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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Três livros para o primeiro trimestre do ano


vamos tentar!

No final do Verão partilhei convosco a vontade de retomar o bom hábito de ler. Acho que estou a conseguir. Feitas as contas, desde as férias do Verão já terminei o livro "Um Novo Amanhã" de Dorothy Koomson - já se arrastava há um ano pela mesinha de cabeceira -, li o "Escrito na Água" de Paula Hawkins (venha daí o filme), li o "Comer, Orar e Amar" de Elizabeth Gilbert e já dei inicio ao "A Mulher Mais Sortuda do Mundo" de Jessica Knoll (que penso que também sairá em filme). Pelo meio vou lendo o "Liberta-te de Pensamentos Tóxicos" - mais virado para a espiritualidade e auto-ajuda com base em testemunhos - que já está quase no fim. Está longe de ser espectacular, mas vindo de mim é de bater palminhas.

"Obláaa, tu lês tão pouco...mas tu gostas mesmo de ler?!" refilam vocês. Gosto, gosto muito. Vejo a leitura como um dos maiores prazeres que podemos ter na vida. Leva-nos a viajar e a conhecer o mundo sem sairmos do nosso sofá. Faz-nos identificar com sentimentos e ajuda-nos a tornarmo-nos pessoas melhores. Também fazem-nos sentir menos sozinhos. Os livros ampliam a nossa mente e é uma forma de entender diferentes vidas, emoções e personalidades. Depois é a capacidade de nos fazer abstrair do mundo à nossa volta, acabando por servir de escape. Um escape saudável e bastante enriquecedor. E é um estimulo à nossa imaginação. Tão bom que é mergulhar de cabeça nas histórias, construir cenários e dar um rosto às personagens, sentir bem na pele como se fossemos nós que estivéssemos a viver aquela história! Por isso, sim, gosto muito, muito de ler.

"Então porque é que não lês mais, mulheeeer?!!" protestam vocês. Resposta demasiado óbvia: não tenho tempo para ler. Caaaaaalma, não m'insultem!! Isto do "não tenho tempo para..." parece cliché, eu sei, e soa até a desculpa fácil, eu sei, mas é o que é. Para muitos "não ter tempo" é coisa que não existe, porque o tempo arranja-se, e há tempo para tudo, e é uma questão de organização e prioridades e...não me lixem porque não é tão linear assim. O meu tempo não é o vosso tempo, os meus interesses não são os vossos interesses e a minha vida não é a vossa vida, resumidamente e de forma curta e grossa, cada um sabe de si.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Golden Globes 2018: vestidos na sua categoria "quero-um-destes-JÁ"

Dakota Johnson | Vestido: Gucci



Tal como disse no "stories" do Instagram, não há como não amar! Um vestido à primeira vista sem nada de tchanan, mas num virar de costas rejubila todo um glamour e elegância. Amei das pontas dos cabelos aos pés. Depois é a Dakota, um amor de pessoa.

Golden Globes 2018: vestidos na sua categoria "bonitinhos mas..."

Alicia Vikander | Vestido: Louis Vuitton



O vestido está longe de ser feio e cumpre com o fundamental: elegância. A questão é que para este tipo de cerimónias gosto de coisas assim mais arrojadas. De frente a Alicia está capaz de fazer adormecer uma pessoa, mas depois vira-se assim de costas e dá um certo alegrete.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Golden Globes 2018: vestidos na sua categoria "pior-que-isto-só-mesmo-levar-com-um-gato-morto-nas-trombas"

Cá estamos mais um ano, para fazer aquilo que o povo sabe fazer de melhor: corte e costura. Literalmente. Pois que deu-se mais uma edição dos Globos de Ouro lá pelos Hollywoods e vocês estão aí aflitinhas, que eu seiiiiii, para dar à língua (aos dedos, neste caso) e maldizer das figuras alheias.

Já se esperava uma passadeira vermelha diferente do habitual e quase que podemos apelidar de "black carpet". Esta edição ficou marcada pelo apoio à iniciativa "Time's Up", um protesto contra o assédio sexual na industria do cinema, que se traduziu no uso do preto.

Passando directamente para a parte fútil que é para isso que aqui estamos, podemos dizer que não houve assim nada tremendamente bom nem tremendamente mau. Temos vestidos muito bonitos e outros muito maus, mas nada que surpreenda significativamente, seja pela positiva ou pela negativa.
Mas vamos a isto, vamos começar pelos piores da noite e desengane-se aquele que acha que é difícil errar com um vestido preto.


Tracce Ellis | Vestido: Marc Jacobs


Tudo relativamente bem até ao esquecimento da toalha do banho enrolada ao cabelo. 


Halle Berry | Vestido: Zuhair Murad


O vestido já não ajuda muito e com esta pose de "anda cá que não te aleijo"...vai lá vai.

Experiência de quase morte

Foi o que sucedeu no passado sábado à noite. Qual é a probabilidade de uma qualquer pessoa ser chamada ao palco? Uma no meio de toda a plateia. Qual é a probabilidade da MINHA ilustre pessoa ser chamada ao palco? Segundo Laplace e baseado no Teorema de César Mourão, é total. Ca p*ta de sorte, valha-me Deus. Logo eu, aquela pessoa que panica só de pensar que tem de falar à frente de mais de três pessoas, fará em cima de um palco de micro na mão com luzes viradas à tromba e centenas de pessoas à espera de ver quando é que vou dar o espectáculo de cair do palco abaixo. Ser o centro das atenções não é para mim, definitivamente. Não sei lidar. E quando se tem um César Mourão à frente, o senhor do improviso, é caso para ter medo, muito medo. Assim que vi aquele dedo indicador a apontar na minha direcção e "aquela menina ali" quase faleci.


Estava o pânico instalado. Ainda olhei para um lado e para o outro...


Mas não, era mesmo para mim. Desejei que o Hélder Guimarães - o primeiro artista da noite - me fizesse desaparecer num truque de magia. Num misto de "socorro tirem-me daqui" e "ai o que é que o gajo quer" lá me levantei e desci as escadas com o máximo dos cuidados para não me espatifar mesmo antes de pisar o palco. Tinha toda uma meia glamorosa e cintilante mesmo a pedir forrobodó e foi por aí mesmo que o gajo pegou. "Tem um meia muito bonita" (isto, pasmado a olhar para as pernas e eu a ficar vermelha como um tomate), "com brilhantes" (olha para cima e volta a olhar para baixo), "mesmo a agarrar aos sapatos" (pandã, filho, chama-se pandã). Nisto, seguiu-se um pequeno interrogatório e quase só faltou perguntar quantas vezes fazia o amor.

Foi o melhor que se arranjou #277


Detalhes. São eles que fazem toda a diferença. E este Inverno o que não faltam são peças cheias de detalhes bonitos para dar ânimo aos dias mais cinzentos. Rendas, bordados, tachas, pérolas, é só escolher aqueles com que nos identificamos mais. Sempre adorei peças com detalhes de renda - mais feminino não há -, mas esta estação as pérolas conquistaram-me (já vos confidenciei antes). Escusado será dizer que esta camisa foi amor à primeira vista, tanto pelo padrão como pelo detalhe e ainda tem a vantagem de ser super versátil.
Assim de repente, este look parece ter muita informação: gorro, botas altas, lenço com pérolas, renda, malha, pele (imitação, vá) e ainda o padrão da camisa (com pérolas também), mas acho que funcionou tudo muito bem e não alterava nadinha! Espero que gostem!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Dou por encerrados os saldos de Inverno