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sábado, 7 de abril de 2018

Correr no meio do mato

2º Laac Trail - 25 de Março de 2018
Atravessar rios e riachos de água lamacenta, trepar montes e montes de terra, cordas, pontes improvisadas (e duvidosas), subidas de proferir caralhadas até lá cima e mais além, descidas de temer ficar sem dentes, saltitar por entre pedras, pedregulhos, galhos e cenas assim. Não ter medo de sujar a roupa nem nojo de ir com as mãozinhas de princesa à terra e de enfiar os pés na lama (e sabe-se lá onde). Companheirismo, muito companheirismo. Espírito de ajuda. Chegar ao fim e radiante da vida, mesmo com arranhões nas pernas e nos braços, possíveis pisaduras e com uma segunda camada de pele chamada pó/terra. Assim é correr no meio da natureza.

Na altura que comecei com isto das corridas e o bichinho acabou por ficar, sempre me disseram que trail não tinha nada a ver com as corridas em estrada: "correr no mato é qué fixe", "tens é de experimentar ir para o meio do mato", "opaaaaa quando é que vens correr para o mato?!!". Confirmo. É, sem sombras de dúvidas, muito mais giro e desafiante. E claro, muito mais duro também. Mas como diz a "outra": "o que não te desafia, não te transforma".

Conto apenas com quatro provas (e um xtrail onde quase faleci [rever aqui o meu atestado de quase-óbito]), sendo que o trail dos trails, o mais desafiante, técnico e exigente, foi o do Alfusqueiro em Julho do ano passado. Foram 18,5 kms de muita dureza, sendo que os primeiros 5 kms (sim, CINCO) foram sempre a subir com direito a escalada de rochas. E o calor? Deusmalivremacuda. Já para não falar nos últimos dois quilómetros (sempre a descer) que foram horríveis de tantas dores no joelho e nos tornozelos (fruto de sapatilhas inadequadas e possível falta de magnésio). E o cúmulo? Ter uma cãimbra mesmo a chegar à meta. No fim, o prazer da superação e a experiência em si aligeiram qualquer dor. É muito gratificante e passei por zonas que jamais conheceria se não fosse a prova. É outra das coisas boas dos trails.

E amanhã há mais. Desta feita, pelos trilhos de Belazaima, uma prova que em muito se assemelha à do Alfusqueiro, pelo menos ao nível técnico e de exigência. A malha está garantida, mas o desfrutar de paisagens deslumbrantes também. E o cúmulo? Continuar com sapatilhas inadequadas.


terça-feira, 3 de abril de 2018

"Mil Vezes Adeus" e um objectivo cumprido!


romance, mas pouco

Terminei o "Mil Vezes Adeus" de John Green na manhã de 2 de Abril. Tendo em conta que dia 1 foi Páscoa e que pelo meio comecei um quarto livro (este), penso que posso dar por cumprido o objectivo da leitura dos três livros para o primeiro trimestre do ano.

Falando do livro... Não sei se é de estar mais habituada a outro género de leituras tipo thriller e cenas mais policiais, ou se é pelo John Green em si (vi o filme "A Culpa é das Estrelas" e amei, mas nunca tinha lido nada dele), ou se é de estar um pouco "queimada" no que toca a romances, mas o livro não me cativou. Aliás, ou estou muito insensível ou arrisco a dizer que o livro de romance tem muito pouco ou nada.

A meu ver, o livro centrou-se maioritariamente (para não dizer unicamente) no transtorno obsessivo-compulsivo de uma das personagens principais - a Aza. No entanto, a sinopse faz menção à investigação por parte de duas jovens - aliciadas por uma recompensa - do enigmático desaparecimento de um bilionário, sendo que uma delas viveria um romance com o filho do desaparecido. Ora, posto isto, e depois de tão boas referências em relação a este autor, estava à espera de algo assim mesmo empolgante. Só que não. Nada de empolgamento. Zero. Nicles batatóides.

De facto, a sinopse destaca um desaparecimento como se fosse o tema principal da história a par de um romance, quando o assunto só é falado no inicio (pouco), pelo meio (pouco também) e no fim para dar então o paradeiro do desaparecido (mal seria). Não há investigação nenhuma, não se enganem. Não há grande mistério, não há suspense e o romance em si também ficou muito aquém, digo eu. Há antes uma rapariga com um transtorno obsessivo-compulsivo e "C. diff." para aqui, "C. diff." para ali, "C. diff." para acolá e, perdoem-me mas, P*TA que pariu lá o "C. diff." e os micróbios todos.

Basicamente, aquilo que é dado como um dos pontos da narrativa acaba por ser posto completamente de parte ao longo do livro.

Portanto, não gostei do livro. Não que a história seja má ou que a leitura não seja agradável, porque é e o autor joga com algum humor que me agrada bastante (a personagem Daisy é super engraçada). O problema é que criei alguma expectativa, estava à espera de outro tipo de enredo, não me identifiquei com os personagens e saí desiludida. Aliás, dei por mim a ler o livro só mesmo naquela de perceber qual o paradeiro do tal bilionário desaparecido (ou se o livro iria mesmo dar um desfecho a esse caso). Não é de todo uma história marcante.

Findo este livro, estou a dar continuidade à leitura do "A Arte Subtil de Saber Dizer que se F*da" (que auguro terminar num ápice), para depois então pegar no "O Prodígio" de Emma Donoghue (que estou mega ansiosa por começar a ler). Também tenho um livro de Daniel de Oliveira que me foi oferecido em lista de espera. Sempre tive curiosidade em ler algo dele, mas palpita-me que seja demasiado lamechas ou demasiado cliché para o meu gosto, no entanto, vou dar-lhe o beneficio da duvida.


quarta-feira, 28 de março de 2018

É preciso falar sobre isto!

Foto: surripiada do Instagram da Carolina Patrocínio

Primeiramente, o que se passa com esta família que é só gajedo atrás de gajedo - tal mãe, tal filhas - e não são capazes de fazer um raio de um pilas*?!
Depois, temos este ar de "fui-tomar-uma-bica-e-voltei" aka "toma-lá-Georgina-só-para-não-te-armares-em-boa". Uma pessoa acaba de sair de um wod com aspecto de quem acabou de ser atropelada por um camião TIR e depois tem de levar com isto. Ninguém merece (o meu ego deve andar perdido no piso -3). 
E aquele conjunto de acessórios essenciais pós-parto? Se é para estar de perna aberta perante um bando de desconhecidos e a puxar como se tivesse com prisão de ventre que seja com estilo, compreendo.
A cereja no topo do bolo: aquele braço ali a sambá ná cára dás inimiga.
E uma pergunta: será que a Carolina vai querer lançar-se no quarto filho só naquela de desafiar as leis da natureza e ver se é desta que tem um pilinhas?
Para terminar e não me insultem, nunca vou compreender esta coisa de dar o nome dos pais aos filhos.


* ok, temos o pequeno Mateus da Mariana Patrocínio, mas no meio de todo um clã feminino quase não conta para a estatística.


segunda-feira, 19 de março de 2018

"Que se f*da"


Comecei a ler este livro e, senhores, não podia ter vindo em melhor hora! E eu sei que há todo um objectivo literário em risco de não ser cumprido (ainda por cima o primeiro a que uma pessoa se propõe), e que em primeiro lugar está o "Mil Vezes Adeus" e ainda só vou no quarto capitulo, mas não consegui deixar a "A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da" na estante à espera da sua vez. Comprei ontem, comecei a ler ontem e já vou para o quinto capítulo.

O título do livro pode gerar más interpretações, porque a mensagem que o autor pretende passar não é propriamente a de "que se foda tudo". Este livro funciona como uma espécie de "abre-olhos" e, resumidamente, o autor pretende mostrar como é importante (e passo a redundância) sabermos dar importância apenas ao que realmente importa e vale a pena (nada que já não saibamos, mas...[existe sempre um "mas"]).

Ainda nem a meio vou e até posso chegar ao fim e achar que afinal o livro é uma bela bosta e que pouco acrescentou, mas para já estou a gostar muito. Leitura fácil e agradável, com boa dose de humor, já deu para dar umas gargalhadas e para interiorizar ainda mais que realmente há lutas que não valem a pena (também deu para me chamar de totó pela quinquagésima vez). Porque sim, a nossa vida é feita de sucessivas lutas, mas umas valem mais o nosso tempo de dedicação do que outras.  Aliás, outras não valem mesmo nada de nada. Num mundo tão cruel, onde estamos sujeitos a constantes lutas é crucial focar a nossa energia na direcção certa, poupar-nos para o que realmente vale a nossa preocupação e o nosso esforço.

Para já, deixo-vos com alguns excertos do livro, mas quando terminar de ler partilho a minha opinião geral.

"O que tu consideras "amizade" não passa de uma tentativa constante de impressionar as pessoas."

segunda-feira, 12 de março de 2018

BOOK | "O Que Ela Deixou" de T. R. Richmond


uma narrativa desde logo invulgar

Se bem se lembram, no inicio do ano estabeleci o objectivo de ler três livros até ao final do mês de Março (um livro por mês, vá). Sei que não é nada de transcendente - há quem leia à vontadinha mais do que um livro por mês -, mas vindo de mim é praticamente um feito histórico.

Pois que ia tudo muito bem encaminhado, os ventos sopravam a favor, os astros também conspiravam para tal, mas a coisa foi andando, andando e entretanto estamos a 12 de Março e só ontem terminei o segundo livro. Mas vá, ainda não está tudo perdido, pode acontecer o milagre de ler um livro em três semanas. Façam fé.

O livro que terminei foi o "O Que Ela Deixou". Uma narrativa desde logo invulgar pelo facto do livro ser composto única e exclusivamente por posts em blogs, excertos de diários, mensagens nas redes sociais, cartas e entrevistas tudo respeitante às várias personagens. Algo que podemos estranhar no inicio, mas rapidamente conseguimos entrar no registo do livro. Pessoalmente, achei bastante interessante esta forma de contar uma história, mas confesso que volta e meia ficava um pouco barafundida das ideias e tinha de recuar algumas páginas para verificar novamente algumas datas e não perder o fio condutor.

O assunto fulcral da história é a misteriosa morte de Alice Salmon e a pergunta que fazemos logo desde a primeira à última página é: quem, afinal, matou Alice? Ou terá sido suicídio?
Num rol de personagens, uns eram mais prováveis do que outros e quando cheguei ao fim do livro fiquei super surpresa com o desfecho da história.
Achei brilhante o desenrolar de cada personagem e todos os indícios que o livro dá no sentido de tentar perceber o mistério: foi A quem matou Alice? Ai não, afinal parece que foi B, mas...e C? também pode ter sido C.

Agora o próximo livro que se segue é "Mil Vezes Adeus" de John Green. Depois de dois thrillers, um romance para desenjoar (ou enjoar, dependendo do ponto de vista, ahahah).


sexta-feira, 9 de março de 2018

Adeus pudim flan!


short hair, don't care!

Depois de algumas duvidas capilares - corto, não corto, corto, não corto -, a tesourada aconteceu precisamente há uma semana. Como tal, habemus cabelo curtinho de novo (yeaaahhh). Para já, e apesar de alguma reticência inicial, zero arrependimentos. Gosto do ar leve que me dá, gosto do facto de não dar tanto trabalho a arranjar, gosto de conseguir dar-lhe os "jeitos" que quero, gosto da versatilidade e talvez seja o tipo de corte que mais me favorece. Só não gosto dos cabelinhos bebés que teimam em ficar no ar, qual ouriço, mas dessa praga capilar não me livro independentemente do comprimento do cabelo.
E acaba por ser mais divertido ter o cabelo curto, já que é bem mais fácil dar-lhe a volta, enquanto que o cabelo comprido torna-se mais pesadão, perde a forma e estraga-se mais facilmente. Fica bonitinho liso, mas o que eu gosto mesmo, mesmo, mesmo é destas ondas assim meias feitas e meias desfeitas (fiz-me entender?) e até que me ajeito a fazê-las em casa. Portantos, o mood é este: short hair don't care.

segunda-feira, 5 de março de 2018

A tragédia


Depois desta facada no coração, recuso-me a ver o que quer que seja.
Adeus, até pó ano.