico que também nunca me despertou muito interesse -, o Light Blue da Dolce & Gabanna - onde, seguramente, três em cada quatro de nós o usa (sugiro o novo, numa fórmula mais intensa) -, o Alien da Thierry Mugler que foi sugerido por muitas, muitas de vocês, o Omnia da Bvlgari - um floral que, ok, tem um cheirinho muito bom mas com o qual não me identifiquei -, o Girls Can do Anything da Zadig & Voltaire - um aroma bem ousado mas que na hora de começar a descartar hipóteses, ficou de parte -, o famoso La Vie Est Belle da Lancôme - um floriental muito procurado, claro que a marca Calvin Klein também é a preferida de muitas de vocês, o da Giorgio Armani também foi sugerido por três ou quatro meninas (o vermelho - Passione -  foi o que apreciei mais), o 212 da Carolina Herrera - já usei o Sexy, que é um poço de feminilidade e sensualidade, recomendo a quem aprecia perfumes bem intensos e marcantes -, o Daisy Dream da Marc Jacobs também foi uma das sugestões (mas não me aqueceu o coração, talvez por ser demasiado floral), o Black Opium da Yves Saint Laurent que também já usei, com aquelas notas a café e jasmim que não deixa ninguém indiferente (mas quuuuuase tão batido como o Light Blue), o Allure da Chanel que só me foi sugerido depois de ter passado na perfumaria, mas que vou querer experimentar, porque conheço a versão masculina e é uma pequena maravilha (o que pode não quer dizer nada). O Black XS da Paco Rabanne, o J'Adore da Dior, o The Scent e o Boss Nuit da Hugo Boss também fizeram parte das vossas sugestões.

Bom... No mesmo dia, consegui dar um saltinho à perfumaria cá do sitio e acho que snifei tudo o que havia para snifar. Quase tudo, vá. Saí de lá com as narinas a pedir socorro, mas mais ou menos decidida e com uma espécie de top 5. A saber:


Emporio Armani Elle - Giorgio Armani

Ninguém sugeriu este perfume, mas eu já o usei há long time ago e tinha ideia de ser uma pequena maravilha. E é!! Experimentei de novo e mal senti este cheirinho delicioso voei até à minha adolescência num piscar de olhos. Tenho (acho que todos temos) o que se pode chamar de memória olfactiva e associo pessoas, épocas e locais a perfumes. Este traz-me boas recordações e era menina para voltar a apostar nele. Um aroma subtil e delicado, mas ao mesmo tempo muito feminino, sensual e exótico, sem chegar a ser provocador. Este é daqueles perfumes que cai bem tanto no Inverno como no Verão, embora eu não faça essa distinção (se é de perfumes quentes que eu gosto, é perfumes quentes que eu uso todo o ano). Apesar de não ser tão forte e intenso como os perfumes que costumo usar, há qualquer coisa neste perfume que não me deixa ficar indiferente e que o mantém nas minhas preferências.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Gaijices, cenas várias e eu #2



E não é que passados 31 anos de vida a pessoa estreou-se no verniz preto? Diz que há uma primeira vez para tudo e esta levou uns anitos para acontecer, mas aconteceu. Assim na loucura, já tinha usado um azul escuro (bastante bonito, diga-se), mas preto nunca.

No Inverno gosto de usar vermelho, bordeaux bem escuro, cinzento e nudes. Se bem que vermelho é aquele clássico que fica bem em qualquer altura do ano. Também aprecio bastante castanho escuro, bem escuro ali a roçar o preto, embora não me lembre da última vez que as minhas unhas viram essa cor. Talvez desde o tempo em que comprava vernizes (semana sim, semana sim) e me dava ao trabalho de pintar unhas em casa: hora e meia a pintar, mais outra hora e meia a deixar secar, tanto tempo de pura dedicação para lascar uma ou duas unhas no dia a seguir, quando não era no próprio dia. Isso e as impressões digitais dos lençóis que me deixavam com uns nervos a modos que apopléticos logo de manhã.

Bom, dizia eu que no Inverno gosto de vermelho, bordeaux, cinzento, nudes, castanho escuro e, mais recentemente, preto. Sim, fiquei rendida e sou menina para voltar a pintar lá para Novembro. E só assim para animar a malta, gosto de verde tropa, especialmente, no Outono. Mas não gosto de qualquer um, tem de ser exactamente aqueeeele tom que eu gosto. Que não é qualquer um.

No Verão, adoro coral e podia ficar-me por aqui. Mas também gosto muitinho de verde água e de branco. Adoro de paixão unhas brancas a contrastar no moreno da pele.

Nunca fui de unhas cor-de-rosa, laranjas, verdes alface e odeio metalizados. Mas já me deu para roxos, azuis (de variados tons) e amarelos (pastel!!, do mal o menos). Graças a Deus e a todos os santinhos que nunca me deu para andar com desenhinhos pirosos e apliques e cenas penduradas e outras variantes estrambólicas nas unhas a que dão o nome de nail art (pffffffff).

É isto portanto que me apraz comunicar a uma segunda-feira pela hora de almoço.

[ahhhhhhh, nãooo, também quero falar de perfumes com vocês!! Depois das vossas amáveis sugestões e de já ter metido as narinas na perfumaria mais próxima, tenho um breve apanhado da situação a fazer. Fica para mais loguinho senão estiver muito falecida do treino.]


sábado, 6 de abril de 2019

Quero muiiiiiito, porfavorziiiiiinho!!!

Assumo, eu tenho um problema com sapatilhas (*). A pessoa, eu, faz hoje precisamente oito dias que investiu numas lindonas Adidas Samba, mas já está a babar-se não por um mas por mais dois pares de sapatilhas!!
Oh só que coisa mailinda...

Adidas Sleek
(Instagram Kicks)

Adidas Continental 80
(Instagram Kicks)

Como é que uma pessoa aguenta?
Vá, antes isto do que droga.

(*) e outro chamado "pouco dinheiro para tanto bom gosto". Já disse que a vida é injusta, não já?


sexta-feira, 5 de abril de 2019

Sexta-feira

É Primavera, está frio com'ó raio, chove a cântaros, mas é sexta-feira. Só vos dou informações pertinentes, não é, coisinhas mais fofuxas da Gata? Mas ainda digo mais. Esta chuva não dura para sempre, é só até a Feira de Março acabar. Lá para o dia 25, portantessss.

Mas bom, é sexta-feira e sexta-feira é sinónimo de coisas boas, logo a começar porque são véspera de fim-de-semana e a acabar porque são véspera de fim-de-semana. Não quero dar a ideia de que não gosto da sexta-feira, porque gosto e sabe-me bem chegar a este dia, mas sinto é um cansaço dos diabos. Enquanto uns fazem mil e um planos - ele é 'bora jantar fora, ele é 'bora cafezar, ele é 'bora curtir até de manhã -, eu cá só quero é chegar a casa, jantar e enfiar-me na cama. Posso pegar num livro para ler, ou deambular pelas redes sociais até não aguentar os olhos abertos, mas o desejo máximo é esticar-me nos meus aposentos e descansar. Ficar assim, sussugadita, no meu cantinho, no meu silêncio. Ou, no máximo dos máximos, com o ronronar do Pepe como "música" de fundo.

Para o fim-de-semana não há grandes planos. Além das lides domésticas e de querer ver se é desta que meto a mão (e o ferro, vá) a uma torre de roupa por passar que ando a fingir que não existe há semanas, também quero ver se faço nenhum. Fazer nenhum é uma coisa que me faz falta, embora tenha alguma dificuldade em saber fazê-lo. Ah! Amanhã vai haver lanche ajantarado com a maltinha da box, se calhar a parte do fazer nenhum vai ficar só para domingo. Eu bem disse que tenho alguma dificuldade em fazer nenhum. E o pior nem é isso. O pior vai ser conseguir resistir à tentação do demónio e manter bem firme o desafio sem açúcar deste mês. Estão a imaginar, não estão? Toda eu rodeada de comida do mal e a modos queeee, só observo. Não se riam porque não tem piada, 'tá!! Há quem deseje ganhar o Euromilhões, já eu desejava comer como uma javarda e ainda assim ter uma barriga à Carolina Patrocínio. Mas diz que não dá. Vida injusta.

Vá... bom fim-de-semana pessoas!

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Malas nunca são demais #3

Dos criadores de "malas nunca são demais", vem aí, "falência na certa".

 Guess (link)


Guess (link)

Porque no caso de dúvida, a pessoa atira-se às duas. Fácil (ou não).


quarta-feira, 3 de abril de 2019

Não fossem os 12 cm de salto...


GUESS (link)

...e tínhamos tudo para sermos felizes por aí.
Imagino-as num look branco total, num look preto total, nuns boyfriend ou mom jeans com t-shirt branca e blazer preto, enfim...imagino-as a fazer um brilharete nos pezinhos de alguém. Oh coisinha mailinda e fofa da sua mãe!

terça-feira, 2 de abril de 2019

Gaijices, cenas várias e eu #1


A pessoa que vos escreve padece de jeanstress, um fenómeno da psique que acabei de inventar, mas que descreve na perfeição o estado de nervos que um singelo par de calças tem provocado na minha pessoa. Tanto que, proíbe-me a mim própria de cair na tentação de apostar num novo par de jeans - seja ele mid waist, high waist, regular fit, push-in, push-up ou o caralhinho -, até os meus membros inferiores ultrapassarem esta crise existencial. Não há condições. A pessoa finalmente descobre a oitava maravilha nos jeans de cintura subida, nomeadamente, nos mom jeans, depois de anos e anos enfiada em cinturas descidas, sempre com aquela preocupação de ter ou não a fisga (vulgo, cuecas de fio dental) à mostra e com a aragem a bater nos rins, mas se veste o 36 parece um saco de batatas, e se veste o 34 sente o quadrícep a pedir socorro e a celulite a multiplicar-se à velocidade da luz tal é a má circulação. É que nem vamos falar dos skinny jeans!!! Atentem no que vos digo, já vi pessoas cortarem os pulsos por menos. 

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Parece mentira mas é verdade


Olá Blogosfera, parece mentira, mas estou aqui!
Está alguém aí desse lado?
Dos 23427 leitores de tempos idos deste mui nobre espaço, restam quantos? 10? 6? 2? Quem são os resistentes?

A vocês, que ainda mantêm uma réstia de esperança na minha pessoa, peço imensa desculpa pela ausência dos últimos tempos, mas devo ter sido possuída pelo síndrome da página em branco. Não tenho sentido qualquer inspiração para escrever nem para partilhar o que quer que seja. Nem mesmo futilidades, o que pode ser considerado um sinal de alerta pelo departamento de psique.

Não sei mas...talvez a evidente perda de interesse pelos blogs em geral, também tenha um "dedo" ou dois nesta minha falta de entusiasmo em escrever. Não sei o que vocês acham, mas o que sinto é que, hoje em dia, poucas pessoas lêem blogs ou têm paciência para grandes blábláblás, preferindo um conteúdo mais instantâneo, como é o caso do Instagram. Eu própria confesso que tenho não tenho acompanhado blogs.

Talvez seja só uma fase, mas, já agora, gostava de saber qual é a vossa opinião em relação aos blogs em geral e ao meu em particular. Se vale a pena ou não escrever num blog? O que mais gostam de ler num blog? Quais as vossas rubricas e temas favoritos? Contem-me tudo e deixem-me as vossas sugestões. Pode ser que o "bichinho" desperte dentro da minha pessoa.

E nisto, já entrámos na Primavera e no segundo trimestre do ano. Além de sentir-me cada vez mais atropelada pelo tempo, por aqui, tem sido a vidinha do costume: casa, trabalho, ginásio, com gordices e outros momentos lúdicos pelo meio. AHHHHHHHHHHH!! Por falar em gordices, ontem, enquanto comia um belo McFlurry de Oreo, decidi que arrancava este mês de Abril com um novo desafio de trinta dias sem açúcar. Mas, depressa me lembrei de um pequeno pormenor chamado folar da Páscoa (com pito, de preferência) e, numa pequena troca de ideias com algumas seguidoras fofinhas decidi o seguinte: Abril sem açúcar com interrupção no fim-de-semana de Páscoa, seguido de trinta dias sem açúcar em Maio. Quem alinha comigo? Váááá, deixem-se de mimimi, ÓÓkey?!

Falemos de outros temas igualmente fracturantes para a sociedade, como por exemplo, isso mesmo!, falemos de trapos. Ando aqui cheia de vontade de estoirar metade e outro tanto do ordenado em roupa, mas chego às lojas e não vejo assim nada que me aqueça o coração e que justifique entrar em falência técnica. No entanto, acabei por afogar as mágoas numas sapatilhas. Não me julguem, cada um é feliz à sua maneira.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Tudo descontroladamente controlado

Na passada segunda-feira foi dia de ter um tête-à-tête com a balança da Maria, isto, depois de seis meses e pouco sem saber como é que andávamos aqui de massas gordas e magras. A última consulta tinha sido em Junho do ano passado e lembro-me que tinha voltado a atingir o mínimo de massa gorda que alguma vez consegui, e estava com 17%. Sendo que desta última vez a perda de gordura reflectiu-se mais nas pernas e não tanto no abdómen como em 2017 pela mesma altura, ano em que voltei a saber o que era ter uma barriguinha super lisa. Foi o resultado de ter introduzido o cycling na minha rotina de treino.

Mas ósdispois meteu-se o Verão, os gelados e as tripas com chocolate, meteram-se muitas pratadas de massas e muitos hambúrgueres artesanais, meteram-se domingos de pizzas e batatas do demónio, meteu-se muito cinema e muitas pipocas, meteu-se o Natal, os chocolates, as rabanadas e outras cenas maléficas, e meteu-se o terrível mês de Janeiro em que só me dá para (continuar) comer como se não houvesse amanhã, qual lontra debulhadora. Posto isto, fui adiando as consultas de nutrição porque tinha noção que não andava a cumprir o plano, PIOR!, que andava completamente em modo lambona, pelo que não valia a pena dar uma de masoquista e ir confirmar o óbvio.

Entretanto, chegou Fevereiro e achei que estava mais do que na altura de deixar-me de merdas, pelo que marquei consulta com a minha Maria-dos-cabelos-mailindos a fim de saber qual o ponto de situação e assim voltar ao foco. Claro que para inicio de conversa tive de confessar as minhas facadas na alimentação saudável e foi muito bonito quando chegou a parte de dizer tudo o que comi no dia anterior, tendo em conta que o dia anterior foi um domingo e foi assim uma pequena desgraça desde tomar o pequeno-almoço no lugar do almoço (uma vez que acordei tarde), a lanchar uma bela de uma tripa com chocolate seguida de um balde de pipocas e terminando com uma mega tosta com salsichas pelo meio como jantar. Que vóóónito, hããã, Bruna Filipa!! Lição número um: não marcar consultas de nutrição a uma segunda-feira.
Depois disto, a Maria só dizia "eu espero bem que não tenhas ultrapassado os 20% de massa gorda!!". E puuuuuumbas!!


É caso para dizer: tudo descontroladamente controlado. A gordura corporal não disparou assim tanto e ainda consegui aumentar trezentos preciosos gramas de massa muscular. Treinar regularmente ajuda muito, imaginem, então, se conciliarmos com uma alimentação saudável e minimamente regrada.
Recordo que quando cheguei à Maria em Janeiro de 2016, pesava 61,3 kgs, estava com 25,8% de massa gorda e 43,9 de massa muscular. Sem querer, perdi massa muscular por altura da meia maratona de Aveiro e estava apenas com 41,9. Sentia-me excessivamente magra, mas lá está, não foi por opção e levei bastante tempo para conseguir recuperar o músculo perdido. Como já disse, o mínimo que consegui de massa gorda foi 17%.
Hoje, peso 59 kgs, tenho 18,7% de massa gorda e 46,7 de massa magra, tenho a gordura visceral no mínimo dos mínimos e um IMC de 20,7 considerado saudável, 15 anos de idade metabólica e o caminho passa aumentar um pouco mais a massa magra e reduzir gordura da zona abdominal essencialmente. Ou seja, adeus vidinha de lontra debulhadora!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Retrospectiva Literária 2018


Depois de algum tempo a ler dois/três livros por ano, 2018 foi, sem dúvida, o ano em que fui uma consumidora ávida de livros. Bati todos os recordes. Acho que nem mesmo nos tempos de "Uma Aventura" li assim tantos livros num só ano. Talvez esta entrega à leitura não tenha acontecido por acaso, mas ainda bem que assim foi. Não me sinto mais ou menos inteligente em relação a A, B, C ou D, mas sinto-me mais rica enquanto pessoa. Há toda uma magia na entrega a um livro, que só mesmo um "livrólico" consegue perceber. Quando lemos de corpo e alma, vivemos aquela história, vivemos aqueles personagens, vivemos aquele ambiente/época, vivemos aqueles sentimentos, o que de um modo ou de outro nos pode ajudar a encarar situações do nosso dia-a-dia, a relativizar problemas, a encontrar novas perspectivas e a ampliar horizontes. Os livros dão-nos asas e acredito muito na capacidade que têm de nos moldar enquanto pessoas de forma bastante positiva. Viajar é óptimo, mas viajar sem sair do sofá não lhe fica atrás (sendo bem menos dispendioso!). Espero que este novo ano literário seja tão bom ou melhor do que 2018!

Dois mil e dezoito em livros

25 livros
2 +/- livros por mês
9.979 páginas no total
832 páginas por mês
684 páginas do livro mais longo que li

Melhor livro: "A Verdade sobre o caso Herry Quebert" de Jöel Dicker. Não podia ter acabado de melhor forma o percurso literário de 2018. Jöel Dicker foi uma excelente descoberta. Mal terminei o caso Quebert peguei logo no "O Livro dos Baltimore" do mesmo autor e o "Desaparecimento de Stephanie Mailer" será para ler em breve.
Pior livro: "O Sol de Tânger" de Christine Mangan. Foi das leituras mais aborrecidas que tive em mãos e não recomendo.

Para este ano, o desafio passa por conseguir ultrapassar o recorde de dois mil e dezoito e assim chegar aos trinta livros. A ver vamos. Também pretendo explorar novos autores e sair mais vezes do meu registo habitual: policial/thriller. Não sei se este será o ano de ler Lev Tolstoi, por exemplo, mas estes são alguns dos autores que pretendo explorar: Richard Zimbler, Carlos Ruiz Zafón, Julia Navarro, Kristin Hannah, entre outros. E claro, continuo a contar com vocês para esta partilha de opiniões e sugestões. Combinado?


sábado, 19 de janeiro de 2019

Vouga Trail


Eram sete da manhã e o despertador tocava. Estava quentinha, tinha o Pepe ao fundo da cama e ouvia a chuva a bater forte na janela do quarto. Tinha o meu livro "A Sombra do Vento" a cem páginas do fim mesmo ao meu lado na mesinha de cabeceira. Estavam reunidas todas as condições para dar parte de fraca e desistir do trail. Mas lá fui eu, a maldizer a minha vida, a perguntar porque me inscrevi e porque raio dou ouvidos a gente mais tolinha do que eu, mas fui.

Já na meta, tive a certeza que, de facto, inscrever-me neste trail não foi de todo a ideia mais iluminada de sempre. Não que ainda tivesse dúvidas, mas uma coisa é imaginar ai vai estar tanto frio, ai que vou levar com chuva da grossa, ai que as articulações nem vão aquecer e vou torcer um pé, ai que vou escorregar na lama e partir-me toda, outra é começar a sentir mesmo no corpo. Choveu o percurso tooooodo, ora mais miudinha ora mais forte, foram dezasseis quilómetros debaixo de chuva. 

Mas está feito. E agora que estou aqui, bem mais quentinha, completamente enrolada até ao pescoço na manta no conforto do sofá, penso e, apesar de toda a resmunguice e ratazanice aguda, não me arrependo nada de ter ido. Foi uma prova de muita força mental e no fim quase entrei em hipotermia, mas é mais uma experiência que levo comigo. O percurso é muito bonito, passámos pela Cascata da Cabreira, por exemplo, e por outros lugares igualmente bonitos que se não fosse este trail, provavelmente nunca iria conhecer. Depois, é aquele sabor bom da superação, de quem sai da zona de conforto. De qualquer forma, DUUUUUUVIDO que alguma vez me apanhem novamente num trail em pleno dia de Inverno. Frio? Ainda vá que não vá, mas chuva?? CREDO, senhores, CREDO!!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

São Silvestre Cidade do Porto


Depois de temas fracturantes como a Primeira Grande Guerra dos Programas das Manhãs Portuguesas, aposto que estava tudo em pulgas para que voltasse ao tema das corridas, confessem. Vamos lá então!

Antes da São Silvestre no Porto (que já lá iremos), a última vez que tinha calçado as sapatilhas para ir correr tinha sido em Setembro, no terceiro trail organizado pelos escuteiros de Águeda. Foram dezanove quilómetros tão sofridos que devo ter ficado com um pós-trauma qualquer, o que me levou a deixar passar ao lado algumas provas durante o resto do ano, apesar da insistência dos meus parceiros de corrida. Não foram dores musculares nem falta de resistência como por vezes acontece, nem tão pouco cansaço, foi mesmo uma valente dor de burro que não me largou desde o terceiro quilómetro, mais coisa menos coisa, até ao último dos últimos. Foi horrível!!! Correr com aquele desconforto ali a latejar do lado direito da barriga é pura tortura, senhores, TOR-TU-RA. Os entendedores entenderão. No inicio, quando ainda era uma principiante, era frequente sentir essa dor mas era uma coisa de minutos e passava. Uma hora nisto? Quilómetros e quilómetros a fio?! Fónix, parecia macumba.

Macumba ou não, não podia continuar armada em cocó e a deixar-me dominar pelo fantasma da dor de burro, então, assim na loucura e cheia de confiança, inscrevi-me na São Silvestre do Porto marcada para a véspera de fim-de-ano. Sempre ouvi maravilhas desta corrida, cheguei a inscrever-me em 2017 mas acabei por não ir, pelo que não ia deixar passar mais um ano. Amigas, foi qualquer coisa de espectacular! E confesso que já tinha saudades da sensação de correr e de alcançar a meta.

Embora nos últimos tempos ande mais envolvida nos trails, foi pelas ruas da cidade que ganhei o gosto pela corrida. E correr no meio de plena Invicta à noite foi só lindo. Já tinha participado na São Silvestre de Aveiro, mas ESQUEÇAM, a do Porto dá quinze a zero. O espírito é totalmente diferente, já para não falar no percurso em si que é bem mais interessante e desafiante. Não sei se é por sermos centenas e centenas de participantes e ser ali entre o Natal e o fim-de-ano, em que as pessoas ainda estão com aquele sentimento mais especial e as ruas ainda espelham o brilho da época, mas esta prova conquistou-me por completo. O ambiente é mesmo incrível, tem mooooontes de gente nas ruas a puxar pelos corredores, muita animação e muita música, o que dá um boost enorme. A chegada ao túnel de Ceuta, já nos últimos quilómetros, foi para mim o ponto alto da prova. AC/DC a ecoar no máximo entre aquelas paredes, malta a dançar, cartazes motivadores, enfim... Épico! Foi sem duvida o meu combustível para dar aquele gás final e conseguir cumprir o objectivo que tinha estabelecido: terminar abaixo de uma hora (58', não idem vocês pensar que despachei aquilo em 35'). E não há nada melhor do que a sensação de cumprirmos os nossos objectivos pessoais.


Quero dar mais uma vez os meus sinceros parabéns à organização, porque não é fácil mobilizar tanta gente, e, mesmo assim, conseguem criar um ambiente fantástico. Foi a minha primeira São Silvestre no Porto e, se Deus Nosso Senhor quiser, não será a última. E vocês, minhas lontras preguiçosas, não deixem de participar! "Ah e tal mas eu não aguento correr cem metros quanto mais dez quilómetros!!!", pois que têm o ano toooooooodo para treinar e podem começar já amanhã, está bom? Não m'enervem.


terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Um breve ponto de situação


Pessoas-fofinhas-que-ainda-se-dão-ao-trabalho-de-ler-este-blog, como vai essa saudinha? Tudo jóia? E como andam os ânimos decorridos os primeiros quinze dias do ano, hum? Tirando aquela que foi a Primeira Grande Guerra dos Programas das Manhãs Portuguesas que ficará para todo o sempre registada na História de Portugal a ser estudada, futuramente, nas aulas de história pelos nossos filhos/netos/bisnetos, parece-me tudo muito pacifico. Além do telefonema em directo do nosso Presidente da Republica a felicitar Cristina Ferreira pela estreia do seu programa, não estou a ver assim nenhum sururu de maior relevância para as nossas vidas. Nada contra, não comecem já a apedrejar-me, mas, minhas amigas, que há ali uma pontinha de show off a mais, há e não digam o contrário (e ninguém me tira da ideia que aquele telefonema para a RTP a dar apoio a Roberto Leal foi só para acalmar os ânimos e mostrar que não foi de todo intenção alimentar guerras). É isso e o "país e o mundo e o doce da Cristina". Oh Criiiiiiiisto, vem cá baixo ver isto!! Claro que o "Guigui" "aceitou" o desafio com todo o profissionalismo que lhe é sobejamente reconhecido. Que a senhora é um caso de sucesso é, bato-lhe palminhas e reconheço-lhe o mérito além de simpatizar muito com ela, mas, por favor, não percamos a noção, pode ser? Se ninguém lhe põe a mão, não tarda está a lançar um desafio ao Senhor Padre da Malveira para terminar a missa dominical com "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ide em paz e que a Cristina esteja convosco". Que ninguém lhe dê ideias.
Do outro lado, temos o Manuel Luís Goucha isolado e de rastos, segundo os órgãos de comunicação social, essas fontes de informação altamente fidedignas. Que a vida dele não está fácil, não está não senhor, já que a sua pupila lhe está a dar uma valente coça nas audiências. De nada lhe valeu ilustres convidados como Mário Machado e Alexandre Frota. O segundo nem chegou a aparecer e sem qualquer justificação para a mudança de planos na programação da TVI, o que revela, de facto, algum desespero em tentar conquistar audiência. Quanto ao primeiro, e politiquices à parte, não me sai da cabeça a questão "acha que faz falta um novo Salazar" e a resposta afirmativa. É que com o currículo dele e com um Salazar, o mais certo seria ainda estar fechado na masmorra, mas tuuuuuudo bem.
Dizia eu que o Goucha caiu a pique nas audiências e nem a bonitona da Maria Cerqueira Gomes lhe valeu para a desgraça não ser assim tão grande. A moça conquistou o lugar mais cobiçado da televisão, mas tadinha, não vai ter tarefa fácil, já para não falar que vai estar sempre sujeita a comparações com a anterior apresentadora. No que a trapos diz respeito, digo já que a Cristina Ferreira tem dado quinze a zero praticamente todos os dias. Frivolidades à parte, a Maria é simpática, tem boa imagem, parece humilde e penso que tem tudo para ir longe. Mas lá está, estará na sombra da Tinita ainda por muito e bom tempo.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Isto, sem tirar nem pôr.

(preparem o chá e uns biscoitos ou umas pipocas, porque vem daí testamento...)

Primeiro post do ano. Perdoem-me, mas não deu para vir ao estaminé mais cedo. Agora, digam-me cá. Além daquele daquele discurso típico de cota, que o tempo passa a correr, que ainda ontem era 2010 e já estamos quase em 2020, que a vida são dois dias e rebéubéu pardais ao ninho, é suposto fazer um daqueles textos xpto, todos bonitinhos, com um resumé do ano que terminou e todo um sem-número de resoluções e desejos? Ok, então é assim... Numa primeira avaliação geral, diria que 2018 foi uma merda. Resoluções? Lamento, mas não tenho.

Pronto, podia ficar por aqui, mas não escrevo há muito tempo (pelo menos coisas assim mais sérias) e apetece-me abrir o coração. Dizia eu que 2018 foi uma merda. De facto, o ano que terminou não foi de todo um ano bom, não senhor. O anterior também não o foi, mas este último foi um abuso. Se tivesse de escolher uma palavra para caracterizá-lo, escolhia "provação". Ainda assim, parece-me uma palavra muito "pequenina" para descrever todo um forrobodó de cenas dos mal.

Além de ter sido o oficializar do fim do meu casamento (apesar de ter sido uma decisão consciente, não deixa de ser mau pelas mais variadas razões), também fui vitima de injúrias. Vivi uma autêntica novela, digamos assim, e passei por situações que jamais imaginei passar, o que me fez questionar tudo e todos, desconfiar até da própria sombra, já para não falar da instabilidade emocional (que já não estava muito boa por razões óbvias). A minha esperança na humanidade ficou reduzida a uma unha negra.

Como diz o outro "anda meio mundo a f*der outro meio mundo". Não falo apenas da minha situação, mas do que se vai vendo de uma forma em geral. As pessoas são más, maquiavélicas, cada vez mais interesseiras e desprovidas de valores, não olham a meios para atingir os fins e as suas capacidades de manipulação chegam a ser assustadoras. Pode parecer estúpido, principalmente falando assim muito por alto deste assunto, mas acreditem que pela primeira vez na vida senti receio de alguém.

Ainda assim, não consigo desejar mal a quem tanto mal me fez, o meu único desejo passa apenas e só pela verdade. Porque aquela coisa do "o que importa é ter a consciência tranquila" é muito bonita, mas na prática não é tão simples assim. Por mais que não se queira, fica sempre a moer cá dentro. Afinal, ninguém gosta de ser vitima de injustiça/difamação/mentira, principalmente, quando pessoas importantes para nós acabam por ser envolvidas e incomodadas. Assim, só desejo mesmo a verdade e talvez seja esse um dos grandes desejos para este ano, no entanto, não pretendo de todo viver em função disso e espero muito que o tempo continue a tornar tudo isto cada vez mais leve cá dentro.

Mas 2018 também teve as suas coisas boas e muito boas, não fiquem com a ideia de que foi só desgraças e más energias. Nem tudo é mau e uma vez que somos feitos de momentos, está nas nossas mãos tirar o melhor partido dos "bons" e (tentar) relativizar os "maus". Até porque o que não nos mata torna-nos mais fortes (muito cliché, mas muito verdadeiro) e mesmo quando não parece, quero acreditar que a vida conspira sempre a nosso favor.