...um estado de espírito? Talvez um pouquinho de tudo. E também uma necessidade de viver mais devagar. Um bem essencial e escasso tal é o stress diário a que estamos sujeitos pelas mais variadas razões. Sempre gostei de viver dias cheios e sentir-me ocupada dos pés à cabeça 24/24 horas. A agitação faz-me sentir útil e viva, para além de achar mais entusiasmante viver os dias a mil.
Mas não somos de ferro e num abrir e fechar de olhos a agitação dá lugar à ansiedade. A ansiedade do tempo não chegar para tanto que se quer fazer. A ansiedade de querer estar em todo o lado. A ansiedade de falhar com o planeado. A ansiedade do perfeccionismo (característica máxima dos virginianos). Ansiedade essa que por sua vez conduz a mais stress. Um ciclo vicioso tão comum que muitas vezes ata pés e mãos e deixa-nos como que à deriva sem saber muito bem para que lado virar, onde se torna fundamental estabelecer prioridades.
E se por um lado não somos de ferro, por outro, somos feitos de sentimentos e nem sempre o nosso psicológico dá a força necessária para estarmos em todas as frentes de corpo e alma, com a alegria e vitalidade que se pretende.
Às vezes gostava de ser duas. Enquanto uma encarregava-se do trabalho e das responsabilidades mais sérias, a outra dedicava-se aos passatempos, às coisas que mais gostamos de fazer, aos pequenos prazeres da vida e às pessoas que nos rodeiam. Uma para a parte séria e outra para a parte divertida da vida. Uma para viver as tristezas e angustias e outra para viver a felicidade. Mas na realidade sou só uma e senti (e sinto) necessidade de abrandar. Porque nem sempre é fácil saber gerir tudo. Porque fases menos boas existem. Porque às vezes sentimos necessidade de estar no nosso canto, de meditar e de dedicar tempo de qualidade a nós mesmas, para depois regressar com mais força.
Nisto de querer abrandar, tenho tentado aprender a viver com mais calma, com menos ansiedade e tenho organizado os meus dias da forma que acredito ser a melhor para mim. Uma das minhas prioridades é o desporto, como vocês bem sabem. É sem dúvida o meu escape e está longe de se resumir ao "ser fit" . É uma paixão, um desafio pessoal, um estilo de vida, um desfrutar da riqueza que é sentir-me cheia de vida, mas é também aquele momento em que me abstraio de tudo e acaba por ser fundamental para a minha sanidade mental.
No meio disto tudo, o blog não está esquecido nem me passa pela cabeça desistir dele, muito pelo contrário. Tal como já vos confidenciei: se eu estiver "onfire", o blog também estará; se eu estiver em modo ratazana deprimida é provável que o blog fique assim, neste marasmo, à espera de melhores dias porque prefiro escrever-vos com alegria e entusiasmo do que deixar passar alguma apatia. Porque é mesmo isto.
São vários os comentários e mensagens onde vocês "reclamam" - "e porque agora é só crossfites e cenas assim" dizem vocês -, onde eu tento guardar apenas o lado bom disso. Porque se vocês reclamam a minha ausência é porque gostam de mim de alguma maneira e sentem a minha falta. E isso é bom, não me canso de agradecer o vosso carinho, mas... Tentem compreender-me e tenham um pouquinho de paciência. Eu continuo a ser eu, a "Gata" que vocês conheceram e quero apenas continuar na liberdade de ser quem sou. Mais ausente, menos ausente, com dias bons e dias maus, com fragilidades que tento ultrapassar e sonhos que não deixo de perseguir. E com o presente desejo de viver a vida mais devagar.
São vários os comentários e mensagens onde vocês "reclamam" - "e porque agora é só crossfites e cenas assim" dizem vocês -, onde eu tento guardar apenas o lado bom disso. Porque se vocês reclamam a minha ausência é porque gostam de mim de alguma maneira e sentem a minha falta. E isso é bom, não me canso de agradecer o vosso carinho, mas... Tentem compreender-me e tenham um pouquinho de paciência. Eu continuo a ser eu, a "Gata" que vocês conheceram e quero apenas continuar na liberdade de ser quem sou. Mais ausente, menos ausente, com dias bons e dias maus, com fragilidades que tento ultrapassar e sonhos que não deixo de perseguir. E com o presente desejo de viver a vida mais devagar.










