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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Um breve ponto de situação


Pessoas-fofinhas-que-ainda-se-dão-ao-trabalho-de-ler-este-blog, como vai essa saudinha? Tudo jóia? E como andam os ânimos decorridos os primeiros quinze dias do ano, hum? Tirando aquela que foi a Primeira Grande Guerra dos Programas das Manhãs Portuguesas que ficará para todo o sempre registada na História de Portugal a ser estudada, futuramente, nas aulas de história pelos nossos filhos/netos/bisnetos, parece-me tudo muito pacifico. Além do telefonema em directo do nosso Presidente da Republica a felicitar Cristina Ferreira pela estreia do seu programa, não estou a ver assim nenhum sururu de maior relevância para as nossas vidas. Nada contra, não comecem já a apedrejar-me, mas, minhas amigas, que há ali uma pontinha de show off a mais, há e não digam o contrário (e ninguém me tira da ideia que aquele telefonema para a RTP a dar apoio a Roberto Leal foi só para acalmar os ânimos e mostrar que não foi de todo intenção alimentar guerras). É isso e o "país e o mundo e o doce da Cristina". Oh Criiiiiiiisto, vem cá baixo ver isto!! Claro que o "Guigui" "aceitou" o desafio com todo o profissionalismo que lhe é sobejamente reconhecido. Que a senhora é um caso de sucesso é, bato-lhe palminhas e reconheço-lhe o mérito além de simpatizar muito com ela, mas, por favor, não percamos a noção, pode ser? Se ninguém lhe põe a mão, não tarda está a lançar um desafio ao Senhor Padre da Malveira para terminar a missa dominical com "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ide em paz e que a Cristina esteja convosco". Que ninguém lhe dê ideias.
Do outro lado, temos o Manuel Luís Goucha isolado e de rastos, segundo os órgãos de comunicação social, essas fontes de informação altamente fidedignas. Que a vida dele não está fácil, não está não senhor, já que a sua pupila lhe está a dar uma valente coça nas audiências. De nada lhe valeu ilustres convidados como Mário Machado e Alexandre Frota. O segundo nem chegou a aparecer e sem qualquer justificação para a mudança de planos na programação da TVI, o que revela, de facto, algum desespero em tentar conquistar audiência. Quanto ao primeiro, e politiquices à parte, não me sai da cabeça a questão "acha que faz falta um novo Salazar" e a resposta afirmativa. É que com o currículo dele e com um Salazar, o mais certo seria ainda estar fechado na masmorra, mas tuuuuuudo bem.
Dizia eu que o Goucha caiu a pique nas audiências e nem a bonitona da Maria Cerqueira Gomes lhe valeu para a desgraça não ser assim tão grande. A moça conquistou o lugar mais cobiçado da televisão, mas tadinha, não vai ter tarefa fácil, já para não falar que vai estar sempre sujeita a comparações com a anterior apresentadora. No que a trapos diz respeito, digo já que a Cristina Ferreira tem dado quinze a zero praticamente todos os dias. Frivolidades à parte, a Maria é simpática, tem boa imagem, parece humilde e penso que tem tudo para ir longe. Mas lá está, estará na sombra da Tinita ainda por muito e bom tempo.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Isto, sem tirar nem pôr.

(preparem o chá e uns biscoitos ou umas pipocas, porque vem daí testamento...)

Primeiro post do ano. Perdoem-me, mas não deu para vir ao estaminé mais cedo. Agora, digam-me cá. Além daquele daquele discurso típico de cota, que o tempo passa a correr, que ainda ontem era 2010 e já estamos quase em 2020, que a vida são dois dias e rebéubéu pardais ao ninho, é suposto fazer um daqueles textos xpto, todos bonitinhos, com um resumé do ano que terminou e todo um sem-número de resoluções e desejos? Ok, então é assim... Numa primeira avaliação geral, diria que 2018 foi uma merda. Resoluções? Lamento, mas não tenho.

Pronto, podia ficar por aqui, mas não escrevo há muito tempo (pelo menos coisas assim mais sérias) e apetece-me abrir o coração. Dizia eu que 2018 foi uma merda. De facto, o ano que terminou não foi de todo um ano bom, não senhor. O anterior também não o foi, mas este último foi um abuso. Se tivesse de escolher uma palavra para caracterizá-lo, escolhia "provação". Ainda assim, parece-me uma palavra muito "pequenina" para descrever todo um forrobodó de cenas dos mal.

Além de ter sido o oficializar do fim do meu casamento (apesar de ter sido uma decisão consciente, não deixa de ser mau pelas mais variadas razões), também fui vitima de injúrias. Vivi uma autêntica novela, digamos assim, e passei por situações que jamais imaginei passar, o que me fez questionar tudo e todos, desconfiar até da própria sombra, já para não falar da instabilidade emocional (que já não estava muito boa por razões óbvias). A minha esperança na humanidade ficou reduzida a uma unha negra.

Como diz o outro "anda meio mundo a f*der outro meio mundo". Não falo apenas da minha situação, mas do que se vai vendo de uma forma em geral. As pessoas são más, maquiavélicas, cada vez mais interesseiras e desprovidas de valores, não olham a meios para atingir os fins e as suas capacidades de manipulação chegam a ser assustadoras. Pode parecer estúpido, principalmente falando assim muito por alto deste assunto, mas acreditem que pela primeira vez na vida senti receio de alguém.

Ainda assim, não consigo desejar mal a quem tanto mal me fez, o meu único desejo passa apenas e só pela verdade. Porque aquela coisa do "o que importa é ter a consciência tranquila" é muito bonita, mas na prática não é tão simples assim. Por mais que não se queira, fica sempre a moer cá dentro. Afinal, ninguém gosta de ser vitima de injustiça/difamação/mentira, principalmente, quando pessoas importantes para nós acabam por ser envolvidas e incomodadas. Assim, só desejo mesmo a verdade e talvez seja esse um dos grandes desejos para este ano, no entanto, não pretendo de todo viver em função disso e espero muito que o tempo continue a tornar tudo isto cada vez mais leve cá dentro.

Mas 2018 também teve as suas coisas boas e muito boas, não fiquem com a ideia de que foi só desgraças e más energias. Nem tudo é mau e uma vez que somos feitos de momentos, está nas nossas mãos tirar o melhor partido dos "bons" e (tentar) relativizar os "maus". Até porque o que não nos mata torna-nos mais fortes (muito cliché, mas muito verdadeiro) e mesmo quando não parece, quero acreditar que a vida conspira sempre a nosso favor.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Vamos aos Saldos?


em três, dois, um... SEGUREEEM-SE!!

Logo a seguir ao nascimento do menino Jesus, o acontecimento mais importante de Dezembro são os saldos de Inverno. Qual passagem de ano, qual quê. Saldos, senhores, S-A-L-D-O-S. Quem me ouvir falar até pensa que estou hiper, mega entusiasmada com os saldos, mas não é bem o casaco. Acho que já me passou a fase do consumismo desenfreado, do comprar por comprar, do comprar uma peça só porque está dois euros mais barata e eu acho que preciso. Obviamente, tenho umas coisinhas debaixo de olho e que gostava de aproveitar (nem 8 nem 80, num é?). Ando há imenso tempo à procura de um casaco preto estilo robe e de um vestido também preto o mais versátil possível, mas não está fácil. Também gosto de aproveitar os saldos para comprar camisolas de malha. Isso, e uma peça assim mais divertida que faça a diferença, mas que não justifica comprar em época normal por não ser, à partida, tão versátil.

O importante é comprar de forma consciente, caso contrário, os saldos não serão assim uma oportunidade tão boa quanto isso. Aproveitem para comprar aquela peça que sabem que vão usar e abusar, renovar os básicos e apostar na qualidade. A regra de ouro para não cometer excessos e fazer compras desnecessárias é saber o que nos faz falta, senão chegamos ao fim com a sensação de sempre "tanta roupa e nada que vestir". Portanto, minhas amigas, é condição obrigatória fazer um pequeno raio-x aos nossos armários antes de nos lançarmos aos saldos.

Posto isto, decidi preparar este post com algumas peças que acho essenciais no nosso closet, de forma a dar-vos algumas dicas para as vossas comprinhas.
Espero que gostem e que vos seja útil!

Ora então...

1- Um bom casaco de Inverno


1- Casaco H&M (link) | 2- Casaco Lanidor (link) | 3- Casaco Salsa (link) | 4- Casaco Salsa (link) | 5- Casaco Zara (link) | 6- Casaco Zara (link) | 7- Casaco Mango (link) | 8- Casaco Salsa (link) |
9- Casaco Zara (link) | 10- Casaco Zara (link)

Preto, camel ou cinza é simplesmente indispensável. Se já tiverem estas cores mais neutras, porque não apostar num vermelho ou num azulão, por exemplo?

Foi o melhor que se arranjou #292


magic season!

Mal entramos no último trimestre do ano, ansiamos pela chegada do Natal. Miúdos ou graúdos, mais ou menos entusiastas, acho impossível não nos deixarmos contagiar um pouquinho que seja pelo espírito da época. É o brilho das luzes nas ruas e nas nossas casas que intensificam os sonhos e aconchegam a alma, é todo o sentimento que desperta, é a alegria mais pura e inocente das crianças, são os sorrisos que se espalham, o coração que amolece, é toda a magia que paira no ar...é o cenário perfeito para o encantamento que, por momentos, abstrai-nos de tudo o que nos possa inquietar. Então, contamos os dias, contamos as horas, contamos os minutos, mas quando vamos a ver puuuufff, o Natal já passou. Chegou depressa, passou depressa.

Confesso que ultimamente não tenho vivido o Natal com a mesma alegria/euforia de outros tempos, mas continuo a deliciar-me com esta época. Nos mais pequenos detalhes consigo encontrar a miúda que escrevia a carta ao Pai Natal. Aquela que acreditava que a carta que escrevia chegava realmente à Lapónia. Aquela que na noite de 24 de Dezembro deitava-se cedo com o desejo de acelerar o tempo até à manhã seguinte, tal era a ânsia de encontrar os presentes junto à lareira. Sinto saudades desta época, do sentimento que se vivia e de toda a expectativa que tornava tudo tão mágico. Tenho saudades de um Natal que já lá vai. Por várias razões, tenho saudades. Mas Natal será sempre Natal, com tudo o que significa para mim.

E vocês, que me acompanham de há seis Natais para cá, espero que tenham tido um Natal muito feliz junto das pessoas que mais gostam e, claaaaro, com algumas prendinhas também.

Falando de trapos... Há duas coisas no Inverno que me roubam o coração: casacões e malhas quentinhas. Recentemente, partilhei-vos o meu encantamento com a H&M e, de facto, está com peças super giras, nomeadamente, casacões e malhas. Esta camisola vermelhusca é de lá e é linda, fofinha e quentinha, e foi baratusca. Imaginem agora com os saldos! Fica a dica até porque os ditos cujos (os saldos!) arrancam já amanhã.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Party Season

Em véspera de Natal, decidi presentear-vos com algumas sugestões de looks festivos. O mês de Dezembro é toda uma agenda de eventos sociais. Os jantares de Natal já lá vão (embora também há quem se reúna em Janeiro), mas ainda temos a festa de fim de ano.
Não sei se já sabem o que vão vestir para dar as boas-vindas a 2019, se vão ter uma festa de arromba ou se vão ficar tipo eu, numa onda mais soft, mas estas quatro sugestões já ninguém vos tira. Se não for para a passagem de ano, poderá servir de inspiração para outra ocasião especial qualquer. E atenção, os saldos estão aí!


Vestido Zara (link) | Brincos Parfois (link) | Clutch Parfois (link) | Sapatos Aldo (link)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Relax, it's weekend! #48

Quem é que já entrou em mini-férias de Natal? (euuuuuuu)
Quem é que já tem as prendinhas de Natal todas despachadas? (euuuu)
Quem é que hoje tem jantar de Natal? (euuuuu)
Bom, o que é certo é que o mais importante no meio disto tudo, logo a seguir ao nascimento do menino Jesus, é que os saldos da Zara arrancam jáááá daqui por uma semana. Portanto, se o Pai Natal não fizer caso dos vossos pedidos, sempre têm os saldos para afogar as mágoas. 

Deixo-vos com uma nova sugestão de look para os dias mais descontraídos, sendo que complementava este outfit com um dos collants mega fashion da Calzedonia. Espero que gostem!

Casaco Zara (link) | Vestido Zara (link) | Mala Guess (link) | Botas Strena (link)


Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

BOOK | "A verdade sobre o caso HARRY Quebert" de Joël Dicker


não podem deixar de ler!!

Empolgante. Viciante. Brilhante. Envolvente. Surpreendente. Tudo de bom mesmo. Convencidos?

Não se deixem assustar pelas 664 páginas do livro. É um calhamaço do caraças, mas lê-se tão mas tão bem, que serão capazes de ler cem páginas de uma assentada sem dar conta. Temos aqui um enredo fantástico, cheio de mistério e suspense, mas de leitura muito simples e fluída.

Escrito pelo suíço Joël Dicker, este thriller dramático venceu em 2012 o Grande Prémio da Academia Francesa. E a grande questão do livro é: quem matou Nola Kellergan? É em torno deste mistério que gira a história e é a pergunta que nos acompanha até às últimas páginas. Mas não é o único mistério! Todo o enredo é um autêntico mistério. As personagens foram tão bem construídas, que todas elas escondem algo e dão indícios de serem suspeitos do crime.

A acção desenrola-se em dois tempos: no Verão de 1975, quando o escritor Harry Quebert de trinta anos conhece e apaixona-se por uma jovem de quinze anos - Nola; e em 2008, quando Harry é preso por ser suspeito do homicídio de Nola, desaparecida há trinta e um anos.

Dos melhores policiais que já li, senão o melhor, sem dúvida. Quando o caso Nola Kellergan parece estar mais que resolvido e explicado, quando tudo indica que é para ali, eis que surge uma reviravolta e voltamos praticamente à estaca zero. A maneira como o escritor dá a volta à história é impressionante. Assemelho a leitura deste livro à construção de um puzzle, cada capítulo é essencial, traz novos indícios, novas pistas, novas questões, personagens que vão aumentando cada vez mais o mistério.

Como já todos devem saber, este livro ganhou adaptação audiovisual e foi transformado numa mini-série de dez episódios, onde a personagem Harry Quebert é interpretado por Patrick Dempsey (esse gaaaaato!!). Quero já aqui deixar uma enoooorme salva de palmas à caracterização do actor, que teve de envelhecer para vestir o seu personagem e é impressionante como conseguiram realmente fazê-lo parecer bem mais velho do que é. 
Já vi cinco episódios e posso dizer que foi muito giro ter começado a ler ao mesmo tempo que via a série, não só pelo facto de poder dar uma cara às personagens e imaginar um cenário mais "realista" (imaginamos sempre algo, mas assim deixou de ser tão abstracto), mas também porque tornou a leitura ainda mais cativante.

No fim do livro, Harry Quebert diz "um bom livro, Marcus, é um livro que lamentamos ter acabado de ler. Este é de chorar baba e ranho, meus senhores. Valha-me os episódios da série que ainda me faltam ver e um novo livro que já dei inicio deste mesmo autor: O Livro dos Baltimore, que apesar do registo um pouquinho diferente também está a ser muito bom de ler.


P.S.: sim, este livro pode ser uma excelente prenda de Natal.