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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Moda 2015: o que é que aí vem?

Bem sei que vocês estavam à espera que chegasse aqui e debitasse umas quantas linhas-orientadoras-de-bem-vestir para este ano, bem como as tendências a seguir e as peças obrigatórias no vosso guarda-roupa miserável. Eu sei que vocês já não são ninguém sem os meus sábios conselhos, oh se sei. Mas desta vez estão com azar, minhas piquenas. Não sei o que a moda nos reserva, lamento, mas a partir do momento em que ouvi por aí um zum-zum-zum de que as calças à boca de sino iam voltar e ressuscitar do mundo dos mortos, fiquei tão espavorida da vida, que, muito sinceramente, prefiro ficar na ignorância quanto a modas (nem vamos falar das sovaqueiras peludas e coloridas, p-o-r-f-a-v-o-r).
Ahhhhhhhhhhhh, mas se me perguntarem o que acho que devia ficar bem morto e enterrado, e o que A-D-O-R-A-V-A que fosse abolido para todo o sempre do mundo dos trapos e afins, eu tenho a resposta na ponta da língua, aiiiiiii teeeeeenhoo. Ora vejamos:

Peças de roupa inspiradas em lingerie (ou lingerie style, só mesmo para o style). A sério, parem lá de andar na rua como se estivessem no cabaré da bicharada. Não é bonito, a sério que não. Se a "coisa" não for combinada com alguma contenção, então, o cenário só tende a degradar (ainda mais). Para além de estarem ali a meio caminho andado para serem confundidas com meninas de profissão dúbia.

As chamadas birkenstock. Pelo nome, até parece algo de muito pomposo e bonitinho, mas não se iludam, não passam mesmo de umas chanatas para a apanha do berbigão e que fazem lembrar os turistas e a sua meia branca. Já ando a rezar cinco Pais Nossos e três Avé Marias por dia, para não voltar a ver disso nas lojas.

Sapatos de homem, que dizem ser tendência para mulheres. Mas desde quando? Onde é que isso está escrito? Sabem quando é que me vão ver com um desses sapatos com fivelas e berlicoques pirosos em cima? N-U-N-C-A.

E já agora, o calçado com solas que vão daqui até à China (há quem chame de compensação, mas para mim, é só a coisa mais descompensada). Quando é que isso é bonito? NUNCA. A menos que queiram parecer umas arrastadeiras, com uns trambolhos nos pés.

E...calças à boca de sino? Têm mesmo a certeza que querem voltar a usá-las?! Por favor, NÃO! A sério, já é deprimente o suficiente ver a minha figura nas fotos de há dez anos atrás. Ponderem bem sobre o assunto, sim?

E unhas de gel com metro e meio de comprimento? Quando é que vocês se deixam dessas paneleirices, hum? É que se fosse giro, ainda vá que não vá, mas é horrível. Apenas e só, horrível. E quando fazem verdadeiras pinturas rupestres? ME-DO. Já para não falar que estão sujeitas a cometer um homicídio involuntário.

Implantação de doses industriais de silicone. Nas mamas, pois claro. Eu sei que é triste ter umas mamocas do tamanho de uma ervilha, a sério que sei. Mas daí a passar do 8 para o 80...não sei o que será pior, sinceramente. Depois é preciso ter sempre em conta a estrutura corporal. É que um corpo tipo Olivia Palito com umas mamas copa F, não é coisa lá muito bonita de se ver. Não sei, digo eu. E sempre ouvi dizer que tudo o que sai fora da palma da mão é desperdício (a comunidade masculina que se manifeste).

Calções ultra-mega-curtos, que mais parecem boxers-femininos-que-mal-tapam-as-bordas-do-rabo, fora com eles também. É piroso. Calções ultra-mega-curtos (que mais parecem boxers-femininos-que-mal-tapam-as-bordas-do-rabo) no Inverno, piroso ao quadrado. Calções ultra-mega-curtos (que mais parecem boxers-femininos-que-mal-tapam-as-bordas-do-rabo) no Inverno e com meia transparente, piroso ao cubo. Querem argumento melhor do que o facto de ser piroso?!

E quem diz calções ultra-mega-curtos, diz vestidos ultra-mega-curtos à piriguetchy. Daqueles vestidinhos tãoooo justos e tãooooo curtos, que basta o processo de apanhar algo do chão para ficar logo com a passarinha à mostra. Aliás, nem é preciso tanto, basta dar uns passos que o vestido vai subindo, vai subindo, e quando se vai a ver já a bainha vai no umbigo. Mas eu sei o que vai nessas cabecinhas ocas "ah e tal, assim é que estou gira, boa e sexy", mas não, estão redondamente enganadas. Assim, estão só com um ar a puxar ó aprostituzado. Só. Quando é que vocês aprendem que não precisam de andar semi-nuas para estarem poderosas? Xiiiiiiiça penico.

Botas acima do joelho à Pretty Women (ou over the knee boots, só para sermos chiques). Não digo que devam ser abolidas, já que ficam super giras em 0,5% dos casos. Mas deviam ser restritas a pessoas que acham bonito conjugá-las com um cinto que dão pelo nome de saia, e àquelas de perna curta e grossa que acham que favorece muito parecer ter botas até às maminhas. É uma tendência gira, sim, mas que não fica bem a qualquer pessoa. Ou acham-se todas umas angels à Victoria's Secret? Pfffffffffffffffff.

As leggings também deviam ter acesso restrito. Dá-me náuseas ver tantos "camel toes" a passarinhar por aí como se nada fosse. Não é bonito, não é naaaaaada bonito. É só MEDONHO, vá.

Ainda no campo das restrições, também é preciso ter a realidade bem presente na hora de se decidir usar um crop top. Eu, por exemplo, adoooooro essa peça, combinada com uma saia lápis então, ui ui. Mas tenho o discernimento suficiente para saber que a minha pança não me permite dar ao luxo de usar tal trapo. Sejamos realistas, sim? Nem tudo o que gostamos nos favorece (será que tenho de explicar sempre tudo? Apre).

Blábláblá e mais blábláblá para quê? Explicam-me? Já sei que entra a 50 e sai a 200. E pior, vão continuar a ser as mesmas pindéricas de sempre. Assim sendo, chega de gastar do meu precioso latim. Adeusinho e até mailoguinho. 
24-09-2013 15-51-22

Foi o melhor que se arranjou #103

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Diz que os saldos já começaram

 Lemon Jelly
Quem tem as galochas mais fofinhas e cintilantes de sempre, hum? Hum?
Animam até o dia mais chuvoso.

Parfois
Estava mesmo a precisar de uns brincos do género.
Não é coisa que só dê para comprar em época de saldos, tipo uma daquelas oportunidades únicas imperdíveis, longe disso, mas como sou pessoa que acha caríssimo tudo o que for acima de 1€, 1,5€ vá, no que a bijuteria diz respeito, gosto sempre de aproveitar os saldos para renovar o stock de quinquilharia lá de casa.

E prontos, a modos que para já é isto, e espera-se que não seja muito mais. Apesar de estarmos a falar de saldos, a carteira agradece sempre. Mas verdade seja dita, não me sinto n-a-d-a invadida pela típica histeria associada às promoções. Não sei, talvez fruto da minha condição de noiva e de pessoa poupada a pensar no futuro. Não que não tenha umas pecitas (poucas) debaixo de olho háááá meeeeeeeses, tipo, e passo já a citar:
1- Um bom-casaco-de-Inverno cinzento, quem diz cinzento diz preto já que não tenho nenhum nessas duas cores (comé qué possível?!!);
2- Continuando na onda dos casacos, a minha trench-coat já não está em grandes modos de se apresentar ao mundo (e a Lanidor bem que tem uma a fazer-se à minha pessoa ohhhhhhhh tempo);
3- Uns botins pretos (os meus já pedem a reforma e também já deram o que tinham a dar);
4- Uma mala vermelha (NÃOOOOOO Baby, não é OUUUUTRA mala, seria "OUUUUTRA mala" se eu já tivesse uma vermelha, MAS NÃO TENHO, e como não tenho, não é "OUUUUUTRA mala", estamos conversadinhos?);
5- Uns stilettos vermelhos (Baby, não vale a pena repetir o parêntesis de cima, pois não? Basta trocar a palavra "mala" por "stilettos". Além disso, sou A Gata de Saltos Altos, como tal, deveria ter um sem número de saltos altos à minha disposição.);
6- Uns slip-on da Salsa;
7- Por falar em Salsa, também tenho lá mais umas, sensivelmente, 236 peças que não me importava nadinha que passem a constar nos meus armários;
8- E tenho outras 127 peças na Lanidor que me davam imenso jeito.

Assim de repente, acho que é só. Eu bem disse que tinha pouquita coisa debaixo de olho. AHHHHHH, também gostava de aproveitar os saldos da Zara Home e, já agora, do Gato Preto. E é tudo. Acho eu.

24-09-2013 15-51-22

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Pergunta do momento: como dar a volta a um cachecol XXL?

Não, não é à Taliban, sosseguem.
Vocês pediram, vocês pediiiiiiiiiiiraaaaaaaaam muiiiiiiiiiiiito. E a vossa Gata tarda, mas não falha, essa é qué essa. A bem dizer, estava aqui no meu cantinho, a fingir-me de morta, a ver se vocês se esqueciam. Mas nãooooooooo, sempre a bater no ceguinho "então, a explicação?", "então mas...e a explicação?", "afinal de contas, como é que usas o teu?", "anda lá, expliiiiiiiiiica", e mimimi e mómómó e eu já fartinha de vos oubiri. Fora os 324 mails a perguntar pelo mesmo (se não fossem chatas, gostavam de ser o quê, hum? hum?). Até que prontos, fui vencida pelo cansaço e lá me decidi a fazer-vos a vontade. E a trabalheira? Xiiiiiiiiiiiiiça penico!! Mas pior...tanto trabalhinho para quê, afinal? Sim, porque vocês nem com desenhos a mexer vão lá, e vão continuar a parecer os pedaços de tecido andantes de sempre (ah! ah! ah! just kidding). Mas proooooooooonto, que não seja pela falta da minha ajudinha.

Ora bem, por forma a dar resposta ao vosso big dilema, decidi fazer uso de dois cachecóis diferentes. Um mesmo, mesmo XXL, o da Primark (azul), e outro XXL, mas não tão volumoso assim, o da Lanidor (vermelho). O da Primark é mesmo tipo manta polar, gigante e de tecido grosseirão, pelo que não há muito a poder fazer-lhe. Já o da Lanidor manobra-se mais facilmente, sendo possível usá-lo de várias formas (no entanto, só dou um único exemplo, e já é muito bom, não se queixem).  

Agora vá, estejam atentas porque só explico uma vez, entendido?

domingo, 4 de janeiro de 2015

Foi o melhor que se arranjou #102

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A Gata na Cozinha #36


Depois destes dias a enfardar como se não houvesse amanhã, era de bom senso partilhar algo assim mais pó levezinho e livre de calorias. Não sei, tipo uma daquelas mijocas verdes que prometem limpar o organismo e deixar-nos com um corpinho Danone. Até porque quase que aposto que uma das vossas resoluções de ano novo é dar inicio à dieta que vem sendo adiada, adiada, adiada e adiada. Mas então, porque não adiar só mais uns diazitos? Já estamos umas popotas e estamos, por isso, perdido por cem perdido por mil. Esqueçam lá o detox, isso fica para depois. Ponham é os olhinhos nestes meus cupcakes de-li-ci-o-sos.
Foram feitos num daqueles dias em que não havia mais nada interessante para fazer, a não ser estar enfiada dentro da cozinha (realy?!). Apetecia-me fazer qualquer coisa doce, mas diferente do que alguma vez fiz. Então, depois das bolachas, decidi aventurar-me no campo dos cupcakes. Como ainda tinha um resto de manteiga de amendoim, resolvi procurar algo que contivesse esse ingrediente. Andei a ver e a ver, e lá encontrei a receita perfeita para o que pretendia. Uma vez mais, foi o blog da Joana Roque que me inspirou.
Não sei se foi por ser a primeira vez, mas confesso que achei um pouco trabalhoso. Por isso, caso queiram experimentar, aconselho que seja num daqueles dias em que estejam com tempo e livre de compromissos, que é para sair tudo direitinho, nas calmas (e não andarem a bufar tipo eu).
Já têm papel e caneta na mão?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

2015

Chegado o fim e o inicio de um ano, chegam também os balanços, as análises e as recordações. Por outro lado, chegam também os desejos, os sonhos e as ambições. Porque é um marco na nossa vida. É a altura mais-que-perfeita para olhar para trás e ver aquilo que foi, e olhar em frente e ver aquilo que queremos que seja. Parece o cenário cliché de fim de ano, é certo, mas a verdade é que é importante, quase imperativo, que todos façamos um pequeno balanço do que ficou para trás. Quanto mais não seja para agradecer tudo o que foi de bom, para filtrar e levar connosco só o que nos fez bem, para apontar o que há a mudar e a rever, e delinear, assim, o caminho a seguir. Porque só muda o ano, apenas e só. Quanto ao resto, no que à nossa vida diz respeito, cabe a cada um de nós mudar o que há a mudar. Quem diz mudar, diz lutar. Diz conquistar. E para isso, é preciso atitude. Coragem. Esperança. E fé. Muita fé.

Olho para 2014 e vejo um ano bom. Essencialmente, bom. Foi um ano de mudança. Um ano de dar o passo em frente. Um ano que me tornou mais madura. Que me fez crescer ainda mais. Crescer enquanto mulher. E isso é bom.
Foi o ano em que consegui efectividade no trabalho, garantindo, assim, maior estabilidade. Foi o ano em que saí debaixo da asa dos pais. O ano em que dei inicio a uma vida a dois. Um passo consequência do outro, que deixa um registo importante e especial no ano que já lá vai. Também foi o ano em que conheci Paris. O ano em que conheci camelos (os verdadeiros). Foi o ano em que fiquei noiva. Quanto a isso... Quanto a isso não há palavras suficientemente boas que descrevam o sentimento, a importância e a responsabilidade do passo. Mas também não são precisas.
Também foi o ano em que senti, pela primeira vez, o medo da perda. Daquelas perdas que nunca ultrapassamos completamente. Senti a angústia e um aperto interior inexplicáveis. Nunca, nada nem ninguém, é perfeito. Não podemos exigir isso de um ano inteiro. Mas no geral, posso e devo dizer que foi um ano bom. E agradeço por isso.

Agora, 2015. Um ano que ainda não tinha começado e eu já previa ser especial. Mas um mistério, também. Não sei o que me reserva, naturalmente. Mas sei o que quero. É nisso que me vou focar. Não preciso traçar planos porque os desejos e ambições, esses, estão bem presentes. Só espero ter sempre a mesma garra, a mesma vontade e o mesmo animo para os alcançar. Que desistir e baixar os braços nunca sejam o caminho a seguir. Mas sou realista. E sei que a vida coloca-nos, constantemente, à prova. Testa as nossas forças e os nossos limites. Mas cá estarei. E que a fé e a esperança nunca me falhem. Bem como a coragem. É o meu desejo.


Feliz Ano Novo
Mas façam por isso, OUBIRAM?
24-09-2013 15-51-22